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Sexta-Feira 22.jan.2021

Ano IX - Nº 426

Mato Grosso do Sul

MS possui logística para distribuir vacinas da Covid-19 para todos os municípios em 48h, afirma secretário

Segundo Geraldo Resende, o processo de imunização será iniciado simultaneamente em todos os municípios. Expectativa é que vacinas cheguem ainda no fim de janeiro para os grupos prioritários

Postado em 08 de Janeiro de 2021 - João Pedro Godoy - G1MS e TV Morena

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O secretário de saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, afirmou que o estado já tem uma logística de distribuição para quando as doses da vacina do Instituto Butantan contra a Covid-19 forem liberadas pelo Ministério da Saúde. De acordo com Resende, a vacina deve ser distribuída em até 48 horas e a imunização iniciada simultaneamente em todos os 79 municípios.

"Está sendo organizado um processo para que, em 48 horas, possamos receber a vacina e iniciar o processo de imunização simultaneamente nos 79 municípios. Acredito que nós podemos ter de fato as vacinas para aplicarmos nos grupos de risco já elencados a partir do dia 20 de janeiro. Estou fazendo todo o empenho junto com outros secretários de saúde para que isso aconteça no máximo até o fim deste mês", afirmou o secretário de saúde.

No último dia 5, governadores de diferentes estados se reuniram por teleconferência com o secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, para cobrar um plano, um cronograma de vacinação contra a Covid-19 para todo o país. Contudo, não obtiveram uma data após a conversa.

No dia 6, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a vacinação contra a Covid-19 no Brasil começará em janeiro e que o país exportará vacina para países da América Latina. Tudo isso depende, porém, de alguma vacina ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que ainda não aconteceu.

A fala do secretário se deu logo depois do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciar a assinatura de um contrato com o Instituto Butantan para o fornecimento de 100 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 — 46 milhões até abril e outras 54 milhões de doses até o fim do ano. Segundo o ministro, toda a produção do Butantan será incorporada ao Plano Nacional de Imunização, para distribuição em todo o país.

"Agora ficamos mais aliviados à medida que a fala do Ministro da Saúde nos traz tranquilidade, já que o Plano Nacional de Imunização vai ser mantido. Segundo o ministro, as vacinas chegarão aos estados brasileiros na proporção da população de cada estado", disse Resende. O secretário explicou que Mato Grosso do Sul seguirá os grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização.

Cronograma de vacinação

Na primeira fase, serão vacinados trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais, pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas, população indígena aldeada em terras demarcadas, povos e comunidades ribeirinhas. Na segunda fase, serão vacinadas pessoas de 60 a 74 anos e na terceira pessoas com comorbidades. Na quarta fase, devem receber a vacina professores e profissionais das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e outros trabalhadores de serviços essenciais. Após isso, a vacinação deverá ser liberada para a população em geral.

Resende ainda reforçou a necessidade da obediência aos procedimentos de higiene e biossegurança e ressaltou que o estado enfrenta o pico da Covid-19. "O crescimento da doença é significativamente maior em dezembro e janeiro em relação ao pico da primeira onda. Se levarmos em consideração o número de mortes em agosto e dezembro, vemos um crescimento de mais de 25% em relação a eles. Levando em consideração novembro e dezembro, tivemos crescimento de mais de 300% em número de casos. Mostra claramente que a doença está em franca expansão no estado".

O secretário de saúde disse também que o estado vive "os piores dias da pandemia, com os meses mais terríveis", e não eximiu a população de culpa. "Isso é reflexo e muito da pouca colaboração da população de Mato Grosso do Sul para atender os apelos das autoridades de saúde do estado. A grande maioria da população acha que a doença passou e ela não passou, está muito presente. A parcela da população que não está nos atendendo é responsável direta ou indiretamente pelo número elevado de mortes que estamos tendo no nosso estado", finaliza Resende.


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