Semana On

Quarta-Feira 08.jul.2020

Ano VIII - Nº 400

Poder

Dilma conclui reforma ministerial e indica seis novos ministros

Gilberto Carvalho diz que o PMDB é mais que um aliado do governo e que os peemedebistas sempre foram camaradas do PT.

Postado em 14 de Março de 2014 - Redação Semana On

As nomeações acontecem após duas derrotas do Governo na Câmara Federal, capitaneadas pelo “aliado” PMDB. As nomeações acontecem após duas derrotas do Governo na Câmara Federal, capitaneadas pelo “aliado” PMDB.

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Em meio a uma crise entre partidos da base aliada, a presidente Dilma Rousseff anunciou no último dia 13 a nomeação de seis novos ministros no andamento da reforma ministerial para o último ano de seu mandato. A posse dos novos ministros acontecerá na segunda-feira, 17, às 10 horas.

As nomeações acontecem após duas derrotas do Governo na Câmara Federal, capitaneadas pelo “aliado” PMDB. O partido pleiteava aumentar o seu espaço na Esplanada dos Ministérios com as novas indicações mas manteve os ministérios da Agricultura e do Turismo.

A novidade das reformas é, exatamente, a nomeação para o Ministério do Turismo. Dilma resolveu escolher o gerente de assessoria internacional do Sebrae, Vinicius Nobre Lages para a pasta depois que o nome preferido por ela, Ângelo Oswaldo, do PMDB de Minas Gerais, não foi bem recebido pela cúpula do próprio partido. Ele substituirá Gastão Vieira (PMDB-MA), que deixa a pasta para disputar as eleições.

O PMDB manteve também o Ministério da Agricultura, para onde foi nomeado o secretário de Política Agrícola, Neri Geller. Mesmo tendo dito no início da semana que não indicariam nomes para a reforma, os deputados do PMDB aceitaram a escolha da presidente para a pasta. Antônio Andrade (PMDB-MG) deixa o ministério.

PP nas Cidades

Na cota do PP, Dilma nomeou Gilberto Occhi, atual vice-presidente de governo da Caixa Econômica Federal, para o Ministério das Cidades. O partido chegou a aderir ao chamado "blocão" na Câmara, mas desembarcou da iniciativa após ser contemplado pela reforma. Occhi substitui Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

O PT manteve o Ministério do Desenvolvimento Agrário com a indicação do ex-presidente da Petrobras Biocombustível e ex-ministro Miguel Rossetto. Ele entra no lugar de Pepe Vargas (PT-RS). Rossetto foi ministro da pasta durante o governo Lula, de 2003 a 2006.

O PRB também manteve a sua pasta. Eduardo Lopes (PRB-RJ) assumirá o Ministério da Pesca e Agricultura no lugar de Marcelo Crivella (PRB-RJ). Lopes era suplente de Crivella no Senado.

Dilma nomeou ainda o ex-reitor da Universidade de Minas Gerais Clélio Campolina Diniz para o Ministério de Ciência e Tecnologia na lugar de Marco Antônio Raupp.

Reduzindo a tensão

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse hoje que as mudanças ministeriais devem reduzir as tensões entre o governo e o PMDB, maior partido da base aliada.

"Quando você toma uma definição, há pessoas felizes, outras menos felizes. Mas a tensão tende a baixar, eu espero que isso ocorra. Qualquer processo, quando se conclui, ajuda a dar um encaminhamento, a tensão é própria da definição", avaliou.

Segundo o Gilberto carvalho, os peemedebistas contribuíram para a construção do projeto político do governo para o país.

O ministro disse que as disputas internas são parte do "teatro político, mas não podem atrapalhar o andamento de obras e projetos para o país". Segundo ele, "o que conta mesmo é a direção que está indo o governo, quais são as obras e ações que estamos realizando, qual o projeto que estamos construindo, e o projeto continua. É um projeto que está mudando o país. Isso continua acontecendo. O resto tem um pouco de jogo de cena, um pouco do teatro politico, digamos assim, que é natural".

Carvalho disse que o PMDB é mais que um aliado do governo e que o PT "nunca pensou em governar o país com um partido único". Segundo o ministro, os peemedebistas sempre foram "camaradas" e contribuíram para a construção do projeto político do governo para o país, com o vice-presidente Michel Temer e com os vários ministros da legenda que já passaram pelo governo.

"É natural que haja tensões, momentos mais fortes, mais difíceis. A gente tem de ter maturidade e serenidade, como a presidenta teve, para suportar as interpretações, as ondas e contra ondas e no final a gente acaba sempre se acertando", ponderou.


Voltar


Comente sobre essa publicação...