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Ano IX - Nº 421

Mundo

Conselho de Segurança da ONU discute violência entre palestinos e israelenses

Em pouco mais de duas semanas, sete israelenses e 32 palestinos morreram.

Postado em 16 de Outubro de 2015 - Redação Semana On

Manifestantes palestinos usam estilingues e pedras contra soldados israelenses. Manifestantes palestinos usam estilingues e pedras contra soldados israelenses.

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O aumento da violência entre israelenses e palestinos levou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a promover um debate aberto hoje (16). O secretário-geral assistente de Assuntos Políticos da ONU participa do encontro e afirmou estar "extremamente preocupado" com a situação na Cisjordânia e em Gaza.

Tayé Brook Zerihoun citou episódios ocorridos nesta sexta-feira na Cisjordânia, quando palestinos incendiaram uma área onde está localizada a tumba de José. O representante condenou o ataque, pediu que os responsáveis sejam levados à Justiça e a todos envolvidos no conflito que respeitem os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém.

Zerihoun também citou casos de israelenses esfaqueados e de palestinos mortos pelas forças de segurança de Israel. Segundo ele, até ontem (15), sete israelenses e 32 palestinos tinham sido assassinados. E desde 1º de outubro, mais de 120 israelenses e 1,1 mil palestinos foram feridos.

Na avaliação do representante da ONU, o impacto das mídias sociais e a "retórica irresponsável" têm tido um papel "dramático para a escalada do conflito".

Zerihoun disse que tanto israelenses quanto palestinos são culpados pela situação, mas ele nota os esforços dos líderes de governo, que estariam diminuindo o tom de seus discursos.

Para o secretário-geral assistente, está claro que a atual crise "não pode ser resolvida somente com medidas de segurança". Zerihoun afirmou ser essencial acabar com a ocupação, demolições de propriedades e assentamentos e citou que a falta de perspectiva sobre a criação de um Estado Palestino também agrava a situação.

Resistência pacífica

O presidente palestino, Mahmoud Abbas disse nesta semana apoiar uma “resistência popular pacífica” à ocupação israelense.

Durante um discurso gravado e transmitido pela televisão estatal, o primeiro desde o início da nova onda de violência, Abbas disse que quer “continuar a luta nacional” e reafirmou o direito dos palestinos de se defenderem. “Não vamos ceder à lógica da tirania, às políticas de ocupação e à agressão terrorista que o governo israelense e os seus bandos de colonos têm feito contra o nosso povo, lugares santos, casas e às nossas crianças, abatidas a sangue frio”.

“Vamos continuar com vocês na nossa luta política, nacional e legal”, declarou, referindo-se aos registros reunidos pelos palestinos para serem submetidos ao Tribunal Penal Internacional.

Reféns em sua própria terra

Cerca de 310 mil palestinos vivem em Jerusalém Oriental, capturada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e posteriormente anexada numa medida que nunca foi reconhecida internacionalmente.

O Estado judeu concedeu a esses palestinos o estatuto de residente permanente, o que lhes permite acesso a benefícios sociais e de saúde. Se cumprirem determinadas condições, eles podem candidatar-se à cidadania plena, mas por razões políticas a maioria não o faz.

A organização de direitos humanos Human Rights Watch informou que a revogação dos direitos de residência é “equivalente à deportação” e proibida pela lei internacional humanitária.

"Jerusalém Oriental é território ocupado sob a lei internacional. A deportação é estritamente proibida", disse à agência France Presse Srai Bashi, diretor da organização para a área Israel/Palestina.

Shalom acrescentou que o ministro da Justiça, Ayelet Shaked, está trabalhando em uma legislação que poderá impedir parentes de supostos atacantes mortos em incidentes de receber benefícios sociais.


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