Semana On

Quarta-Feira 02.dez.2020

Ano IX - Nº 421

Coluna

Mercado de investimentos

Uma entrevista com especialistas.

Postado em 01 de Maio de 2015 - Jorge Ostemberg

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Complementando o artigo da semana passada sobre a bolsa de valores, trazemos uma entrevista com Silvio Saraiva, especialista em investimentos financeiros e seus colaboradores, que atendem à área de Campo Grande (MS), pela Real Investimentos – Inc.

 

Qual seu nome e formação acadêmica?

Sílvio Saraiva, me formei em Relações Internacionais na Unicamp.

O que o motivou?

Além de saber que as tchecas são consideradas as mulheres mais lindas do mundo, e que eu poderia trabalhar com o Leste Europeu, de conhecer bem a Alemanha, onde acabei por morar durante oito anos, ter contato com a cultura universal.

E qual a relação entre Relações exteriores e Mercado Financeiro? Não seria adequado se formar em Economia, para lidar com negócios em finanças?

Na verdade o dinheiro é um objeto internacional por excelência; e embora os economistas é que geralmente se atraiam pelo mercado financeiro, como mostra a própria BOVESPA, não há predominância de economistas nesta área de atuação, embora eles sejam também bastante presentes. Tem que se pensar aí na cultura dos povos na relação com o dinheiro; em uma abordagem econômica universal, essencialmente o dinheiro muda seu significado em relação ao seu uso e segurança com que é zelado. Um economista tem também seu ponto de vista cultural, no entanto, em termos universais pertence a uma classe que tem no universo numérico sua principal abordagem ao capital. Observo que inclusive temos um economista em nossa equipe, um jovem talento do qual muito nos orgulhamos, pelas respostas dadas, tanto nos aspectos numéricos quanto culturais e todos os outros administrativos.

Qual sua especialidade hoje?

Sou especialista em retornos seguros na área de investimentos de risco.

Esse termo, “investimentos de risco” não é prejudicial, no ponto de vista semiótico?

Não! Não tememos assumir a realidade do mercado, todo ele é feito de riscos. Mostre-me algo em termos de mercado que não tenha risco, na história do homem. Na verdade não existe um só negócio sem riscos, e no mercado financeiro isso não é diferente. Somos éticos, honestos com nossos clientes e todos eles tem acesso pleno a todos os níveis e tipos de riscos envolvidos. Meu papel, a trabalho por uma corretora sólida a partir dos valores éticos, justamente se pauta em proteger os clientes ao mesmo tempo que lhes traz retorno de investimentos, ou seja, fazê-los ganhar dinheiro se expondo o mínimo possível aos riscos existentes. Em uma analogia que gosto, somos uma mistura de samurais e ninjas, com ética, a trabalho para xoguns, que buscam solidez em negócios, precisando de orientação e proteção na luta por lucros.

Mas há riscos aí, afinal; certo? E nós, leigos, através do cinema e reportagens, principalmente sobre um forte mercado acionário que é o EUA, aprendemos a ver isso como o Godzilla.

Eu entendo. Mas nosso trabalho não é aquele visto no cinema, geralmente, com grandes tragédias, pulos de prédio. Isso tem seu fundamento na história, mas está para trás. Tudo mudou muito, no mercado financeiro, até mesmo o Pregão. Mas tudo é muito abrangente, justamente por isso os clientes precisam de consultoria adequada. O mercado financeiro funciona, como uma espécie de feira, rica e bem frequentada, cada vez mais confiável e acessível a todos, diga-se. Hoje há possibilidades para que indivíduos tornem-se investidores do mercado financeiro, ganhando porcentagens relativamente seguras, a partir de duzentos reais, por exemplo. Porém, é prudente lembrar que não há magia nisso, não se trata de algo como uma lâmpada mágica. É trabalho de pesquisa, tratamento com dados específicos, lembrando-se sempre que os rendimentos são proporcionais às aplicações, trata-se de uma regra inflexível, da própria natureza do mercado.

E o que são micro-ações? Ouvi esse termo, do que se trata? Essas seriam as dos “duzentos reais”, ou valores ainda menores de investimentos?

Não! Na verdade, com 200 reais se investe em fundo de índice ou ETF’s; as micro-ações são uma conquista recente, de alta aceitação no mercado, que já é praticado no mercado estrangeiro há mais de 50 anos.

Estou bastante surpreso, como leigo. Por que a demora no Brasil?

A burocracia brasileira está em desenvolvimento, como menciona nosso consultor de finanças, Renan Júnior; e neste país vem se atingindo melhores níveis de maturidade, em relação à macro administração.

Por que vejo tanto entusiasmo em seus semblantes, à menção de micro-ações?

Trata-se de uma espécie bastante qualitativa em investimento no Mercado Internacional, com pequenos valores. Temos que observar que não há negociação de micro-ações com perfil nacional, somente estrangeiro, devido à natureza do retorno; em um exemplo, a Eletrobrás paga 0,8% ao mês, aos investidores, em comparação a MAERSK (dinamarquesa), que paga 4,5%, em que nosso papel, em defesa do capital dos investidores, é lhes apresentar as melhores alternativas de investimento.

Você mencionou “nossos clientes”; vocês têm concorrentes em Campo Grande (MS)?

Não, se verificarmos que em nossos moldes e com o tipo de produtos que trabalhamos, estamos sós.

E no Brasil?

Só mais duas se destacam no mercado, e são empresas parceiras, pois o termo “concorrente” não é aplicável ao caso, afinal. São essas parceiras de mercado, a Spinelli e a Speed Trade.

Por que as pessoas têm tanto medo? Ainda se perde tudo?

Não! Você ainda está com os filmes na cabeça. Não se perde o capital investido, desde que haja boa assistência no dinheiro do investidor, que é pelo qual nós zelamos. Quanto aos “pulos dos prédios”, em uma analogia à tragédia de perder tudo, somente uma pessoa extremamente estúpida, beirando a insanidade poderia perder tudo, pois se desviaria de toda a lógica apresentada no mercado por consultores especializados. Em nossos dez anos de operação, jamais tivemos um caso.

Há muito assunto, poderemos fazer outras entrevistas, mas, você lembraria de algo mais destacável que deixou de ser mencionado?

Ao investidor iniciante, pede-se que compreenda, que aceite o conselho profissional que as pesquisa tipo Google não são verdadeiramente úteis para esse campo. Na realidade são tão perigosas quanto a se medicar via Google, sem os conselhos de um médico. Assim como o correto é procurar um médico, em questões da saúde, é correto procurar analistas, em questões financeiras de investimentos; seu dinheiro está “em jogo”, é um fato econômico indesviável.

E como se contata um especialista?

O Google até pode ajudar, mas a busca correta não é “melhores corretoras”. O melhor caminho é localizar professores universitários, instituições universitárias, para começar, que tratam do assunto. Por exemplo, aqui na UFMS, temos o Dr Wolmir Rabaiole e Dr Aurélio Brittes; e certamente outros de outras instituições acadêmicas, também com competência à altura de esclarecimentos do tema.

E vocês, como os contatar?

Se deve entrar no site realinvestimentos.com e a partir deste sítio deixar nome, email e se possível o telefone; de acordo com a região, um profissional será direcionado ao atendimento.

Uma reflexão de encerramento:

De nosso superintendente de Finanças do Grupo Real Investimentos, Sr. Joseph Hoffmann, o Brasil vive seu melhor momento em relação ao mercado financeiro. Grandes oportunidades surgem para os novos investidores, principalmente para aqueles que sempre tiveram curiosidade e vontade de investir, mas eram impedidos pelo medo da crise e a total falta de informação, que agora dão lugar para a vontade de vencer financeiramente. E o grupo Real Investimentos está preparado para mostrar como seu dinheiro pode render verdadeiramente, em nossa missão de em menor tempo possível, trazer a maior lucratividade alcançável, de cada investidor. Ou seja, estamos de fato ligados aos sonhos das pessoas.


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