Semana On

Domingo 25.ago.2019

Ano VII - Nº 360

Comportamento

É impossível parar de se comparar aos outros

Pesquisa mostra que o importante é saber usar a comparação ao nosso favor.

Postado em 12 de Novembro de 2015 - Redação Semana On

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A comparação sempre está por perto. Seja no ambiente de trabalho, na escola ou até mesmo em casa, não se comparar aos outros é praticamente impossível. Então que tal aprendermos a usar esse fator de uma forma que nos beneficie?

É a partir dessa ideia que os psicólogos Adam Galinsky e Maurice Schweitzer, da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, escreveram o livro Friend and Foe: When to Cooperate, When to Compete and How to Succeed at Both (Amigo e Inimigo: Quando Cooperar, Quando Competir e Como ser bem Sucedido nos Dois, em tradução livre).

Para Galinsky e Schweitzer, a comparação social é uma tendência inata. Ao longo do estudo eles acompanharam um caso que ilustra bem esse aspecto da natureza humana. Scott Crabtree era um homem de negócios que demorou três décadas para conseguir um bom salário e uma posição de prestígio na empresa na qual trabalhava. Quando um funcionário recém-formado foi contratado e, em questão de meses, atingiu a mesma posição no local de trabalho, Crabtree ficou possesso e se demitiu. 

Isso mostra como, querendo ou não, a competição faz parte de como determinamos a nossa felicidade. Logo, o melhor caminho é se motivar a partir disso.

Os pesquisadores reiteram isso a partir de dados de um outro estudo realizado pelo também psicólogo Gavin Kilduff, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos. O acadêmico acompanhou corredores por um determinado período e observou que, nas competições em que seus rivais estavam presentes, suas performances eram melhores. 

A partir disso, Galinsky e e Schweitzer constatam que a comparação pode tanto nos motivar quanto nos aborrecer. Um exemplo disso são medalhistas olímpicos. Quem leva a prata em uma competição se sente mal por não ter ganhado o ouro. Já o medalhista que conquista o bronze se sente bem por ter conquistado o pódio. Os sentimentos podem coexistir, o que conta é a forma como lidamos com cada um deles.

"Ao usar a comparação social como estímulo é necessário ter uma regra em mente: busque comparações positivas se você quer se sentir mais feliz, e busque comparações que não são favoráveis se quer ser incentivado", escrevem os pesquisadores. 


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