Semana On

Sábado 18.jan.2020

Ano VIII - Nº 376

Mato Grosso do Sul

Urbanização da General Dutra transforma a vida da comunidade

Ainda em reforma, espaço já é usado pela população.

Postado em 23 de Outubro de 2015 - Redação Semana On

Obra ainda não foi concluída mas moradores já utilizam e cuidam do espaço que mudou o visual do bairro. Obra ainda não foi concluída mas moradores já utilizam e cuidam do espaço que mudou o visual do bairro.

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A obra de urbanização da Avenida General Dutra ainda não está concluída. Faltam ainda alguns detalhes que estão sendo providenciados pela Prefeitura e a inauguração deve ocorrer até o final do mês de novembro. Apesar disso, o novo espaço já está sendo utilizado pelos moradores do Bairro Centro América e região que estão aproveitando os finais de tarde e início de noite, para pratica de atividades físicas e também de lazer.

O prefeito Paulo Duarte visitou o local nesta semana, acompanhado da diretora-presidente da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico, Maria Clara Scardini, e do subsecretário de Assistência Social e Cidadania, Nilo Corrêa.

“É extremamente gratificante ver as pessoas, a população, ocupando mesmo os espaços públicos”, comentou Duarte. “E o bom de tudo é que os moradores estão utilizando estes locais para desenvolvimento de atividades físicas que são importantes para uma boa saúde”, ressaltou.

De carro, o prefeito fez todo o trajeto da General Dutra toda iluminada e com equipamentos importantes para atividades físicas e também de lazer. “Importante também observar que a população não está utilizando este espaço apenas para praticar atividades físicas, está também cuidando, zelando pelo local”, observou, após verificar que os próprios moradores colocaram pequenas lixeiras para evitar lixo espalhado no local.

Dança

Em todo o trecho, da Geraldino Martins de Barros à Albuqueque, o prefeito observou pessoas praticando caminhadas, mas o que mais chamou a sua atenção foi um grupo que se encontrava na esquina da General Dutra com a Barão de Melgaço, rua que acabou de ser pavimentada pela Prefeitura. Lá, cerca de 50 pessoas já se movimentavam, preparando para mais uma noite de uma aula especial.

 “Começamos na semana passada. Era para ser apenas três dias da semana, terças, quartas e quintas-feiras. Mas a comunidade já pediu na sexta, sábado e domingo. Neste domingo tivemos uma só para as crianças e foi sucesso. Mas resolvemos fazer de terça a sábado e já estamos até pensando em fazer camisetas do grupo. Temos a arte já inclusive e 55 pessoas já fizeram pedidos”, afirmou Selma dos Santos, uma das incentivadoras do projeto.

Conforme ela, o projeto é muito semelhante ao programa da Prefeitura, o “Corumbá Saudável”, e tem até nome: Point da Dança. “É só chegar e participar. Temos até um professor que está aqui, contribuindo, dando aula de graça para todos, o Robson dos Santos Menezes Junior. Outro amigo trouxe o som, enfim, aqui, todos se ajudam e o resultado é este: muita alegria, inclusive da criançada que participa junto com os adultos”, disse Selma.

Enquanto um grupo tomava conta do som para manter o ritmo da aula, Carlos Bento tomava conta do espaço, cuidando para evitar depredação. Revelou que, no último sábado, “uma pessoa já estava levando grama que havia sido plantada recentemente. Não deixamos. Temos que cuidar disso aqui que ficou muito bonito, que é nosso. Precisamos mantê-lo para ter sempre. Até lixeirinhas a gente traz para que não joguem lixo no chão”, disse.

Carlos conversou bastante com Maria Clara e informou que está com mudas de ipês para plantar. Recebeu orientações, já que o projeto da Orla dos Ipês, do Aeroporto até o Maria Leite, prevê plantio de pés de ipês em todo o trecho. “A cada quatro quadras teremos pés de ipês de uma cor diferenciada. Aqui, nesta área, será o ipê roxo”, informou Maria, satisfeita com o fato dos moradores terem ‘adotado’ o espaço.

“Não tem como a gente não cuidar disso aqui. Ficou muito bonito. Mudou totalmente na nossa região. Antes era muita poeira na seca, e lama na chuva, além das carretas estacionadas aqui. Fizemos abaixo-assinado e fomos até a Defensoria Pública para tentar retirar estas carretas daqui. Agora, com esta obra, o espaço realmente é nosso. Só nos resta cuidar dele”, declarou Nazária Nunes Rodriguez, 65 anos, uma das mais antigas moradoras da região.


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