Semana On

Sexta-Feira 05.mar.2021

Ano IX - Nº 433

Coluna

O Caseiro

Suspense nas telonas tupiniquins.

Postado em 24 de Junho de 2016 - Danilo Custódio

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Talvez – e apenas talvez – o sucesso de público pagante nos cinemas em muitos países se deva graças ao tal do Cinema de Gênero, que diz respeito aquele tipo de produção que se apropria dos clichês que fizeram sucesso em um filme, replicando-os em outros filmes, criando assim um “tipo” de filme daquele gênero, como o faroeste, a comédia, o suspense, o terror, etc. etc. etc. Hollywood criou esse conceito para organizar melhor o escoamento de sua produção para as telas que colonizaram ao redor do mundo e já discutimos aqui sobre a influência desse tipo de cinema nas cinematografias mundiais.

Nos anos 90, o público pagante do cinema brasileiro foi vendido ao cinema americano pelo Governo Collor. Nessa realidade, como estratégia para reaver sua renda, os produtores brasileiros assumiram duas posturas decisivas: 1 – a aliança com a TV, que renderam os famigerados filmes da Xuxa, dos Trapalhões, entre outros; 2 – a submissão a linguagem hollywoodiana, uma vez que o público estava doutrinado por aquele tipo de filme. Vinte anos depois, o Brasil já se encontrava na confortável realidade de replicar com perfeição alguns gêneros, com destaque para a comédia pequeno burguesa.

Mas, pra quem não gosta de comédias, a opção da semana fica por conta de O Caseiro. Trata-se de um suspense de alto nível, muito embora a história seja arrastada demais pro meu gosto. Esse é o segundo longa de Julio Santi, que diz em entrevista ao Estadão que estudaram a fundo os clássicos do gênero, bem como a estrutura desse tipo de filme. O Caseiro estreia em 34 cidades, distribuídas em 17 estados brasileiros. Confira aqui onde encontra-lo e programe-se!

 

São Paulo investe no Cinema

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Programa de Investimento da Spcine, realizado em parceria com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), por meio do Brasil de Todas as Telas. São três linhas de financiamento voltadas à produção e distribuição de longas-metragens e ao desenvolvimento de séries para a TV, cada uma com valores respectivos de R$ 7 milhões, R$ 3 milhões e R$ 2 milhões. Os recursos são da Spcine, do Fundo Setorial do Audiovisual e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Entre os gêneros propostos estão ficção, documentário, animação e formato (no caso de séries de TV). Na linha de produção, haverá espaço tanto para novos talentos quanto para realizadores experientes. Ficou interessado? Clique aqui e saiba como inscrever seu projeto.

 

Curitiba investe no Cinema

Estão abertas as inscrições para o Edital Livre do Fundo Municipal de Cultura, que aceita projetos em todas as áreas das artes, inclusive cinema. O Edital “Categoria Livre” foi uma demanda da classe artística durante as Conferências Municipais de Cultura. A minuta passou por consulta pública, entre os meses de março e abril, antes de ser publicada. A devolutiva das questões está disponível para consulta no portal da FCC, também na página da Lei de Incentivo. O investimento total do edital será de R$ 2 milhões. Ficou interessado? Clique aqui e saiba como inscrever seu projeto.

 

O que veio depois da ocupação do IPHAN


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