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Domingo 31.mai.2020

Ano VIII - Nº 395

Mundo

Opositor venezuelano Leopoldo López é condenado a 13 anos de prisão

Chanceleres da Colômbia e da Venezuela se reunirão no sábado

Postado em 11 de Setembro de 2015 - Redação Semana On

O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López, que está preso havia mais de um ano, foi condenado a 13 anos, 9 meses, 7 dias e 12 horas de prisão. O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López, que está preso havia mais de um ano, foi condenado a 13 anos, 9 meses, 7 dias e 12 horas de prisão.

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O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López, dirigente do partido Vontade Popular, que está preso havia mais de um ano, foi condenado na noite desta quinta-feira (10) a 13 anos, 9 meses, 7 dias e 12 horas de prisão.

López cumprirá a pena na prisão militar de Ramo Verde, onde está detido desde 18 de fevereiro do ano passado.

A juíza Susana Barreiros declarou López culpado pelos quatro crimes de que era acusado durante as manifestações contra o governo realizadas em 12 de fevereiro do ano passado.

A principal acusação contra ele era a de incitar a população a participar dos atos, que se tornaram violentos e acabaram provocando a morte de 43 pessoas.

Em sua defesa durante o julgamento, o ex-prefeito do município de Chacao disse à juíza Susana Barreiros, que, se fosse libertado, poderia ir ao aniversário de sua filha Manuela, pediria novamente em casamento a sua mulher, Lilian Tintori, e iria percorrer toda a Venezuela.

Colômbia x Venezuela

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, anunciou que suas colegas da Colômbia, María Ángela Holguín, e da Venezuela, Delcy Rodríguez, marcaram reunião em Quito para este sábado (12).

O objetivo, segundo Patiño, é discutir a crise diplomática entre os dois países como preparação a uma possível reunião entre seus presidentes, Juan Manuel Santos e Nicolás Maduro.

De acordo com o governo do Equador, Maduro e Santos aceitaram a reunião a pedido do presidente do país, Rafael Correa, e do uruguaio Tabaré Vázquez – os equatorianos ocupam a presidência temporária da Comunidade de Estados Latino -Americanos e Caribenhos (Celac), e o Uruguai está no comando da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

"Para nós, é uma grande notícia que os presidentes de Colômbia e Venezuela tenham aceitado esse cordial convite, diante da situação que estávamos vivendo", disse o chanceler equatoriano.

Correa, por sua vez, afirmou que a reunião dos chanceleres era um "primeiro passo" e que seu país estava "muito preocupado" com o conflito.

Em agosto, a Venezuela fechou a fronteira e ordenou a deportação de mais de 1.400 colombianos de seu território, após três membros da Guarda Nacional venezuelana terem sido feridos por supostos contrabandistas da Colômbia.

Na quarta (9), Santos atacou Maduro e disse que "a revolução bolivariana na Venezuela está se autodestruindo, a si própria, por seus resultados, não por causa dos colombianos ou do presidente da Colômbia".


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