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Sábado 19.set.2020

Ano IX - Nº 411

Especial

Nossa intolerância

A não aceitação de ideias diferentes insiste em aparecer nas mais diferentes esferas da sociedade, ameaçando a liberdade e o conceito básico de democracia.

Postado em 04 de Novembro de 2015 - Nathan Fernandes e Thiago Tanji

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Desde o acirramento da crise econômica e política, os brasileiros têm adotado contornos mais radicais em sua relação com a opinião contrária. As muitas manifestações contra e a favor do Governo Dilma, que tem ocorrido desde março, têm sido palco para cenas preocupantes: faixas com a suástica nazista pedindo a volta da ditadura militar, pessoas hostilizando jornalistas, escrachos à esquerda e à direita, acusações de golpismo. Nada contra manifestações, é claro. O problema é que, ao ignorar opiniões contrárias, as pessoas tendem a aderir cegamente a uma posição, doutrina ou sistema e a caminhar numa direção perigosa: a do fanatismo.

Há alguns anos a ciência tenta explicar por que, afinal, é tão fácil alinhar-se a um conjunto de pessoas que encontrou um Judas particular e culpá-lo por todo o ­caos do universo. Uma prova disso é o paradigma dos grupos mínimos, elaborado nos anos 1970 pelo psicólogo Henri Tajfel, da Universidade de Bristol, na Inglaterra. Ao serem aleatoriamente agrupados de acordo com critérios irrelevantes, como o pintor favorito, os participantes do experimento criaram forte ligação entre aqueles que dividiam a mesma turma, exaltando suas qualidades e hostilizando os rivais. Ao final do experimento, formou-se o “nós contra eles”. Mera semelhança com o que vem ocorrendo no cenário político brasileiro?

Ainda no século 19, o pensador francês Gustave le Bon já havia atentado para o comportamento bizarro das pessoas ao se unirem em grupos, formando uma espécie de mentalidade única irracional – ou o que o escritor Nelson Rodrigues chamaria de “unanimidade burra”. Na obra “Psicologia das multidões” (WMF Martins Fontes), de 1895, Le Bon escreveu: “Nas grandes multidões, acumula-se a estupidez, em vez da inteligência. Na mentalidade coletiva, as aptidões intelectuais dos indivíduos e, consequentemente, suas personalidades se enfraquecem”. É como se, ao se unir aos seus pares, as pessoas deixassem de usar a razão e passassem a deixar a emoção tomar conta, tornando-se presas fáceis de manipuladores. Segundo o historiador Jaime Pinsky, autor do livro “Faces do fanatismo” (Contexto), o grande perigo das devoções extremas é a convicção inabalável. “A certeza da verdade do fanático não é resultante de uma reflexão ou de uma dedução intelectual”, diz o escritor.

A isso se junta o experimento do psicólogo Philip Zimbardo, da Universidade Stanford. Há mais de 40 anos, ele resolveu simular o comportamento dentro de uma prisão, atribuindo aleatoriamente o papel de “guardas” e “prisioneiros” a estudantes. No entanto, o que deveria seguir por duas semanas durou apenas seis dias. Ninguém ali era Meryl Streep, mas os participantes do estudo interpretaram tão bem seus papéis que os “guardas” se revelaram verdadeiros sádicos, humilhando e causando traumas entre os “prisioneiros”. “Em grupo somos capazes de realizar ações que individualmente não seríamos”, diz Ligia Mendonça, participante do convênio do laboratório de psicopatologia clínica e psicanálise da Universidade de Toulouse.

Além de inspirar o filme “The Stanford Prison Experiment” (“O experimento da prisão de Stanford”, em tradução livre), lançado em janeiro nos Estados Unidos, o estudo de Zimbardo também ajudou na formulação da teoria da identidade social, dos psicólogos John Turner e Henri Tajfel – o mesmo dos grupos mínimos. Segundo a ideia, quanto mais inserido em um conjunto, mais o participante acata seus valores. “Quando uma pessoa pertence convictamente a um grupo, ela adquire uma identida­de social: valores, objetivos, memórias etc. Essa identidade contrapõe o participante aos que não fazem parte do seu grupo”, diz o psicólogo Geraldo José de Paiva, da Universidade de São Paulo.

Seja um cicloativista que vê um inimigo em qualquer objeto de quatro rodas, um extremista religioso que não concorda com a linha editorial de um jornal francês e mata os responsáveis, um torcedor de um time que não consegue conviver com alguém vestindo a camisa do time adversário ou um fã da Apple que olha com desdém para qualquer aparelho Android, a não aceitação de ideias diferentes e a cegueira causada pela crença absoluta em “verdades reveladas” ainda insistem em aparecer nas mais diferentes esferas da sociedade, ameaçando a liberdade e o conceito básico de democracia.

O triunfo da barbárie

Como explicar que a nação de Johann Wolfgang Goethe, Ludwig van Beethoven e Albert Einstein também tenha se tornado o local onde se realizou uma das maiores atrocidades da história? Para especialistas, o fenômeno nazista na Alemanha vai além da ideia de um aparente surto psicótico coletivo. “Um líder carismático como Hitler, que promete felicidade a qualquer preço, passa a ser uma figura sedutora para uma massa desacreditada que vive o desemprego, a fome e a escassez de alimentos”, afirma Ana Maria Dietrich, professora do programa de pós-graduação da Universidade Federal do ABC. “Em momentos de crise, tende-se a eleger um líder e também a escolher bodes expiatórios.”

Quando Hitler chegou ao poder, em 1933, a Alemanha passava por um momento de instabilidade política e eco­nômica: as lembranças da derrota na Primeira Guerra Mundial ainda eram muito recentes e se refletiam em diferentes problemas, como desemprego, inflação e fragilidade do sistema político. A ascensão de um líder capaz de resgatar o sentimento de orgulho alemão e conclamar a revanche pelas humilhações sofridas no conflito mundial teve alta aceitação entre as massas. Só faltava encontrar um inimigo comum e responsabilizá-lo. Spoiler para quem não viveu na Terra nos últimos 80 anos: os judeus foram os escolhidos, assim como outras minorias, como negros e homossexuais.

Para dar conta das aspirações nazistas, criou-se uma verdadeira indústria da morte, comandada por homens como Adolf Eichmann, que foi capturado em Buenos Aires em 1960. No livro “Eichmann em Jerusalém” (Companhia das Letras), a filósofa política Hannah Arendt conta a história do julgamento do oficial, e o descreve não como um “manía­co assassino”, mas como um ­burocrata a serviço do partido, que tinha obrigação de obedecer ordens. É o conceito de “banalidade do mal”, cunhado pela autora.

“Vemos o ser humano que já perdeu todos os laços de solidariedade. Isolado e sem consciência de classe ou de família, ele se torna um número na massa e é capaz de perpetrar as maiores atrocidades como quem carimba um papel”, afirma Ana Maria Dietrich. O extremismo político não respeita as contradições do jogo democrático e rejeita a ideia de saber lidar com o outro. “No caso do nazismo, a lei de que só o líder tinha razão e os judeus eram os culpados de todas as mazelas fazia que as reflexões sobre os problemas perdessem o sentido”, completa.

Repetindo o mesmo erro

Apesar de parecerem historicamente distantes, algumas das premissas tota­litárias do episódio ainda não foram completamente resolvidas pela sociedade. “O argumento racional faz parte do gênero humano, e o debate entre ideias diferentes é importante para que as coisas se esclareçam”, diz Jaime Pinsky. “Mas o limiar disso está na racionalidade: quando passa a ter dogmas, você extrapola a racionalidade e se torna um fanático.” Qualquer semelhança com o extremismo de discursos entre “coxinhas” e “petralhas” não é mera coincidência.

O racha entre militantes do PT e do PSDB teve início antes mesmo das eleições do ano passado, marcadas por discussões intermináveis nas redes sociais. Depois disso, essas discussões entre pessoas pró e contra o governo ganharam um novo palco: as ruas.

Independentemente do lado, o que se vê em alguns casos é o ódio to­mar o lugar do debate: como se gritar “Dilma vagabunda” ou desqualificar uma manifestação por causa da classe social de quem participa fosse argumento.

Para o filósofo Vladimir Safatle, o discurso de conciliação não funciona na política porque é exata­mente ela que coloca as contradições à mostra. Para ele, a “rachadura” do Brasil sempre existiu, com a ajuda da concentração de renda, da disparidade regional e de preconceitos. “Essa polaridade apenas permitiu que a divisão se expressasse”.

Fé e fundamentalismo

A psicologia ajuda a entender por que grupos como o Estado Islâmico, o Boko Haram e a Al-Qaeda são tão implacáveis com aqueles que consideram infiéis. Ao coordenar as primeiras pesquisas com homens-bomba frustrados (que não explodiram por problemas técnicos ou por terem sido pegos pela polícia), o psicólogo Ariel Merari, da Universidade de Tel-Aviv, constatou que os principais fatores que motivavam os terroristas a tirar o pino de uma granada não eram a religião nem o desejo de vingança, mas sim a vontade de ser admirado pelo grupo, compensando sua falta de habilidade social. Ou seja, corresponder às expectativas do meio é um fator mais dominante que a ideologia. “Eles eram jovens fracos e dependentes, não o tipo de pessoa ideo­lógica”, afirmou Merari.

Para a tristeza dos conservadores, o islamismo não detém o monopólio do fundamentalismo religioso. Em maior ou menor grau, grande parte das reli­giões já ultrapassou a linha do extremismo. Como lembra a professora Maria de Lourdes Corrêa Lima, do departamento de teologia da PUC-Rio, o conceito do fundamentalismo tem início no século 20, quando a American Bible League lançou em 12 volumes a obra The Fundamentals: a Testimony to the Truth (“Os pontos fundamentais: um testemunho para a fé”, em tradução livre). A ideia era defender os cristãos das ameaças do liberalismo e do modernismo, que iam de encontro a suas convicções. “O fundamentalismo se baseia numa visão dualista, segundo a qual tudo o que não está de acordo com o que o grupo defende é considerado mau. Não entram mais em jogo nem a reflexão nem a tolerância, mas somente a afirmação categórica de certos princípios”, explica ela.

Vale lembrar que o fanatismo religioso já despertava o interesse de filósofos, como o inglês John Locke, no século 17, quando a reforma luterana esquentou o clima na Europa. Para Locke – ele próprio um religioso –, ao povo era necessário dar as­sistência moral, e não dogmas teológicos. Ele acreditava que representantes de religiões diferentes pudessem conviver em paz, e que garantir o respeito entre opiniões divergentes ficaria a cargo do Estado. Mas, para o filósofo, até a tolerância tinha limite. Por responder a um líder estrangeiro (o papa romano), os católicos, que já haviam usado os tribunais da Inquisição para queimar desafetos na fogueira, não deveriam ser contemplados com esse benefício, assim como os ateus. “Os que negam a existência de Deus não podem ser tolerados de modo algum”, afirmava ele.

Não é preciso viajar no tempo para observar a ironia teológica. Parte da militância ligada a religiões no Brasil atravanca a ampliação de direitos indivi­duais e questões de saúde pública, como a união civil homossexual e o aborto. Não foi à toa que nos deparamos este ano com o vídeo que mostra fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus uniformizados como militares, marchando e gritando frases de efeito assustou muita gente. Por parecer, de fato, um exército, não faltaram comparações com os registros de Leni Riefenstahl da ascensão do regime fascista. Segundo a Universal, a única atividade regular dos 4,3 mil jovens que compõem o projeto Guardiões do Altar é assistir a aulas que “estimulam o debate e a reflexão sobre aspectos do texto bíblico e do trabalho missionário”.

“Eles acham que vocês são uma amea­ça”, afirma Fábio Marton, autor de Ímpio: o evangelho de um ateu (Leya). Criado em um ambiente religioso, o jornalista foi pastor mirim e ajudou a exorcizar a própria mãe quando fazia parte de uma igreja pentecostal conhecida como Igreja Evangélica Exército Celestial. “Foram quatro anos de introspecção, até que notei uma coisa estranha em ser um robô de Cristo, uma autoaniquilação”, afirma. Para Marton, um ponto-chave para entender os evangélicos no Brasil é compreender sua relação com as religiões africanas. “Para os evangélicos, os orixás são demônios, eles acreditam mais nisso do que em Deus. Esse clima de batalha eles têm em comum com o fanatismo islâmico”, diz ele.

Para o psicólogo Ariel Merari, apesar de certos tipos de pessoas serem mais fáceis de influenciar do que outros, os mecanismos de convencimento usados por algumas igrejas são semelhantes aos utilizados por muçulmanos extremistas – o que muda é a influência cultural e social. “São processos psicológicos universais que resultam da pressão ou da vontade de ser apreciado pelo grupo.”

Morte e paixão no campo

Em 2013, Atlético Paranaense e Vasco disputavam uma partida decisiva pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Se perdesse, a equipe carioca enfrentaria o segundo rebaixamento de sua história. Logo após o início do jogo, os olhos concentrados no campo voltaram-se para as arquibancadas. Torcedores organizados dos dois times, rivais de longa data, começaram uma briga que não conseguiu ser contida pelos seguranças da Arena Joinville. O placar final de 5 a 1 para o Atlético Paranaense foi mero detalhe frente à imagem de um pai vascaíno que protegia seu filho em meio ao combate.

Apesar de os torcedores organizados estarem associados a atos de violência, suas origens são políticas. “As primeiras organizadas surgiram na década de 1960 e foram influenciadas pelo espírito da época, como um movimento de resistência e fiscalização dentro do futebol”, afirma Felipe Lopes, que defendeu tese de doutorado no Instituto de Psicologia da USP sobre o assunto. Mas, enquanto al­gumas torcidas se organizavam como “fiscalizadoras”, o sentimento de militarização, reflexo da época, também crescia.

“Certos grupos eram organizados em ‘pelotões’, e seus dirigentes eram chamados de capitães. Essa se tornou uma face mais ligada à guerra, machista e militarizada, e a partir dos anos 1980 essas torcidas deixaram as páginas esportivas para ocupar as páginas policiais”, afirma o sociólogo Mauricio Murad, autor do livro Para entender a violência no futebol (Benvirá).

A perda da força de instituições que eram fontes de identidade, como sindicatos e partidos, explica a escalada da violência. Isso fez que as torcidas acabassem se tornando um dos poucos espaços de reconhecimento social, ainda mais entre os jovens carentes de lazer e cultura. Nesse caso, a devoção pelo time de futebol se mistura à lealdade para com a torcida organizada. “O futebol é um dos maiores patrimônios da cultura coletiva brasileira e fruto de identidade social. Quando essa paixão excede os padrões de sociabilidade, isso se torna fanatismo, deixando de existir a diferença entre adversário e inimigo”, diz Murad. Segundo o pesquisador, o Brasil é o país mais violento do mundo em relação a conflitos entre organizadas: de 2012 a 2014, 71 mortes foram registradas por aqui.

Ainda assim, apenas 7% dos torcedores que pertencem a um grupo uniformizado participam dos conflitos. “Quem rouba a bandeira de uma torcida rival, por exemplo, ganha reconhecimento”, diz Lopes. Outra explicação para a violência se deve a fatores mais racionais, como a disputa pelo poder no comando da própria organização, algo que acontece de maneira recorrente nas barras bravas, as torcidas argentinas. “Existe a venda de drogas e álcool, o apoio financeiro de dirigentes, o lucro com a revenda de ingressos... Então vemos mortes de pessoas mais velhas que estão implicadas numa disputa pelo poder”, afirma André Luiz Nery, autor de Violência no futebol: mortes de torcedores na Argentina e no Brasil (Multifoco).

Seguindo os conceitos de Le Bon, Murad destaca a ideia do sentimento de invisibilidade no meio das massas como causa da violência. “Quando vemos torcedores dizendo que vão morrer pelo seu time e quando agridem outro torcedor, vemos esse lado irracional”, diz ele. Já para Felipe Lopes, é preciso tomar cuidado ao afirmar que as manifestações violentas estão ligadas ao comportamento das massas. “Se a massa é potencialmente violenta e irracional, você legitima a repressão”, ele afirma. “Mas isso não quer dizer que a pessoa não aja de modo mais intenso quando está em grupo: é esse contágio que faz o futebol ser tão interessante de ver de dentro do estádio.”

Mais tolerância

A incapacidade de compreender opi­niões diferentes é uma ameaça à democracia, mas existe uma forma de combater isso? “A liberdade deve ser sempre a maior possível, mas isso significa colocar certos limites para garantir os direitos e a integridade de outros”, afirma Ricardo Bins di Napoli, professor de filosofia da Universidade Federal de Santa Maria e especialista em temas ligados à ética política. Para que isso seja possível, é necessário construir uma cultura de tolerância que passe por todos os elementos que compõem uma sociedade. “É a capacidade de se abster de intervir na opinião do outro, mesmo que se desaprove ou se tenha o poder para calá-la, cerceá-la ou até prendê-la”, diz o professor.

A aceitação de valores diferentes é um exercício de autocrítica. Ela cria as condições necessárias para construir um diálogo positivo para o desenvolvimento de uma sociedade sem rachaduras, na qual a palavra “respeito” não seja apenas uma estampa de camiseta. Afinal, qual seria a graça do futebol se o rival fosse extinto? Conflitos nos fazem questionar e evoluir.

Política no DNA

Algumas pesquisas mostram que nossas opções políticas nem sempre estão relacionadas a decisões racionais. A partir de análises de estímulos biológicos, o norte-americano John Hibbing, coordenador do Laboratório de Fisiologia Política da Universidade de Nebraska-Lincoln, afirma exatamente isso.

Segundo ele, os padrões de ativação cerebral estão relacionados a nossa orientação política. “Temos certas predisposições inconscientes que se espreitam em nós, e geralmente elas ajudam a determinar preferências políticas particulares em temas sociais, como nossa opinião a respeito de imigração. Quando apresentávamos imagens desagradáveis, como casas pegando fogo, pessoas usando o banheiro ou um homem comendo minhocas, o estímulo na região da amígdala era maior em pessoas com opiniões conservadoras. Essas medições biológicas se corresponderam bem em relação a opiniões políticas, porém menos nas questões econômicas”, afirma.

O fanatismo político é potencializado por condições predeterminadas do cérebro? Segundo Hibbing, pessoas que têm sentimentos políticos intensos possuem uma assinatura biológica diferente e identificável. “Em nosso trabalho, focalizamos as diferenças entre pessoas de esquerda e de direita, mas também estamos interessados nas diferenças entre os que são politicamente apáticos e aqueles tão envolvidos que podem cometer algum tipo de violência com motivos políticos”.

Portanto, antes de xingar a mãe dos desafetos, talvez seja melhor iniciar um diálogo capaz de conter o maior número possível de opiniões. E isso inclui adicionar novamente aquele  amigo excluído do seu Facebook por questões políticas.


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