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Segunda-Feira 08.mar.2021

Ano IX - Nº 433

Coluna

Jornalismo e comunicação como agentes do desenvolvimento

É preciso que todos compreendam que a mídia e a universidade são considerados serviços públicos.

Postado em 10 de Julho de 2015 - Gerson Martins

Jornalismo e universidade devem unir esforços. Jornalismo e universidade devem unir esforços.

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A comunicação e o jornalismo, em especial, são destaques nas atividades da UFMS em 2015. Este ano a universidade sedia grandes eventos que colocam a capital de Mato Grosso do Sul e o estado sob o olhar da mídia, das escolas de comunicação e dos pesquisadores de todo mundo. No primeiro semestre a UFMS organizou, pela sexta vez, o Simpósio Internacional de Ciberjornalismo que teve a participação de jornalistas e pesquisadores reconhecidos internacionalmente, como Rosental Calmon Alves da Universidade do Texas (EUA), João Canavilhas e Fernando Zamith de Portugal e Fernando Irigaray da Argentina, em seguida o curso de Jornalismo promoveu o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, região Centro-Oeste, organizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a Intercom. Para o segundo semestre, a UFMS vai organizar o 13º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, o chamado congresso do SBPJor, Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo.

Os três eventos colocam Campo Grande e Mato Grosso do Sul em destaque no cenário nacional e internacional e trazem a Campo Grande pesquisadores e jornalistas de todo país. O fato se torna relevante porque a capital sempre foi colocada, no âmbito da comunicação, como um local periférico, sem muita expressão midiática. No âmbito da mídia em geral, o estado sempre foi associado ao contrabando, a forma negativa de divulgação da região ou ao turismo ambiental, a forma positiva. Neste último aspecto, o positivo, sempre foi menor se comparado ao estado vizinho, Mato Grosso muito mais vezes associado ao Pantanal e ao turismo ambiental.

De um modo geral, a mídia e a universidade estão apartadas. O desenvolvimento científico produzido pelas universidades não se apresenta na mídia. Projetos importantes, que contribuem para a melhoria da vida das pessoas não são objeto de interesse da mídia.

Todos sabem que quando se fala em Pantanal, para a maioria dos brasileiros e de milhares de estrangeiros, a palavra, o conceito está associado ao estado de Mato Grosso. Assim, trazer jornalistas para Campo Grande por meio de eventos acadêmicos e profissionais é uma forma de conscientizar os formadores de opinião do potencial turístico, acadêmico e científico que a região possui.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul realiza seu papel. Por meio dos grupos de pesquisa e coordenações de curso, tanto da graduação, quanto da pós-graduação, a UFMS cumpre seu papel de promoção científica e, consequentemente, do desenvolvimento do estado. No entanto, a UFMS não pode ficar sozinha neste processo, é imprescindível a participação da mídia local, do poder público municipal e estadual. É desta parceria que se consolida Campo Grande, o estado como artífices do desenvolvimento científico, turístico e, portanto, econômico que promovem a melhorias das condições de vida da sociedade.

De um modo geral, a mídia e a universidade estão apartadas. O desenvolvimento científico produzido pelas universidades não se apresenta na mídia. Projetos importantes, que contribuem para a melhoria da vida das pessoas não são objeto de interesse da mídia. E todos perdem com isso. Mato Grosso do Sul que permanece periférico no cenário nacional e a sociedade local que ignora e não se beneficia das ações das universidades. É preciso que todos compreendam que a mídia e a universidade são considerados serviços públicos, ou seja, devem trabalhar para melhorar as condições de vida em sociedade. E o jornalismo é o principal agente para esse processo. É o jornalismo que une universidade, mídia e poder público para disseminar produtos e procedimentos que beneficiam a população.


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