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Ano IX - Nº 421

Mundo

Forças Armadas do Egito anunciam ter achado destroços do avião da EgyptAir

Não há indicação sobre as causas da queda de avião, diz França.

Postado em 20 de Maio de 2016 - Redação Semana On

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As Forças Armadas do Egito anunciaram nesta sexta (20) que encontraram destroços e objetos pessoais dos passageiros do voo MS804 da EgyptAir, que caiu no Mediterrâneo com 66 pessoas a bordo, durante uma viagem de Paris ao Cairo.

Os destroços foram encontrados a 290 quilômetros ao norte da cidade portuária de Alexandria, segundo o general Mohammed Samir.

As autoridades egípcias encontraram malas, assentos de avião e partes de corpos das vítimas flutuando no mar.

O voo MS804 desapareceu na quarta à noite (18) dos radares entre as ilhas do sul da Grécia e a costa norte do Egito por razões ainda desconhecidas.

Na quinta (19), o vice-presidente da EgypAir, Ahmed Adel, chegou a afirmar que destroços do avião haviam sido encontrados, o que acabou por se revelar falso. Segundo Adel, as equipes de busca perceberam que os destroços não eram do Airbus quando se aproximaram deles no mar Mediterrâneo.

No mesmo dia, o presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi determinou a intensificação das operações de busca.

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) diz que um de seus satélites detectou um possível vazamento de óleo de 2 km de extensão na mesma área do Mediterrâneo onde o avião desapareceu, a cerca de 40 km a sudeste da última localização conhecida do voo (coordenadas de 33 32' N / 29 13' L).

A ESA fez a ressalva de que não há garantias de que a mancha de óleo seja do Airbus A320.

Causas Desconhecidas

Nesta sexta (20), o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, afirmou que não há "a menor indicação" sobre as causas da queda do avião da EgyptAir.

A declaração foi feito um dia depois de o ministro da Aviação Civil do Egito, Sherif Fathi, ter afirmado ser "mais forte" a possibilidade de um ataque terrorista do que de um acidente aéreo.

No entanto, nenhuma organização terrorista até o momento reivindicou a responsabilidade pelo desastre.

De acordo com o ministro da Defesa da Grécia, Panos Kammenos, o voo fez movimentos bruscos e teve perda repentina de altitude pouco antes de desaparecer dos radares, logo depois de ter entrado entre 16 e 24 km dentro da área de controle aéreo sob responsabilidade egípcia, com altitude de 37 mil pés (11.277 metros).

"Ele virou 90 graus à esquerda, então 360 graus à direita, caiu de 38 mil pés (11.582 metros) para 15 mil pés (4.572 metros) e então desapareceu a 10 mil pés (3.048 metros)", disse Kammenos.

Com base nessas informações, John Goglia, ex-membro da Comissão de Segurança de Transporte Nacional dos EUA, afirmou que uma bomba, mais do que uma falha estrutural ou mecânica, pode ter causado a queda.

"Considerando o fato de que [o piloto] fez esses movimentos bruscos sem enviar nenhum pedido de ajuda indicaria, para mim, que algo catastrófico aconteceu."


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