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Quinta-Feira 26.nov.2020

Ano IX - Nº 420

Coluna

Tucanos entre Riedel e Rose para a Capital

Definição do candidato do Governo ainda não tem data para sair.

Postado em 01 de Abril de 2016 - Marco Esuébio

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"Está entre Rose ou Riedel", me disse o presidente estadual do PSDB, Márcio Monteiro, sobre o nome tucano para a sucessão do prefeito Alcides Bernal (PP) em Campo Grande nas eleições deste ano. Ambos, informou, deixarão as secretarias que ocupam no governo Azambuja visando as eleições. A definição da candidatura ainda não tem data. Internamente, a disputa começa a esquentar. Hoje tem ato de filiação do PSDB às 18h30 na Câmara da Capital e apoiadores da vice-governadora estão convidando simpatizantes para chegar a partir das 17 horas e reforçar os gritos de "Rose prefeita".

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Campo Grande pode virar um buraco só

Alguns especialistas em engenharia política advertem: Campo Grande pode "virar um buraco só" diante dos resultados de ação civil pública proposta pela força-tarefa do Parquet estadual questionando a legalidade dos contratos de manutenção das vias pavimentadas ou não. O MPE-MS afirma que as licitações foram direcionadas na época da gestão Nelsinho Trad e obteve liminar da Justiça que bloqueia bens e saldos bancários dos envolvidos nas licitações, na execução dos contratos e também das empresas Selco e Usimix.

O que não foi divulgado, explicam pessoas que conhecem muito bem do assunto, é que todos os demais contratos de manutenção de vias públicas também foram licitados em 2011/2012, pelo mesmo modelo de edital que, no entendimento do MPE-MS, está irregular. "Conclui-se diante disso que a prefeitura e as empresas contratadas não poderão mais continuar executando nenhum dos serviços de tapa-buracos e cascalhamento das vias, utilizando tais contratos", afirma um ex-gestor de obras.

"As empresas contratadas já não estão recebendo em dia e ainda terão que devolver, conforme o MPE-MS, o que foi e o que for executado multiplicado por dez, como ocorreu em dois contratos das empresas Selco e Usimix que já tiveram seus bens e contas bancárias bloqueadas na referida ACP", acrescenta.

Informações não oficiais dão conta de que o secretário Amilton Cândido (Obras) e fiscais da prefeitura já avisaram ao prefeito Alcides Bernal que não irão mais atestar nenhuma medição de serviços de contratos licitados na época do ex-prefeito. Diante disso, o atual prefeito não poderá alegar desconhecimento das irregularidades nesses contratos, visto que poderá ser responsabilizado como o antecessor.

Dirigentes das empresas cogitam se reunir e podem decidir pela paralisação total da execução de todos os serviços de manutenção de vias públicas. Para se fazer uma nova licitação, leva-se pelo menos seis meses. "E como Campo Grande já tem buracos e crateras em excesso, corre sério risco de se transformar num buraco só", alerta um engenheiro político com especialização e experiência nas duas áreas.

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Lava Jato 'ressuscita' caso Celso Daniel

Em referência a procedimentos usados para investigar fatos antigos, foi chamada de Carbono 14 a operação deflagrada pela Polícia Federal hoje na 27ª fase da Lava Jato que ressuscita o caso do mistério sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. Entre os presos, está o empresário Ronan Maria Pinto. Ele era dono de uma empresa de ônibus na cidade e fechou contrato de R$ 6 milhões com uma das agências do operador do mensalão, Marcos Valério. Com o dinheiro, teria se tornado sócio-majoritário do principal jornal de Santo André, o "Diário do Grande ABC".

Em depoimento ao MP em 2012, Valério afirmou que o PT lhe pediu R$ 6 milhões para que Ronan parasse de chantagear petistas de alto escalão do então governo Lula, como os ex-ministros José Dirceu e Gilberto de Carvalho. As chantagens teriam relação com a morte do prefeito. O dinheiro teria vindo do empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões que José Carlos Bumlai contraiu com o Banco Schahin em 2004. O outro mandado de prisão temporária cumprido hoje foi o do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, também suspeito de participar da fraude, conforme as investigações.

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Incêndio destrói escritório da ex-contadora do doleiro Alberto Youssef preso na Lava Jato

Um incêndio na noite anterior destruiu totalmente a sala onde funcionava o escritório de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato. O escritório funcionava em um prédio do Itaim Bibi, bairro elegante da capital paulista. Meire foi uma das delatoras do esquema e detalhou como o pagamento de propinas ocorria durante depoimento à CPI mista da Petrobras. Meire disse ao site G1 que no prédio não havia mais nenhum papel relacionado ao esquema investigado na Lava Jato. "Eu tinha poucos clientes. Depois da Lava Jato, fiquei com poucos. Ainda não sei sobre a situação de lá, não foi ao local ainda, meus funcionários estão lá com os bombeiros. Mas não tinha mais nada da Lava Jato lá, tudo o que eu tinha foi entregue em 2014", disse a contadora, afirmando estar muito abalada, sem saber se o incêndio foi acidental ou criminoso. "Sinceramente, eu não sei o que pode ter sido, se foi acidental. Eu não faço ideia, estou esperando o resultado da perícia para me dizerem", declarou.

 

Marun, o 'conselheiro econômico' de Temer

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) já virou conselheiro econômico. Diz notícia do Estadão de S.Paulo que o sul-mato-grossense aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que um eventual governo de Michel Temer terá de fazer a opção de não aumentar a carga tributária para tapar o rombo das contas públicas. "Esse é um desejo da rua, que é protagonista desse processo de mudança" disse. Marun, acrescenta o jornal, encaminhou a Temer uma lista de propostas que inclui corte nas despesas de custeio, um novo regime orçamentário, enxugamento dos ministérios para algo entre 20 e 25 e corte de cargos de confiança. "O PMDB tem que se adaptar aos novos tempos", justificou.

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Supremo confirma decisão que tirou investigação sobre Lula da alçada de Moro

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a decisão de retirar do juiz Sérgio Moro as investigações sobre o ex-presidente Lula, proferida na semana passada pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato na Corte. Teori também havia determinado o sigilo sobre gravações de conversas telefônicas de Lula com autoridades, incluindo a presidente Dilma. Formalmente, portanto, Lula continua sem foro privilegiado, mas as investigações relativas a ele subiram para o STF por causa do envolvimento de outras autoridades com esse foro que só podem ser investigadas pelo Supremo. A decisão não interfere na liminar concedida no dia 18 pelo ministro Gilmar Mendes que suspendeu a nomeação de Lula para a chefia da Casa Civil. (Com G1)

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Professoras de MS dizem que foram à Brasília 'enganadas' para reforçar ato pró-Dilma

Professoras do interior Mato Grosso do Sul que foram esta semana a Brasília levadas numa comitiva que saiu das cidades de Naviraí e Mundo Novo afirmam ter sido "enganadas" por sindicatos ligados à Fetems que as convocaram para debater assuntos relacionados à previdência na capital federal e ao chegar lá saber que, na verdade, foram ajudar a engrossar o movimento de hoje contra o impeachment e em favor da presidente Dilma. Veja aqui em vídeo a declaração de quatro professoras de Naviraí ao repórter Alexssandro Loyola, colaborador do Blog em Brasília.

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