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Sábado 30.mai.2020

Ano VIII - Nº 395

Mundo

Falta de alimentos provoca confrontos na Venezuela

OEA pede diálogo no país.

Postado em 03 de Junho de 2016 - Redação Semana On

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Protestos em massa ocorreram em várias áreas de Caracas, na Venezuela, por causa de falta de comida, de bens e serviços. As manifestações começaram depois que os militares do Exército Nacional confiscaram produtos em várias partes do bairro San Martín a fim de enviá-los aos centros de abastecimento locais, onde são entregues à população. Segundo a informação divulgada pelo canal de televisão NTN24, os habitantes do bairro quiseram impedir o confisco.
A agência El Nacional informa que, nos confrontos, o Exército usou gás lacrimogêneo. Depois, os protestos se deslocaram para outros bairros de Caracas, chegando também ao centro da cidade, onde as pessoas encheram a Avenida das Forças Armadas, entrando em confronto com os militares. Seis pessoas foram detidas. 

Em outros bairros, os moradores organizaram protestos pela falta de abastecimento de água e os cortes de energia. A promotoria da Venezuela informou também sobre ataques a jornalistas.

A Venezuela vive grave crise. A queda dos preços do petróleo levou à falta de bens, à inflação galopante e à diminuição das receitas do governo.

A situação econômica está piorando por causa da instabilidade política, que surgiu após o novo Parlamento, controlado pela oposição, se opor à política do presidente Nicolás Maduro.

OEA

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou na quarta-feira (1°) um documento em que pede o diálogo no país.

O documento foi aprovado em Washington depois de mais de três horas de debate em uma sessão extraordinária, um dia depois de o secretário-geral da OEA, Luís Almadro, pedir que fosse ativada a Carta Democrática Interamericana para a Venezuela.

Os países-membros da organização pedem aos venezuelanos que mantenham um "diálogo aberto" e avancem com iniciativas que conduzam, "de maneira oportuna, pronta e efetiva, à solução das diferenças e à consolidação da democracia".

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do México, Luís Alfonso de Alba, o documento aborda pontos como a identificação de um mecanismo comum que busque soluções para a situação, por meio de um diálogo aberto entre o governo e todos os atores políticos e sociais, a fim de preservar a paz.

Por outro lado, manifestou apoio à iniciativa dos ex-presidentes e líderes de governos - José Luís Rodriguez Zapatero (Espanha), Martín Torrijos (Panamá) e Leonel Fernández (República Dominicana) - para a "reabertura de um diálogo efetivo" entre os venezuelanos.

O secretário-geral da OEA pediu, na terça-feira, a ativação da Carta Democrática Interamericana na Venezuela, iniciando um processo que poderá levar à suspensão daquele país como membro da organização.

A iniciativa dá sequência a um pedido formalizado em 19 de maio último, pelo Parlamento venezuelano, para que a OEA ativasse a Carta para a Venezuela, diante da crise social e política no país.


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