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Sábado 27.fev.2021

Ano IX - Nº 432

Coluna

Os privilegiados da UFMS

Uma solução simples para o trânsito na região.

Postado em 13 de Novembro de 2015 - Gerson Martins

O viaduto da UFMS. O viaduto da UFMS.

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Embora o título possa ter inúmeras interpretações se lido apenas no seu limite, este artigo não se trata dos estudantes que frequentam uma universidade publica federal, tampouco se trata dos servidores públicos federais e menos ainda das condições do campus. Se trata sim do sistema viário no entorno da UFMS que privilegia a comunidade universitária em detrimento da população que circula na avenida Costa e Silva. É importante lembrar que este colunista escreveu, há algum tempo, uma reflexão sobre o sistema viário de acesso à UFMS e como este sistema, no seu formato atual, está mal resolvido, equivocado.

Da forma como está configurado, o sistema viário próximo à UFMS se constitui, apesar de um viaduto e uma estrutura de transito bem resolvida, num problema grave para motoristas e pedestres. O poder público municipal instalou um semáforo para a saída da UFMS que bloqueia o fluxo de transito na avenida Costa e Silva e provoca grandes congestionamentos nos horários de transito mais intenso. Mesmo a saída da universidade nesses horários é complicada porque depois de uma reorganização do sistema viário interno a comunidade universitária tem somente duas portas de saída e com fluxo maior naquela que utiliza o semáforo de bloqueio da avenida em frente ao campus.

De outro lado, há um viaduto e alças de acesso que poderiam dar fluxo ao transito de saída da universidade e ainda desbloquear o fluxo de veículos na avenida Costa e Silva, sem provocar grandes congestionamentos nos horários de maior quantidade de carros. É uma solução muito simples e barata. Basta retirar o semáforo e reordenar o trânsito de saída e entrada ao campus da universidade por meio do viaduto. O fluxo de veículos na avenida, tanto no sentido bairro – centro, como no sentido centro – bairro teria fluxo contínuo e não prejudicaria a população que utiliza a via. De outro lado, também não haveria congestionamentos nos horários de saída de estudantes e servidores da universidade, pois não teriam mais o semáforo para bloquear o transito, estes utilizariam o viaduto para acessar a avenida nos dois sentidos.

O viaduto da UFMS é, hoje, uma estrutura inócua. Até mesmo o pavimento asfáltico, por sua restrita utilização, é precário. É preciso que o poder público municipal equacione a questão e possa reordenar o trânsito com utilização correta, adequada do sistema viário do entorno da universidade. Esse reordenamento, de fácil execução, tornaria a vida da comunidade, da população, dos estudantes e dos servidores do campus muito melhor na utilização das vias de entrada e saída, assim como no fluxo de transito da avenida Costa e Silva. Com a retirada do semáforo e o reordenamento para uso do viaduto, o trânsito na avenida Costa e Silva teria fluidez, com um entrave apenas na rotatória da fábrica de refrigerantes. Desde a saída do semáforo na confluência da avenida Costa e Silva e Via Morena até a rotatória, no sentido centro – bairro e de outro lado desde a rotatória até o semáforo no cruzamento da Via Morena com a avenida Costa e Silva, o mesmo aconteceria.

Se trata de uma solução simples que não demanda altos custos e vai facilitar a vidas das pessoas que circulam nessa região, condutores e pedestres. Da mesma forma, o acesso à UFMS se tornaria mais fluído, pois a via de entrada pelo viaduto Morenão se constitui de pista larga para atender a quantidade de veículos. Os pedestres estarão mais protegidos, pois utilizarão o mesmo viaduto, com um passeio amplo para chegar na universidade.


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