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Quarta-Feira 27.mai.2020

Ano VIII - Nº 394

Legislativo

Vereadores discutem instalação de 14 corredores de ônibus em pontos críticos

Ausência da Agetran gerou críticas à postura da Prefeitura.

Postado em 27 de Maio de 2016 - Redação Semana On

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A instalação de wi-fi nos ônibus, corredores de transporte e novas estações de transbordo foi debatida durante Audiência Pública realizada nesta semana na Câmara Municipal, reunindo autoridades e usuários do transporte coletivo urbano de Campo Grande, visando melhorar a qualidade do serviço prestado à população.

De acordo com o diretor do Consórcio Guaicurus, João Rezende, o sistema faz cerca de 5.600 viagens por dia e percorre aproximadamente 120 mil quilômetros. “São gastos 1 milhão de litros de diesel por mês. A velocidade média dos ônibus é 15 km/h e os articulados ainda tem que disputar espaço com os carros. Temos a missão de cumprir horário e oferecer um transporte seguro, mas não temos como cumprir essa missão por conta disso, principalmente em vias estreitas como Zahran”.

O vereador Alex do PT, proponente da Audiência, criticou a ausência da Prefeitura no debate. Para Rezenda, a Prefeitura não se nega a debater, mas há problemas na relação. “Quero fazer uma crítica construtiva, concretamente não temos nada que venha surtir efeito nesse sentido, precisamos avançar. Criar um grupo de trabalho, para fazer esses corredores em vias como Calógeras, 13 de maio e Rui Barbosa, vias importantes que podem receber essas vias especiais. Não precisa ser exclusiva só em horário de rush. Vamos instalar também painéis nos terminais, como tem nos aeroportos, em tempo real mostrando horário de chegada e saída de cada linha, pois temos GPS em cada ônibus, o que permite isso", afirmou.

O presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Fernando Laranjeira também lamentou a ausência da Agetran na discussão. "Lamento muito a ausência da Agetran. Chegou a hora de fazer política de governo e começar a fazer política de estado. Precisamos manter essa política independente da gestão que estiver na Câmara ou na Prefeitura. Gostaria de colocar-me à disposição, queremos somar esforços nessa questão de implantar os corredores de ônibus, para analisar a questão jurídica se basta só uma resolução da Prefeitura ou uma lei municipal. Acredito que os corredores devem ser implementados de forma gradativa, não chegar de uma vez só, que a população vai estranhar", disse.

Em seu pronunciamento, o coordenador do Fórum de Usuários e Trabalhadores do Transporte Coletivo e Fórum da Cidadania, Haroldo Martins Boralho destacou que o número de motos no trânsito, em Campo Grande, é grande. “Precisamos mudar essa questão errada, para que as pessoas passem a valorizar o transporte coletivo. As vias daqui são preocupantes e a saúde está pagando o pato, por causa de tantas vítimas. Não é só questão do trânsito, é uma questão de saúde pública", alegou.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo, Demétrio Freitas também criticou a ausência da Prefeitura. "Quero lamentar a ausência de um representante da Agetran, que poderia fazer algo, mas não faz. Os corredores darão agilidade para motorista dirigir, pois quem paga preço maior são os motoristas. Campo Grande virou um inferno no trânsito. Hoje você não chega em um destino em menos de 25 minutos e com ônibus não é diferente. A tabela de horário está defasada. O Haroldo citou que tem que deixar o carro em casa e andar de ônibus, mas tem que dar condições. Do jeito que está, vamos continuar com o congestionamento do centro, porque quem vai usar o ônibus se não tem cumprimento de horário nos ônibus. Só falar não adianta", revelou.

Robson Luis Strengari, do Consórcio Guaicurus detalhou 14 pontos críticos em Campo Grande que podem receber corredores para ônibus, facilitando e agilizando o deslocando dos coletivos, sendo eles: Rua Guia Lopes, Avenida Marechal Deodoro, Bandeirantes, Costa e Silva, Rua Trindade/Rui Barbosa, Calógeras, Mascarenhas de Moraes, Alegrete, Ministro João Arinos, 25 de dezembro, Cônsul Assaf Trad, Cafezais, Joaquim Murtinho e Eduardo Elias Zahran.

O debate foi convocado pela Comissão Permanente de Transporte e Trânsito, composta pelos vereadores Vanderlei Cabeludo, Betinho, Chiquinho Telles, Engenheiro Edson e Flávio César.


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