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Segunda-Feira 20.nov.2017

Ano V - Nº 280

Gov Refis

Auau Miau

Tratar seu cão como filho é algo normal, afirma pesquisa

Áreas cerebrais se movimentam de mesma forma quando interagimos com os bichos e com os bebês.

Postado em 08 de Dezembro de 2015   - Redação Semana On

Nossos filhotes. Nossos filhotes.

Nova pesquisa sugere que relação afetiva entre mães e seus cachorros seja similar à que possuem com seus filhos. O que isso quer dizer? Um estudo realizado por pesquisadores do Massachusetts General Hospital mostra que talvez seja errado julgar alguém por tratar seu cãozinho como seu ente mais querido.

Para chegar nessa tese, a equipe analisou imagens cerebrais de 14 mulheres durante alguns momentos diferentes: enquanto olhavam para fotos dos seus filhos; fotos dos seus cachorros; para crianças aleatórias; e finalmente para cachorros aleatórios.

Depois disso, os cientistas perceberam que muitas áreas do cérebro ligadas às emoções – como a amídala e o córtex pré-frontal – eram ativadas quando essas mães olhavam para as fotos dos seus filhos e dos seus cães. Fato que não ocorreu quando focavam suas atenções nas imagens das crianças e dos cachorros aleatórios.

Por exemplo, a região chamada giro fusiforme se mostrou ativada apenas quando olhava aos cães, e não aos seus filhos. Para o autor, isso acontece por ser uma área relacionada ao reconhecimento facial: “Devido a evolução comunicativa entre seres humanos, a relação de pistas faciais faz mais sentido em uma interação entre humano e cachorro”.

E ao contrário disso, outras duas áreas do órgão chamadas substância negra e tegmental ventral se encontravam ativas quando as mães olhavam as imagens das suas crianças, e não dos pets. Essas regiões estão mais ligadas à gratificação e afiliação, que na visão dos pesquisadores funcionam como ponto de maior conexão com a nossa própria espécie.


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