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Terça-Feira 13.abr.2021

Ano IX - Nº 438

Coluna

Fragmentos do tributo

Uso racional do dinheiro público.

Postado em 11 de Setembro de 2015 - Josceli Pereira

Somando as quatro obras já realizadas por este projeto, a cifra atinge mais de R$ 1,2 milhão. Somando as quatro obras já realizadas por este projeto, a cifra atinge mais de R$ 1,2 milhão.

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O governador Azambuja entregou no último dia 9 a reforma da Escola Estadual Professora Flavina Maria da Silva, situada no bairro Jardim Botafogo.  A obra foi realizada por detentos do regime semiaberto da Capital e seria apenas mais uma entregue à população, se não fosse pelas características com que foi realizada.

Trata-se do Projeto Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade, cuja mão de obra utilizada é dos detentos do regime semiaberto do Instituto Penal Agroindustrial da Gameleira. Quase impossível de imaginar o custo desse trabalho, que teve como objetivo a reconstrução do piso (calçamento) do pátio, a instalação da tubulação para escoamento da água de chuva, o conserto do telhado, a reforma e a pintura de banheiros, além dos reparos de hidráulica e parte elétrica.

Os gastos foram custeados pelo desconto de 10% do salário de todos os presos que estão no mercado de trabalho e que se encontram no Instituto Penal citado, com base na Lei de Execução Penal. Somando as quatro obras já realizadas por este projeto, a cifra atinge mais de R$ 1,2 milhão.

Tenho certeza que os detentos que se envolvem nestes projetos e ao ver seus esforços laborais atender à educação têm a sua ressocialização mais evidenciada.

Um belo exemplo a ser seguido e implementado.

Menos vandalismo, menos necessidade de consertar... mas se estragou, quem o fez vai ter que consertar.

Neste mesmo sentido foi sancionada a Lei que torna obrigatória a implementação de atividades com fins educativos visando reparar os danos causados por alunos das escolas municipais da nossa capital. No ambiente da escola a punição aos vândalos deve ser aplicada com medidas pedagógicas, criando assim um combate às infrações pequenas, não permitindo que a impunidade possa ser o incentivo à prática de destruição dentro das escolas.

Segundo o promotor da Vara da Infância e Juventude de Campo Grande, Sérgio Harfouche, a ideia é implantar a seguinte situação: “Se o aluno sujar vai limpar; se roubar vai devolver; ou seja, vai punir os infratores para que não voltem a cometer tais atos. É positivo para os pais também, que hoje fazem filhos, mas não querem cuidar”. Reforça ainda que é comum os pais acharem que os professores são obrigados a criar os seus filhos, em uma total inversão de responsabilidades.

A ideia foi levada à Associação dos Municípios do Mato Grosso do Sul (Assomasul) para expansão da Lei nos municípios do MS. Lembrando que esta norma não traz necessidade de investimentos financeiros.

Estas duas atitudes precisam ser amplamente divulgadas para conhecimento e conscientização da população, mostrando a necessidade de somar esforços em combater os gastos gerados pelo vandalismo que ocorre nas unidades educacionais, onde nossos filhos passam boa parte do tempo buscando o conhecimento e sua preparação para o futuro.

Uma boa medida para os pais é também a participação por meio das associações de Pais e Mestres das escolas dos seus filhos, ajudando a discutir medidas que visem à melhoria das ações pedagógicas e a diminuição de conflitos dentro das instituições.

Menos vandalismo, menos necessidade de consertar... mas se estragou, quem o fez vai ter que consertar!

Espero que nem um grupo de malucos venha a se manifestar contra esta Lei, achando que isto poderá causar um “trauma” para o aluno que for penalizado pela medida.

Parabéns pelas duas ações!


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