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Ano IX - Nº 421

Mundo

Conservadores conquistam maioria e celebram reeleição de Cameron

Eleição foi a mais acirrada desde a Segunda Guerra Mundial.

Postado em 08 de Maio de 2015 - Redação Semana On

Líder do Partido Conservador, o primeiro-ministro David Cameron consegue permanecer no cargo. Líder do Partido Conservador, o primeiro-ministro David Cameron consegue permanecer no cargo.

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O Partido Conservador conquistou 331 cadeiras no Parlamento britânico nas eleições realizadas na última quinta-feira (7), número que dá maioria e garante a permanência de David Cameron como primeiro-ministro do Reino Unido.

O partido Trabalhista, liderado até esta eleição por Ed Miliband, ficou em segundo lugar com 232 cadeiras, distante do adversário e abaixo das projeções anteriores que apontavam uma briga acirrada com os conservadores.

Miliband reconheceu a derrota e anunciou sua renúncia à liderança do partido. Em discurso, com semblante abatido, disse que, apesar do revés, o país precisa do partido forte. "Apesar da derrota, nossos argumentos e a luta continuam", afirmou.

Cameron sai fortalecido após um resultado considerado surpreendente pela mídia britânica e especialistas. Em 2010, o Partido Conservador conquistou 306 cadeiras (hoje tem 303) e precisou fazer uma coalizão com os liberais-democratas para governar.

Cinco anos depois, o partido do premiê não só melhorou o desempenho, como ultrapassou sozinho o patamar de 326 necessário entre 650 cadeiras do Parlamento para mantê-lo no cargo.

Ele venceu com o bandeira da rígida austeridade fiscal do seu governo, que equilibrou as contas públicas do país, e a promessa de um plebiscito até 2017 para decidir pela permanência ou não na União Europeia.

Outro grande vitorioso da eleição foi o SNP (Partido Nacional Escocês), sensação da eleição com uma vitória esmagadora: 56 dos 59 postos escoceses no Parlamento em Londres - tinha seis até hoje. Diante deste cenário, se consolida como terceira força política - de oposição, no caso - do Reino Unido.

Além dos trabalhistas, quem também sofreu um duro golpe nas urnas foi o Liberal Democrata, do vice primeiro-ministro Nick Clegg. A legenda venceu em oito distritos, ante 57 que havia obtido em 2010.

O resultado foi considerado humilhante pela mídia britânica e coloca em dúvida o futuro dos liberais-democratas no jogo político. Clegg também renunciou ao cargo de líder do partido e considerou o desempenho nas urnas "cruel e punitivo'.

A eleição representa também um fracasso para o líder do Ukip (partido de extrema direita), Nigel Farage, que ganhou fama pelo discurso anti-imigração. O partido obteve apenas uma cadeira e o próprio Farage não conseguiu ser eleito.

Na eleição do Reino Unido, o país é dividido em 650 distritos, representando o mesmo número de cadeiras no Parlamento. Cada partido indica um candidato e o mais votado leva a vaga. Um legenda precisa de pelo menos 326 para ter maioria e indicar o primeiro-ministro.

Surpresa

A grande vitória dos conservadores, adiantada em pesquisa de boca de urna da noite passada, derrubou todas as previsões feitas pelos institutos de pesquisa e jornais do Reino Unido para essa eleição, apontada até então como a mais acirrada desde a Segunda Guerra Mundial.

As capas de jornais britânicos tratam o resultado como surpreendente, um "choque", como descreveu o jornal "The Independent". Segundo as projeções, conservadores e trabalhistas brigariam na faixa de 260 a 280 cadeiras para cada lado. Não foi o que ocorreu. O partido de Cameron teve um desempenho impressionante e o de Ed Miliband, candidato a premiê, decepcionou.

Dois dos principais nomes do partido de oposição e da equipe de coordenação da campanha de Miliband, Ed Balls e Douglas Alexander, por exemplo, foram derrotados em seus distritos.


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