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Segunda-Feira 22.jul.2019

Ano VII - Nº 356

Coluna

Google dá seu recado contra a mordaça antigay da Rússia

Começaram os polêmicos Jogos de Inverno em Sochi, cidade russa. Enquanto o mundo assiste à possibilidade de protestos contra as medidas antigay na Rússia, a gigante da Internet já deixou o seu recado.

Postado em 07 de Fevereiro de 2014 - Guilherme Cavalcante

Doodle do Google traz as cores da bandeira LGBT e mensagem antidiscriminatória. Foto: Reprodução/Google. Doodle do Google traz as cores da bandeira LGBT e mensagem antidiscriminatória. Foto: Reprodução/Google.

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Tiveram início na última quinta (6) os Jogos Olímpicos de Inverno, sediados na cidade de Sochi, na Rússia. O evento, no entanto, tem chamado muito mais atenção pela imposição das leis anti-LGBT do país do que pela grandiosidade de um evento de jogos internacionais.

Enquanto há boatos de que algumas delegações deram seu jeito de driblar a lei de mordaça que proíbe manifestações pró-LGBT na Russia, sendo uma delas a alemã, que supostamente trajou roupas em alegoria à bandeira LGBT, quem realmente utilizou o recurso, ãhn, digamos, subversivo foi a gigante da Internet, Google, que em sua página inicial em comemoração aos jogos, reproduziu as cores da bandeira da diversidade.

A empresa também resolveu incluir um trecho bastante específico da Carta Olímpica, documento internacional que repudia qualquer tipo de discriminação no esporte. "A prática esportiva é um direito humano. Todas as pessoas devem ter a possibilidade de praticar esporte sem qualquer tipo de discriminação e conforme o ideal olímpico, que exige compreensão mútua e um espírito de amizade, solidariedade e fair play" - Traduzido pelo Google a partir da Carta Olímpica". Recado dado?

Ah, também andou circulando pelas Internetes da vida um vídeo em apoio a atletas gays e lésbicas que vão disputar medalhas em Sochi. O vídeo está em inglês, mas a linguagem, do deboche é internacional (risos). Vale a pena soltar o play!




Visibilidade Trans na Parada LGBT 2014 de São Paulo

Ainda em função do mês da visibilidade trans, ativistas LGBT organizaram na última semana uma petição online para reivindicar à Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT) de São Paulo que o tema do evento deste ano seja “Eu respeito travestis e transexuais e quero a aprovação do Projeto de Lei João Nery”.

Este projeto de Lei (PL 5002/2013), de iniciativa do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e da deputada Érika Kokay (PT-DF), irá reconhecer, regulamentar e desburocratizar a utilização dos nomes sociais de travestis e pessoas trans em documentos oficiais.

O nome do projeto é uma referência ao ativista João W. Nery, transexual brasileiro que narrou em sua autobiografia, Viagem Solitária, todas as humilhações e dificuldades pelas quais passou para conseguir utilizar documentos oficiais que respeitassem sua identidade de gênero.

Para o projeto ser aprovado no Congresso Nacional é preciso que a militância LGBT compreenda a necessidade dele no combate à transfobia, segmento da comunidade ainda tão invisível nos dias atuais. Para isso, aplicar este tema à parada deste ano, que é uma das maiores (se não, a maior) do mundo, funcionará como uma mão na roda.

Para participar e assinar a petição, basta preencher seu e-mail no formulário presente neste LINK!

 

Bolsonaro na CDHM?

Depois de amargarmos 2013 com Feliciano à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, vem aí a candidatura de Jair Bolsonaro (PP-RJ), isso mesmo, a abominação ética em forma de gente quer presidir a principal comissão da Câmara que defende os direitos LGBT.

“Se eu virar presidente da Comissão de Direitos Humanos, as pessoas vão sentir saudades do Feliciano”, disse Bolsonaro numa entrevista ao Estadão. “Porque, comigo na presidência, não vai adiantar pressão de grupos de defesa de homossexuais dentro da comissão. E quem tem visto minha trajetória no Congresso sabe que, sozinho, eu toco um rebu contra PT, Psol ou qualquer outro partido”, disse.

A semana que se aproxima, portanto, será decisiva. Como o grupo que elegeu Feliciano ano passado está empenhado em colocar Bolsonaro na mesma cadeira,  não só a militância LGBT, mas defensores dos direitos humanos em geral, precisam estar vigilantes. Bolsonaro já avisou que pretende atravancar todas as garantias LGBTs já conquistadas, votar a redução da maioridade penal e até a pena de morte. Muita atenção.


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