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Domingo 29.nov.2020

Ano IX - Nº 421

Coluna

Cinema e Comunicação

O audiovisual na era das convergências digitais

Postado em 29 de Janeiro de 2016 - Danilo Custódio

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Considero o atual estágio da democratização da produção e do consumo do audiovisual como uma das maiores conquistas da sociedade contemporânea. E não se trata apenas do desenvolvimento da tecnologia, precisamos observar também os avanços sociais. A cada dia, mais e mais pessoas passam a se expressar por meio do video, tudo a um clique de distancia de você.

Fica fácil entender esse fenômeno quando se olha para as estatísticas. Atualmente, existem quase quarenta milhões de smartphones no Brasil e todos eles são considerados consumidores de conteúdo. Considere ainda que hoje, existe toda uma geração de consumidores e produtores de conteúdo audiovisual que já nasceram numa época onde a tela do cinema – que imperou soberana durante quase um século – divide espaço com uma infinidade de outras telas.

O audiovisual é algo tão comum em nosso cotidiano, que podemos facilmente encontrá-lo em bares, restaurantes, ônibus, metrôs, aviões, elevadores, galerias, etc. Esse panorama, somado ao interesse capital por detrás de tantas obras audiovisuais, acaba abalando a linguagem em todas as suas possibilidades. Afinal de contas, se seu filme precisa ser consumido também numa tela de smartphone, tudo muda.

Nesse cenário, o cinema e a comunicação acabam sendo ciências fundamentais no estudo para todo e qualquer realizador. E, considerando as possibilidades dessas duas áreas, o vídeo clipe acaba surgindo como a manifestação audiovisual mais interessante, por conseguir extrair o máximo da arte de comunicar através do cinema. Digo isso considerando não apenas a capacidade de se realizar um filme, mas também a quantidade de pessoas que ele alcançará.

É o caso de Boa Esperança, filme assinado pelo Laboratório Fantasma com direção artística do próprio Emicida. Sei que muita gente já viu, mas esse é daqueles que dá gosto ver de novo.

 

A vida secreta de Walter Mitty (Secret life of Walter Mitty)

Convidado: Luciano Maccio

Viajar é um estado de espírito, não uma situação financeira. Esta é a mensagem que a vida secreta de Walter Mitty passa no decorrer do filme. O longa trata da vida de um especialista em revelação fotográfica da life, que trabalha para expor da melhor forma possível o trabalho de outros através das páginas da revista.

No entanto, enquanto os fotógrafos para os quais ele trabalha viajam o mundo e desfrutam das nuances da vida, Walter (Ben Stiller) está preso ao seu pequeno cubículo de revelação. Mais que isso, preso dentro de sua própria cabeça, onde ele imagina grandes histórias para escapar da monotonia e infelicidade de sua vida. Até o momento em que a perda iminente de seu emprego o obriga a sair da zona de conforto. A partir deste ponto começa a jornada de mudança desta personagem.

É, sem dúvidas nenhuma, o melhor filme já dirigido, produzido e protagonizado por Ben Stiller, que passei a respeitar muito mais após esta história. O filme traz uma sensibilidade empática que nos coloca no centro das ações de Walter e nos fazem sentir tudo que a persona sente durante sua jornada, a beleza leve do filme é palpável a cada quilômetro percorrido. A mensagem é clara. Filmes como este mudam a vida de muitos indivíduos.


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