Semana On

Terça-Feira 02.mar.2021

Ano IX - Nº 432

Coluna

Dia do Trabalhador

O que poderemos esperar?

Postado em 01 de Maio de 2015 - Josceli Pereira

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

O Dia do Trabalhador, celebrado no dia 1º, foi criado pela Segunda Internacional Socialista ocorrida em Paris no dia 20 de junho de 1889. A intenção foi homenagear os trabalhadores mortos nas lutas em defesa de melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de treze para oito horas diárias.

No Brasil, desde 1895 que a data já vem sendo comemorada. Sua oficialização, no entanto, ocorreu somente em 1925, através de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Com a organização dos trabalhadores assistimos uma profunda reorganização dos direitos e deveres das relações de trabalho. Porém, com o passar dos anos começou a discussão sobre o custo destes benefícios e como equalizar de forma a tornar esta relação trabalhista mais branda para o empregador, sem deixar o trabalhador desassistido nos seus direitos adquiridos.

Os encargos sobre a folha de pagamento passou a ser um grande entrave para a economia brasileira, obrigando o trabalhador a viver na informalidade ou de eternos conflitos na justiça com seus empregadores. As mudanças nas regras trabalhistas estão acontecendo cada vez mais rápidas, fruto de uma visão política constituída pela composição voltada para o empresariado do Congresso Nacional.

Nos últimos anos o governo vem impondo medidas que de certa forma estão interferindo na relação trabalhista. Restringiu acesso a direitos existentes anteriormente e criou novas regras para aposentadoria, um dos objetivos de cada trabalhador ao completar o seu ciclo de contribuição social.

Na Casa de Leis Federal uma centena de projetos aguardam a sua discussão para se tornar Leis e reger a relação do trabalho. Muitas delas têm pretensões de reduzir ao máximo os direitos conquistados ao longo dos anos. Na composição dos membros do Congresso pode surgir a tendência de atender mais ao capital econômico que aos trabalhadores.

O governo passa a responsabilidade do fechamento da sua conta para os dois lados da balança: o contribuinte e o trabalhador. De um lado aumenta os tributos, do outro, retira direitos. Muitos defendem a diminuição da interferência na relação dos contratos trabalhistas. Porém, os trabalhadores sabem que sem a interferência do governo os empresários possuem maior força oriunda do poder econômico e poderá utilizar desta diferença para não recompensar com justa aplicação dos direitos do empregado.

A reflexão dos trabalhadores passa obrigatoriamente pela sua representatividade política, pela sua capacitação para as exigências do mercado de trabalho e também pela conscientização do uso correto dos seus direitos, evitando assim que a atitude indevida possa trazer a intervenção do governo em rever estes pontos do direito, como foi o caso do seguro desemprego.

A busca do equilíbrio poderá ser o fato motivador dos trabalhadores para continuar na busca dos seus ideais trabalhistas, seguindo assim o objetivo que deu origem à data que marca o dia daquele que labuta na árdua tarefa de desenvolver o país e buscar o sustento legítimo da sua família.

Feliz data... Paz e bem a todos os trabalhadores!


Voltar


Comente sobre essa publicação...