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Segunda-Feira 20.jan.2020

Ano VIII - Nº 376

Coluna

Eduardo Coutinho: o cineasta dos outros

O desaparecimento de Coutinho de forma repentina e brutal deixa um vácuo e um silêncio.

Postado em 07 de Fevereiro de 2014 - Elis Regina

Eduardo Coutinho, Joel Pizzini e Jean-Claude Bernadet na 2ª edição do Festival de Cinema de Campo Grande - 2005. Eduardo Coutinho, Joel Pizzini e Jean-Claude Bernadet na 2ª edição do Festival de Cinema de Campo Grande - 2005. Foto: Elis Regina
Eduardo Coutinho, Joel Pizzini e Jean-Claude Bernadet na 2ª edição do Festival de Cinema de Campo Grande - 2005. Eduardo Coutinho, Joel Pizzini e Jean-Claude Bernadet na 2ª edição do Festival de Cinema de Campo Grande - 2005. Eduardo Coutinho, Joel Pizzini e Jean-Claude Bernadet na 2ª edição do Festival de Cinema de Campo Grande - 2005. Eduardo Coutinho, Joel Pizzini e Jean-Claude Bernadet na 2ª edição do Festival de Cinema de Campo Grande - 2005. Eduardo Coutinho, Joel Pizzini e Jean-Claude Bernadet na 2ª edição do Festival de Cinema de Campo Grande - 2005. Eduardo Coutinho, Joel Pizzini e Jean-Claude Bernadet na 2ª edição do Festival de Cinema de Campo Grande - 2005.

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“O Essencial é estar vazio diante dos outros”.

Foi assim que  Eduardo Coutinho, “o cineasta dos outros “ , resumiu sua finíssima e incrível habilidade de conversar e extrair  de vozes anônimas a palavra falada, matéria prima de seus filmes.

Essa declaração e outras bem interessantes estão na entrevista que concedeu a Shin Suzuki, do portal G1, durante a Flip 2013. Confira AQUI.

O desaparecimento de Coutinho de forma repentina e brutal deixa um vácuo e um silêncio.  Um silêncio momentâneo, porque seus filmes tem potencial de vida infinito. E uma bela homenagem a esse gênio é assistir sua filmografia (disponível no youtube) e conhecer seu pensamento, que está no livro “Eduardo Coutinho”, organizado por Milton Ohata, lançado em 2103 pela editora Cosac Naify.

Em 1995, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, participei de um curso de Linguagem do Documentário ministrado por ele. Descobri Eduardo Coutinho e seus filmes. Uma experiência que marcou minha maneira de ver cinema e meu olhar para a fotografia.

Em 2005 tive o privilégio de participar e registrar o que acredito ter sido um dos maiores e melhores momentos dos festivais de cinema de Campo Grande.

Eduardo Coutinho, junto com Jean-Claude Bernadet e Joel Pizzini conversando sobre “O Filme Documentário e as Dimensões das Realidades Atuais”.

Com um cigarro junto da boca, em entrevistas dizia que “fumar ajuda a pensar”, Coutinho ouvia Joel e Bernadet concentrado e quando falava discorria de forma contundente mas sensível  sobre  seu cinema  e suas  ideias. Uma energia vibrante e contagiante para um senhor, que à época tinha 72 anos.

E nessa edição do festival seu filme “Peões” foi eleito pelo júri oficial o vencedor da categoria longa nacional.

Palmas para o mais importante documentarista do Brasil e do Mundo!

Veja o filme Peões, de Eduardo Coutinho.


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