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Sábado 05.dez.2020

Ano IX - Nº 422

Coluna

Modelo de negócios para ciberjornalismo

É preciso pensar em futuro que está logo ali.

Postado em 13 de Fevereiro de 2015 - Gerson Martins

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Esta é uma questão muito importante. O modelo de negócios para os cibermeios, mais especificamente para ciberjornalismo contempla as inúmeras reflexões que se realizam nos congressos de ciberjornalismo que acontecem em muitos países, como Argentina, Espanha, Brasil, Portugal e Estados Unidos.

Não se trata da academia que pensa, discute, pesquisa e apresenta proposições que equacionem um modelo de negócios, uma sobrevivência, mais um desenvolvimento do ciberjornalismo. Algumas questões perpassam, como convencer os anunciantes a investir mais no cibermeios, em produção para dispositivos móveis, perceber como fazer para contar histórias em dispositivos móveis, em cibermeios, fugir da dependência do Facebook que é hoje a principal forma de acesso às notícias pela maioria dos consumidores de notícia na internet, criar informação para consumo e garantir relevância da informação para a sociedade.

É preciso pensar, num futuro não tão distante, que em 2020 80% dos adultos terão um smartphone, que quatro milhões de pessoas compram um smartphone de dois em dois anos e que há um plano para melhorar 100% a internet nos próximos cinco anos. E é esta realidade que os cibermeios devem projetar para programar, planejar seu modelo de negócios na internet.

Somente a troca de experiências, de práticas produtivas e reflexivas poderão salvar o jornalismo nos próximos anos.

Para investir e programar nesse aspecto o futuro do jornalismo, que está definido para o uso do meio internet, as corporações jornalísticas deverão se aliar aos institutos de pesquisa, nomeadamente, no caso do Brasil, às instituições universitárias. Somente a troca de experiências, de práticas produtivas e reflexivas poderão salvar o jornalismo nos próximos anos.

A preparação dos futuros jornalistas, a sua qualificação é condição primaria para resolver a questão. A internet, a produção jornalística nos cibermeios exige uma nova forma de preparação técnico-científica. O intercambio, o conhecimento de tecnologias da informática é disciplina básica para a qualidade do jornalista. Dominar a produção multimídia, as linguagens e os contextos de produção são elementos estruturais para o desenvolvimento e, como dito anteriormente, sobrevivência do jornalismo.

Fazer o mesmo da mesma coisa não vai resolver ou melhorar o jornalismo. Abrir cibermeios novos, com novas roupagens, com uma aparência contemporânea não vai salvar o jornalismo e tampouco infligir qualidade. Além de um bom sistema de publicação, de uma boa equipe de produção, é necessário qualificar o jornalista.

É importante compreender que o jornalismo se fará, se realizará no ambiente de internet. O sistema do papel está com seu tempo esgotado e é uma questão de alguns anos para se esgotar. E não será por isso que as empresas jornalísticas desaparecerão, elas deverão encontrar um novo modelo de negócios, lucrativo e que atende os anseios e se constitua num serviço à sociedade. O jornalismo, regra geral, não perderá sua vocação de serviço. O empreendimento jornalístico além da atividade empresarial, é uma atividade, entre poucas, que se constituem em serviço público. Os empresários devem compreender essa “ideologia" e administrar um empreendimento que pode ser comparado ao transporte público, à educação, entre outros.

Para que sobreviva, o jornalismo deve-se compreender cibermeio tendo como base ampla um processo de difusão da informação e, portanto, de um serviço público. A sociedade requer este serviço, demanda cada vez maior com os produtos tecnológicos, com os dispositivos móveis.


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