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Como os cachorros encaram a morte

Publicado em 04/08/2016 12:00 -

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O maior medo do homem é também a única certeza que temos: de que um dia vamos todos morrer. Mas será que os cães também têm esta percepção da vida? O especialista em comportamento animal Gustavo Campelo, explica que a morte é encarada pelos cachorros de uma maneira muito mais natural que nós, complexos seres humanos.

Segundo Campelo, os cachorros conseguem sentir que estão fracos e já é hora de arrumar um lugar confortável para descansar. É um comportamento natural presente em várias outras espécies que vivem em bando, como elefantes, por exemplo. A explicação para isso é que um indivíduo debilitado pode colocar todo o grupo em risco.

Relatos dizem que cães quando estão perto de morrer se isolam ou ao contrário, ficam mais “grudentos” do que o normal. Quanto à morte de seu dono ou de um companheiro canino, é comum observar cães ficarem próximos ao corpo ou até mesmo tentar protegê-lo não deixando ninguém se aproximar. “Mas a saudade não acontece”, afirma Campelo.

“O que acontece é que eles percebem alguma coisa diferente na rotina e sentem falta desta coisa, mas não sabem o que está faltando. Então é comum os cães ficarem alguns dias sem saber como se comportar, ficando cabisbaixos e, aparentemente, tristes. No entanto, se pudéssemos perguntar o que está faltando, eles não saberiam responder. O que pode acontecer é que, com a reação dos familiares, abalados ou muito tristes, acabam influenciando os animais. Os cães podem ficar confusos com a reação das pessoas”, diz o especialista.

Como podemos ajudar nossos cães a lidar com a morte de outros bichos e de humanos? Campelo afirma que podemos ajudar os cães aumentando a atividade física e mental, redirecionando a energia e alterando a rotina para situações novas e empolgantes, como passeios e brincadeiras de bolinha ou com outros cães. “De repente, um bom day care ajudaria o cão. Dessa maneira os cachorros rapidamente superarão o estresse de mudança de rotina repentina”, diz.

Reconhecendo os sinais fatais

Perceba sintomas respiratórios. Próximo de sua morte, de alguns dias a algumas horas antes, você perceberá que a respiração do cachorro se tornará curta e com muitos intervalos. O ritmo normal da respiração em repouso é de 22 respirações por minuto, podendo cair para apenas 10 por minuto.

– Imediatamente antes de morrer, seu cachorro irá exalar profundamente. Você poderá sentir seu cachorro esvaziar como um balão à medida que o pulmão dele entra em colapso.

– O ritmo cardíaco do cachorro irá cair dos 100 a 130 batimentos normais por minuto para 60 a 80 batimentos por minuto, com uma pulsação muito fraca.

– Nas últimas horas, você observará que o seu cachorro vai respirar de forma curta e não vai mais se mexer. Na maioria das vezes, seu cachorro vai apenas se deitar no escuro ou se esconder em um canto da casa.

Reconheça os sinais digestivos. Se o seu cachorro estiver morrendo, ele vai demonstrar uma perda clara de apetite. Ele não terá interesse algum em comer ou beber água. À medida que a morte se aproxima, os órgãos dele, como o fígado e os rins, irão parar de funcionar lentamente, dando fim às suas funções digestivas.

– Uma boca seca e desidratada poderá ser observada.

– Vômito também poderá ser observado, e geralmente não conterá nenhuma comida, apenas espuma e às vezes um ácido meio amarelo ou verde, devido à bile. Isso também é um resultado da perda de apetite.

Perceba como os músculos dele funcionam. Torções ou espasmos involuntários dos músculos podem ocorrer à medida que o seu cachorro enfraquece devido à perda de glicose. Também haverá uma perda de reação à dor. Os reflexos do cão irão diminuir bastante.

– Quando seu cachorro tentar ficar em pé ou andar, você perceberá um cambaleio – possivelmente uma incapacidade de andar. O animal perderá a consciência ou entrará em uma espécie de coma antes da morte.

– Cachorros prestes a morrer e com uma doença crônica ou prolongada terão uma aparência muito emaciada. Ele perderá carne e os músculos ficarão atrofiados ou muito pequenos.

Observe como o animal anda defecando e urinando. O animal não terá controle sobre a bexiga ou o esfíncter. Perto da morte, seu cachorro irá urinar e defecar sem controle; mesmo animais disciplinados e treinados não conseguirão se controlar.

– A urinação será incontrolável e com pouco volume.

– Perto da morte, o cachorro terá diarreia líquida geralmente de odor forte e com cor de sangue.

– Depois de morrer, seu cachorro irá urinar e defecar pela última vez por causa da total perda de controle muscular.

Perceba a condição da pele dele. A pele ficará seca e não retornará ao local original quando for puxada – isso é devido à desidratação. As membranas mucosas, como gengivas e lábios, ficarão pálidas; quando pressionadas, elas não irão retornar à sua cor rosada original mesmo depois de um longo tempo (um segundo é o tempo normal para as gengivas retornarem à cor original).

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Alexandre


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Uma resposta para “Como os cachorros encaram a morte”

  1. ANTONIO ELOI DOS SANTOS disse:

    O meu cachorro poucos dias antes de morrer, ele ficava mais só de um lado,no caso do meu ele ficava deitado no caso com a orelha direita pra cima, depois de um tempo eu ia pegar nele no abdômen do lado direito ele sentia dor, nós percebemos por causa da reação dele, depois eu limpei ele a parte que estava no chão,ou seja o lado esquerdo, aí eu sentia que ele sentia dor qd eu pegava,no caso virei ele pro lado esquerdo pra cima, será que aumentou a dor dele ou não,nesse caso alimentou qd virei pro outro lado,no caso ele ficou foi com o lado direito pra baixo,no caso alcontrário do que ele estava antes,essa é a minha pergunta e questão

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