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Terça-Feira 02.mar.2021

Ano IX - Nº 432

Coluna

Documentário Jaffa, a Laranja Mecânica

Um filme reflexivo, crítico e pacifista. Um exemplo que a mídia brasileira deveria seguir.

Postado em 15 de Abril de 2016 - Elis Regina Nogueira

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Dirigido por Eyal Sivan, israelense que dirigiu vários documentários sobre o conflito Israel/Palestina e também é professor de cinema em Londres, “Jaffa, a Laranja Mecânica” é um ensaio instigante e fascinante sobre como quão enganadora e distorcida pode ser a imagem simbólica - seja de um líder, um movimento, ou uma fruta (no caso aqui as Laranjas de Jaffa) - construída para forjar um projeto ideológico. Um filme para refletir sobre o poder da mídia, das artes e da propaganda política.

Através da perspectiva econômica, política e filosófica, o filme analisa a história da laranja Jaffa, o seu papel como símbolo do Oriente Médio e como ela se tornou um novo fator de tensão entre israelenses e palestinos.

Com uma abordagem diferente da maioria dos documentários, que se apoiam em entrevistas, nesse filme as imagens dominam a cena e os testemunhos dos entrevistados conferem aquilo que elas mostram.  “A imagem que desmistifica, que esclarece e faz emergir, contrasta com a que serve a propaganda e cria um mundo ilusório”, afirma Margarida Tengarrinha, doutora em História da Arte, em Portugal.

Jaffa, é um documentário único, que expõe de maneira pouco vista a complexidade da questão Israel/Palestina.

Um filme interessante e oportuno para nos fazer pensar de forma crítica sobre o poder manipulador da mídia e da propaganda política em tempos de crise econômica e política como a que vivemos hoje no Brasil.

Sugiro a vocês verem esse filme, em vez de ficarem assistindo esse circo de horrores ao vivo dos piores e mais hipócritas políticos que um país pode ter.


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