Semana On

Quinta-Feira 03.dez.2020

Ano IX - Nº 421

Coluna

Batman e Superman, uma briga de casal?

A Internet não perdoou o que promete ser o combate do século.

Postado em 01 de Abril de 2016 - Guilherme Cavalcante

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Não tenho a menor ideia porque há tantas pessoas reclamando do novo filme do momento, 'Batman vs Superman: A Origem da Justiça' e tenho zero vontade de ir ao cinema para conferir, até porque não sei qual o enredo das HQs para fazer uma comparação e muito embora ache que Ben Afleck (Batman) e Henry Cavill (Superman) justifiquem uma saída até o shopping center mais próximo.

Tudo indica que os fãs das HQs ficaram desapontados com resultado final da adaptação, que parece ter tornado a história, creio, desnecessária e medíocre - meio que o lugar-comum de todas as reclamações de adaptações de HQs para os cinemas. Mas, isso é porque eles não tem ideia de outras coisas que rolam na rede (se têm, estão digerindo caladinhos até agora): o lance é que retratar os super-heróis como um casal gay tornou-se a febre no momento, seja em mesas digitalizadoras, panfletos, quadros ou até mesmo nas paredes por aí.

A cereja do bolo, entretanto, é que a produtora Men.com lançou recentemente uma paródia pornô gay entre os personagens. É sério, tem até trailer (que dá pra assistir numa boa no trabalho, só tem uns beijinhos e uns tórax definidos que não ofendem nem o Bolsonaro). Pornô gay com história, coisa rara hoje em dia! Clique no play abaixo para conferir.
Vale lembrar que não é de hoje que internautas apostam nesse romance (ou bro-mance?). Já tem anos que os sites de fanfictions (histórias ficcionais que utilizam personagens e enredos de histórias consagradas) já circulam por aí com a mesma proposta, como ESTA DAQUI, em que Batman banca o bad boy e pinta o sete com o Superman, tadinho...
Quer dizer, o tal 'combate do século', ao menos na imaginação fértil de alguns, não é nada mais que uma briguinha de casal.
 
Veja essa!
Segura essa marimba, mon amour! O sonho secreto de toda bicha old school pode ser verdade! De acordo com a biografia 'James Dean: Tomorrow Never Come' (James Dean: o amanhã nunca vem, em livre tradução do inglês), o astro de Hollywood era amante de Marlon Brando. Aliás, de acordo com os escritores, Darwin Porter e Danforth Prince, Dean não era simplesmente um amante, mas uma espécie de escravo sexual de Brando e também foi amante de Walt Disney.
A publicação traz que os atores se conheceram em 1955, durante as filmagens de Juventude Transviada, em Nova York. A partir de então, o 'romance' teria começado. Vale lembrar que os autores são famosos por contar histórias de celebridades e que o livro foi feito a partir de depoimentos de amigos dos astros, que revelaram, inclusive, que  Brando gostava de apagar cigarros no corpo de Dean (quero ver as marcas, exijo provas!).
Relatos de pessoas próximas a Dean e Brando, entretanto, traduzem uma realidade triste, de certa forma. Dean seria apaixonado por Brando, que via o ator como apenas como diversão sexual, muitas vezes perversa. "Definitivamente eram um casal. É possível dizer que a 'fidelidade sexual' não fazia parte de seus vocabulários", relatou o compositor Alec Wilder, afirmando que o próprio Dean lhe passou a informação.

PS: a foto é montagem!
 
Mudanças no registro de crianças filhas de LGBTs
E mesmo nesses tempos de indefinição para qual rumo vai a luta por nossos direitos, uma boa notícia: a Corregedoria Nacional de Justiça determinou que todos os cartórios de registro civil do país não podem negar o registro dos filhos de casais homossexuais nascidos por reprodução assistida, tais como fertilização in vitro e barriga de aluguel. A medida é garantida pelo provimento 52, publicado em 14 de março.
Na prática, muita coisa muda, já que os casais que recorriam a essas alternativas precisavam acionar a Justiça para registrar as crianças. "A medida dá proteção legal a uma parcela da população que não tinha assegurado o direito mais báscio de um cidadão, que é a certidão de nascimento", afirmou a ministra Nancy Andrighi, que é corregedora nacional de Justiça.
Assim, a partir de agora, basta que um dos progenitores compareçam ao cartório para fazer o registro, que deverá constar os dois pais ou duas mães. No caso de barrigas de aluguel, o nome da mulher que abrigou os óvulos fertilizados não precisará constar na Declaração de Nascido Vivo, fornecida pelos hospitais para fazer o registro da criança em cartório. E os tabelionatos que recusarem fazer o registro poderão responder processo disciplinar na corregedoria. 

Voltar


Comente sobre essa publicação...