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Terça-Feira 26.mai.2020

Ano VIII - Nº 394

Mundo

Maduro ameaça proibir CNN de transmitir protestos na Venezuela

Chavistas prendem opositores e pedem a cassação da deputada María Corina Machado

Postado em 21 de Fevereiro de 2014 - Redação Semana On

O Governo chavista age para bloquear a divulgação dois protestos na Venezuela. O Governo chavista age para bloquear a divulgação dois protestos na Venezuela.

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A perseguição do governo venezuelano à imprensa se acirrou nesta semana. Na última quinta-feira, 20, os principais canais estatais de televisão promoviam entre os adeptos do Governo a hashtag no Twitter #FueraCNNdeVenezuela (Fora CNN da Venezuela). Em uma corrente nacional de rádio e TV, o presidente Nicolás Maduro solicitou à ministra de Comunicação e Informação (MinCI), Delcy Rodríguez, que iniciasse os procedimentos administrativos para suspender as transmissões do canal CNN em espanhol a menos “que se retifique”.

Depois de consolidar o controle sobre as estações de rádio venezuelanas, o Governo chavista não teve dúvida em calar as transmissões internacionais que - por rádio, televisão ou internet - desafiam a versão oficial sobre os fatos ou interferem cobrindo situações que Caracas não espera que se difundam.

Durante a crise desatada na semana passada com protestos estudantis que se estenderam a várias cidades do país, o Governo de Maduro já tirou do ar, “por uma decisão de Estado” e sem mais explicações, o canal colombiano NTN 24. Agora, o alvo é a CNN em espanhol.

Na quarta-feira, 19, chegou a Caracas a principal âncora do canal, a jornalista colombiana Patricia Janiot, para informar ao vivo. A ministra Rodríguez referiu-se a Janiot como “uma senhora especialista em manipulação psicológica e em manipular a verdade”.

Prisão de oposicionistas

Na terça-feira, uma equipe de CNN foi assaltada por um grupo armado que levou seus pertences no bairro El Valle, no sudoeste de Caracas.

O assédio à CNN não é a única estratégia da contraofensiva governamental contra a revolta estudantil. A justiça venezuelana mandou prender o dirigente opositor Leopoldo López, a quem atribui a autoria das desordens. Na quinta-feira, 20, pela madrugada, a juíza Raleyns Tovar informou López sobre as acusações que lhe fazem, que incluem conspiração para delinquir e incêndio de propriedade pública. A audiência aconteceu na penitenciária militar de Ramo Verde, na cidade de Los Teques, onde o líder opositor permanece preso.

O governo chavista também tenta prender Antonio Rivero e Carlos Vecchio, dirigentes do partido de López, Voluntad Popular (VP). Maduro adiantou também a possibilidade de deter Daniel Ceballos, prefeito da cidade de San Cristóbal e membro do VP.

O vice-presidente da Assembleia Nacional, Darío Vivas – deputado pelo oficialista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)- deu início ao processo de cassação da imunidade parlamentar de sua colega María Corina Machado. Machado, que já foi pré-candidata presidencial de oposição e a deputada mais votada do parlamento venezuelano, lidera com Leopoldo López a campanha de La Salida (A Saída) um movimento que propõe a tomada ativa das ruas pelo fim do Governo de Nicolás Maduro.

É dado por certo que a Assembleia Nacional - dominada pelo Governo - aprove na semana que vem cassar o mandato parlamentar de Machado e incorporá-la à mesma causa pela qual processam López.


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