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Domingo 31.mai.2020

Ano VIII - Nº 395

Mundo

Zimbábue pede extradição de americano que matou o leão Cecil

Dentista matou animal protegido e astro do parque natural de Hwange.

Postado em 31 de Julho de 2015 - Redação Semana On

O  dentista americano Walter Palmer e suas vítimas. O dentista americano Walter Palmer e suas vítimas.

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A ministra do Meio Ambiente do Zimbábue, Oppah Muchinguri, pediu nesta sexta-feira (31) a extradição do dentista americano Walter Palmer que matou o leão Cecil, um exemplar protegido e astro do parque natural de Hwange.

"Pedimos às autoridades competentes sua extradição ao Zimbábue para que possa ser julgado pelas infrações que cometeu", declarou Muchinguri em uma coletiva de imprensa, na qual lamentou que não tenha sido possível detê-lo no território do país, "já que havia desaparecido rumo ao seu país de origem" quando o escândalo explodiu.

Muchinguri também disse que o uso de um arco e flecha para matar o leão, que teria sido atraído com uma isca para fora do Parque Nacional de Hwange e, só então, morto por Palmer, violou a regulamentação da caça do Zimbábue.

O premiado caçador Walter Palmer matou o leão Cecil no começo desse mês, depois de atraí-lo para fora dos limites do Parque Nacional Hwange.

Walter Palmer permanece foragido enquanto multidões deixam bichinhos de pelúcia em forma de leões, tigres e macacos em frente a seu consultório, em Minnesota. Um cartaz escrito "apodreça no inferno" foi grudado na porta do local.

Cecil era uma atração popular entre os vários turistas estrangeiros que visitavam o Parque Nacional Hwange, e também fazia parte de um projeto de pesquisa da Universidade de Oxford.

A suspeita é que o leão tenha sido atraído para fora do parque e, primeiramente, atingido por uma flecha. Após isso, Palmer e seu guia teriam-no rastreado e matado com uma arma, cerca de 40 horas depois.

Na última terça-feira, o dentista fez uma declaração expressando arrependimento por matar Cecil e dizendo que não fazia ideia de que ele era protegido e que fazia parte de um estudo, alegando que acreditava que a caça era legal.

Inquérito

Autoridades norte-americanas abriram um inquérito sobre o caso. "Nós estamos investigando a morte de #Cecilthelion. Iremos onde os fatos nos levarem. Pedimos ao Dr. Palmer ou seu representante para que entre em contato conosco imediatamente", postou no Twitter o Serviço Americano de Peixes e Vida Selvagem (USFWS), que abriu o inquérito.

Palmer permanece foragido enquanto multidões deixam bichinhos de pelúcia em forma de leões, tigres e macacos em frente a seu consultório, em Minnesota. Um cartaz escrito "apodreça no inferno" foi grudado na porta do local.

A deputada Betty McCollum juntou denúncias para investigar o dentista, que é um caçador experiente e está sendo acusado por matar um urso preto em 2008 nos Estados Unidos.

"Atrair e matar um animal ameaçado, como este leão africano, por esporte não pode ser chamado de 'caça', mas sim uma exibição vergonhosa de crueldade insensível", disse McCollum na última quarta-feira.

Ela urgiu à procuradoria norte-americana e ao USFWS para "investigar se as leis dos Estados Unidos foram violadas em termos de conspiração, suborno de funcionários estrangeiros e caça ilegal de uma espécie ou animal protegido".

Expulsos

Enquanto isso, o Clube Internacional de Safári, organização de caça da qual Palmer era membro, anunciou que apoia o inquérito e que revogou a filiação do dentista e de seu guia.

Cecil era uma atração popular entre os vários turistas estrangeiros que visitavam o Parque Nacional Hwange, e também fazia parte de um projeto de pesquisa da Universidade de Oxford.

A suspeita é que o leão tenha sido atraído para fora do parque e, primeiramente, atingido por uma flecha. Após isso, Palmer e seu guia teriam-no rastreado e matado com uma arma, cerca de 40 horas depois.

Na última terça-feira, o dentista fez uma declaração expressando arrependimento por matar Cecil e dizendo que não fazia ideia de que ele era protegido e que fazia parte de um estudo, alegando que acreditava que a caça era legal.

Pessoas fizeram vários insultos ao rico dentista no Twitter, e a hashtag #WalterPalmer entrou para os trending topics.

A esposa do roqueiro Ozzy Osborne, Sharon, se juntou à mobilização online e tuitou: "#WalterPalmer é Satã. Eu não sei como alguém poderia procurar esse homem para tratamento dentário depois disso. Ele é um assassino. Tenham cuidado!".


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