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Sexta-Feira 05.mar.2021

Ano IX - Nº 432

Mato Grosso do Sul

Com ameaça de colapso na saúde, governador determina toque de recolher em MS a partir de segunda-feira

Estado registra 111.335 casos confirmados de coronavírus

Postado em 11 de Dezembro de 2020 - Redação Semana On

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Com o crescente número de mortes causadas por infecções de coronavírus e hospitais superlotados à beira do colapso, o governador Reinaldo Azambuja determinou toque de recolher em todo o território de Mato Grosso do Sul a partir da próxima segunda-feira, dia 14 de dezembro. A medida será imposta por 15 dias para conter o avanço da Covid-19.

Diante do decreto válido para os 79 municípios sul-mato-grossenses, os cidadãos não poderão sair de casa entre 22h e 5h. Há exceção em casos de trabalho e emergência médica. Serviços não essenciais como bares e restaurantes devem permanecer fechados durante o horário de restrição.

“Estamos no limite de ocupação dos leitos em todo o Mato Grosso do Sul. Se não adotássemos essa medida neste momento poderíamos explodir a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Como a cada dia que passa mais pessoas estão sendo contaminadas, tivemos que pisar no freio para não faltar leitos. Tivemos que tomar essa atitude para evitar mais mortes”, afirmou Reinaldo Azambuja.

A fiscalização do toque de recolher será feita pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Vigilância Sanitária Estadual. Guardas municipais e vigilâncias sanitárias municipais vão reforçar a inspeção.

Conforme o decreto estabelecido pelo governador, os municípios devem adotar as recomendações sanitárias definidas pelo Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir) durante a restrição de circulação de pessoas. Casos de municípios que não seguirem as regras serão encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPMS).

Mato Grosso do Sul já registra 111.335 pessoas contaminadas pela covid-19. É o que mostra o boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), do Governo do Estado, desta sexta-feira (11). Em apenas 24 horas, 1.550 exames deram positivos.

Até o momento, 14.136 casos estão ativos no Estado, sendo que deste total 13.498 estão em isolamento domiciliar e 638 internados, sendo que 383 estão em leitos clínicos, com 215 na rede pública e 168 na rede privada.

Os casos mais graves, que exigem internação em UTI, somam 255 pacientes, sendo 168 pelo SUS e 87 na rede privada. “Para cada 100 casos, podemos ter 5% pessoas que irão precisar de leitos clínicos e de UTI. A média móvel atinge 1.128 casos ao dia”, ressaltou o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

A taxa de ocupação global de leitos UTI/SUS atinge níveis alarmantes no Estado, com a macrorregião de Campo Grande registrando 104% de ocupação, sendo que os 4% acima da capacidade representam pacientes em leitos de Covid ainda não habilitados pelo SUS, mantidos pelas secretarias municipais e estadual de saúde; em Dourados, a ocupação está em 81%, em Três Lagoas, em 63% e em Corumbá em 82%.

Em 24 horas, foram registrados nove óbitos por coronavírus, sendo que quatro óbitos foram de pessoas residentes na Capital e outras cinco mortes, sendo uma em cada município:  Três Lagoas, Naviraí, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim  e Glória de Dourados. Do início da pandemia até agora, 1.897 pessoas morreram por Covid-19.

Sem sintomas, 95.302 pessoas estão recuperadas da doença, segundo o boletim epidemiológico da SES.

Prosseguir

Conforme os números do Prosseguir desta semana, 45 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul estão com grau elevado de contaminação para o coronavírus. A piora dos indicadores tem sido motivo de grande preocupação do governo estadual, explicou o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel: "tivemos uma grande quantidade de municípios que piorou o grau de risco em virtude dos indicadores mais preocupantes neste momento que são o aumento dos casos de óbitos e redução de leitos disponíveis”.

Para ele, a situação exige do governo grande esforço. “Por isso pedimos o máximo de consciência da população, que evitem situações de risco, e reforçamos que estamos trabalhando fortemente no sentido de viabilizar a vacina. Temos orçamento para compra e assim que tivermos oportunidade vamos adquiri-la para atender à nossa população. Neste meio tempo o mais importante é que as pessoas se cuidem e tenham consciência para cuidar do coletivo", falou o secretário.


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