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Sábado 04.abr.2020

Ano VIII - Nº 387

Poder

Mais penoso do que interromper mandato é país se esfacelar, diz FHC

Dilma diz que prevalece no país o clima de quanto pior, melhor.

Postado em 08 de Abril de 2016 - Redação Semana On

FHC se reuniu com lideres nacionais do PSDB no Palácio dos Bandeirantes para afinar discurso para a crise política. FHC se reuniu com lideres nacionais do PSDB no Palácio dos Bandeirantes para afinar discurso para a crise política.

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Depois de participar do encontro no Palácio dos Bandeirantes, em que as lideranças do PSDB fecharam questão em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff e discutiram o respaldo do partido ao possível governo Michel Temer, hoje vice-presidente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que "mais penoso" do que interromper o mandato da petista é "ver o país se esfacelar".

"Chegou a hora de dar um basta nisso tudo. Não dá mais para ter dúvidas, por mais penoso que seja interromper um mandato, mais penoso é ver o Brasil se esfacelar", disse o ex-presidente aos jornalistas.

FHC afirmou ainda que o atual governo não tem mais capacidade de se recompor. De acordo com ele, a presidente Dilma teve "muitas oportunidades" para reconstruir sua gestão, mas ela não as aproveitou.

Por isso, defendeu o ex-presidente, "está na hora de apoiar o impeachment" e, em seguida, numa referência à possibilidade de o PSDB voltar a governar o país, "pensar na possibilidade real de recuperação da nossa trajetória".

O tucano disse ainda que "se quebrou a confiança" em relação ao governo petista. "O cristal rachado não se recompõe", afirmou FHC.

"Há uma indignação da população brasileira pelo desmonte do governo, pela corrupção terrível organizada no Brasil", disse.

O ex-presidente defendeu também que o momento exige "serenidade, firmeza e decisão dentro da Constituição".

 Quanto pior, melhor

A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (8) que o Brasil tem hoje "um clima de quanto pior melhor".

Na inauguração do Centro Olímpico de Esportes Aquáticos, no início da tarde desta sexta, a presidente usou a organização dos Jogos Olímpicos como exemplo para o país voltar a crescer.

Ela citou a parceria das três esferas de poder (municipal, estadual e federal) e da iniciativa privada na organização do evento como modelo para o Brasil.

"Hoje, no Brasil, tem um certo clima que não chamo de mau humor, chamo de 'quanto pior, melhor'. Esse clima não interessa à necessária estabilidade economia e política do país. Se somos capazes de fazer uma Olimpíada, somos capazes de fazer também o nosso país voltar a crescer", afirmou Dilma.

"Para isso, o elemento da convergência, o elemento do diálogo e o elemento da parceria [é necessário]. Daí digo que esse é um momento especial. Um símbolo e um exemplo para o Brasil do que é possível fazer quando pessoas de bem se unem em prol do bem do povo brasileiro", acrescentou.

A inauguração do centro aquático foi realizada com portões fechados. Apenas autoridades, atletas e 14 operários que trabalharam na obra assistiram ao evento.


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