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Sexta-Feira 22.jan.2021

Ano IX - Nº 426

Brasil

Sondada para Direitos Humanos votou para dificultar aborto legal

Renata Abreu não tem histórico de militância na área.

Postado em 06 de Maio de 2016 - Redação Semana On

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Deputada de primeiro mandato, Renata Abreu (PTN-SP), 34, diz ter recebido apenas uma sondagem de Michel Temer, mas afirmou que tem atuação na área de direitos humanos e que é uma pessoa flexível, sem posições radicais.

No ano passado, a deputada chegou a votar a favor de uma proposta da bancada evangélica que dificultava o aborto legal pós-estupro, mas disse ter se arrependido.

"O que eu tenho como filosofia de vida é a democracia. Fiz um evento em São Paulo sobre esse tema [aborto]. Eu sou uma pessoa flexível, quero ouvir. E quem pensa muda", disse a deputada, que mantém um blog sobre o cotidiano de deputada novata.

Sobre sua experiência em direitos humanos, afirmou desenvolver um trabalho em São Paulo em defesa da igualdade racial. Questionada sobre qual é, em sua visão, o principal desafio da área, afirmou: "Respeito às minorias, respeito à diversidade, respeito às diferenças. Vou lutar para que todos tenham voz".

Tendo votado a favor do impeachment, ela chegou a defender Dilma no ano passado, em seu blog, de ataques nas redes sociais: "Há ofensas horríveis, desenhos chocantes com a imagem dela, comentários com palavras chulas e de baixo nível. Eu nunca fui petista, nunca votei no PT, mas acho que a gente não pode se esquecer que ela é um ser humano e, que, independentemente do cargo que ocupa, é mulher, mãe e avó".

Um dos principais militantes de direitos humanos em Brasília, o advogado Augustino Pedro Veit disse que "não conhece nem ouviu falar" na deputada. "Sem uma trajetória na área, a pessoa não saberá quem são as organizações não governamentais nem as pessoas que apoiam os direitos humanos nas diversas esferas", disse.

O advogado observou, porém, que um iniciante "pode manter os avanços na área", desde que consiga estruturar uma articulação.

Veit atua na comissão de direitos humanos do Senado e foi presidente da comissão de mortos e desaparecidos políticos da Secretaria de Direitos Humanos durante o primeiro governo Lula (2003-2006).


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