Semana On

Terça-Feira 02.mar.2021

Ano IX - Nº 432

Coluna

Menino 23

O rebanho marcado da família Rocha Miranda.

Postado em 08 de Julho de 2016 - Danilo Custódio

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Nos anos 30, o Nazismo viveu seu apogeu. Pode-se dizer que tudo começou em 1923, com a tentativa do Golpe de Estado em Munique, onde os líderes do partido nazistas mostraram seus dentes pela primeira vez. Pelo crime político, Hitler passou algum tempo na cadeia, onde formulou o programa ideológico racista, anti-semita e totalitário, que colocou em prática assim que foi nomeado Chanceler alemão em 1933. Seis anos depois, invadiu a Polônia e deu início a guerra que resultou nas bombas nucleares de Nagasaki e Hiroshima, além de outros horrores que nem vale a pena ficar citando.

Mas, mesmo que essa guerra tenha acontecido lá do outro lado do mundo, não podemos esquecer nunca que ela teve seus reflexos aqui no Brasil. Na década de 30, nosso país possuía o maior partido nazista do mundo sediado fora da Alemanha e os horrores contra a vida humana que eram praticados por lá, tiveram sua face por aqui também. É o que pretende denunciar o longa Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil, de Belisario Franca, que conta a história dos meninos que foram levados de um orfanato no Rio para uma fazenda no interior de São Paulo. Bora se programar pra ver? Entre na fã-page e descubra onde assisti-lo.

 

Cinema e Música em Campão

Acontece em Campo Grande/MS, de 11 a 15 de julho, a Semana da Música: Som e Fúria. O evento é gratuito e começa sempre a partir das 19 horas, no Museu da Imagem e do Som, que fica no Memorial da Cultura e da Cidadania, localizado na Av. Fernando Correa da Costa, 559 – 3º andar. A programação prevê, além de shows interessantíssimos, alguns encontros entre Música e Cinema. Acesse aqui a programação completa, convide os amigos e apareça!

 

Cinema e Música na internet

 

Cinema e política no mundo

O cinema latino americano é, em sua essência de discursos e manifestos, um cinema politicamente engajado. Nos anos 50 e 60, do México ao Uruguai, falava-se dessa ideia de que o nosso cinema deveria ser diferente daquele cinema de entretenimento norte americano e do cinema de arte europeu. Nasce então o “terceiro cinema”, aquele que dá voz aos atentados políticos contra a vida. Mas esse tipo de cinema, que encontrou sua estética no Neorrealismo, passou a fazer parte da realidade de muitos países periféricos, em todos os continentes. Trata-se de filmes ideológicos, um cinema militante, uma arte de denúncia. Dos muitos realizadores que possuem uma obra politicamente engajada, Abbas Kiarostami merece destaque. Ele chegou a ser proibido de fazer filmes no Irã por 20 anos, sujeito a condenação de prisão, depois de tentar documentar os protestos contra o governo em 2009. Kiarostami faleceu na última segunda (4) e uma multidão fez questão de se despedir desse paladino da vida, que deixou uma obra magnífica.


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