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Quarta-Feira 14.abr.2021

Ano IX - Nº 438

Campo Grande

Depois de quase 40 anos, Parque dos Poderes será todo revitalizado

Reforma une resgate histórico com preservação do meio ambiente

Postado em 04 de Dezembro de 2020 - Redação Semana On

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Idealizado e implantado em 1982, pelo então governador Pedro Pedrossian, o Parque dos Poderes, que é composto pelo Parque do Prosa, todo o complexo da administração estadual e dos demais poderes, passará por uma revitalização completa.

O projeto, do engenheiro Marcio Machado, foi apresentado no último dia 3 para frequentadores e moradores da região discussão e contribuições. A revitalização inclui implantação de pista de caminhada e corrida, ciclovia no canteiro central, acessibilidade, paisagismo, 70 bancos de descanso, três estações de ginástica, reforma dos estacionamentos e instalação de 41 abrigos nos pontos de ônibus e de lixeiras, além da construção de um Centro de Apoio ao Usuário com banheiros masculinos, femininos e adaptados para pessoas com deficiência.

Conforme o projeto apresentado, não haverá supressão vegetal explicou o governador. Reinaldo reforçou que o objetivo é integrar o espaço e a comunidade com o menor impacto possível.

“É um parque de todos os sul-mato-grossenses e daqueles que nos visitam também. Idealizamos ouvindo alguns setores e vamos fazer com o menor impacto possível, respeitando o que existe. Será uma nova estrutura que além de embelezar, vai criar uma condição melhor para quem usa aqui para atividade de lazer, entretenimento, confraternização e prática esportiva”, disse o governador.

O secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, ressaltou que, nos últimos anos, o Parque dos Poderes “deixou de ser um lugar [apenas] de trabalho, para ser um local de frequência da população, não só dos condôminos, mas também de quem utiliza o parque para fazer suas atividades esportivas, para passear”.

“Com o decreto de fechamento, a frequência aumentou muito nos fins de semana. Acabou virando um espaço importante da cidade de Campo Grande e de pessoas que vêm de fora. O governador conversando com o Marcelo [Miranda, presidente da Fundesporte] pediu que fizéssemos um projeto de melhorar essa estrutura para beneficiar a população com olhar muito atento à qualidade de vida das pessoas e à questão ambiental”, contou Riedel.

Segundo o diretor presidente da Fundesporte as mudanças mostram uma preocupação do governo do Estado com a qualidade vida da população, já que o Parque se tornou um dos principais pontos de lazer da Capital. “É uma coisa bacana porque mostra uma preocupação do Governo do Estado com a qualidade de vida da população. Vamos dar estrutura para um lugar que é único, maravilhoso, e fiquei feliz de ouvir relatos de que vai ser um dos principais parques do mundo”, concluiu Marcelo Miranda.

Funcionário do Tribunal de Contas e diretor da Associação Firebikes Team, Paulo Eduardo Lyrio afirmou que o investimento vai ser um incentivo à prática esportiva. A Firebikes Team é a maior associação de ciclistas do Estado. “A ciclovia vai garantir segurança principalmente para os iniciantes e será um incentivo para as famílias terem momentos de lazer e saúde. Aqui até campeões estaduais treinam. Só temos a agradecer ao governador”, disse.

Resgate histórico e preservação do meio ambiente

Idealizado pelo ex-governador Pedro Pedrossian (1980-1983/1991-1995), o Parque dos Poderes concentra as sedes administrativas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de Mato Grosso do Sul. A construção dos prédios foi pensada para facilitar o acesso das pessoas aos serviços públicos, tudo em um único lugar, e dar “cara de capital” para Campo Grande.

O Parque dos Poderes foi entregue em duas etapas. No início da década de 1980 foi finalizada a construção dos oito blocos que hoje abrigam as secretarias estaduais do Poder Executivo. No final da mesma década foram construídos o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas, a Assembleia Legislativa e o Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, o Palácio Popular de Cultura. 

Quase 40 anos depois da entrega da primeira parte do Parque, o Governo do Estado anuncia uma completa revitalização do espaço. A ideia é modernizar o acesso da população e de servidores, assim como melhorar a estrutura para os praticantes de esportes que frequentam o local, já que o desenvolvimento dessas práticas, incluindo atividades de lazer, cresceu nos últimos anos.

Conforme o Plano Diretor do Parque dos Poderes, a reserva florestal ecológica possui 285 hectares. A reforma do espaço que abriga nascentes de córregos, apresenta extensa área de vegetação nativa, com espécies preservadas da fauna e da flora regional, vai unir o resgate histórico com a preservação do meio ambiente. A ideia agrada moradores da região e praticantes de atividades esportivas.

Dividido em quatro setores, o Parque dos Poderes tinha em seu projeto inicial a construção do Palácio do Governo, que seria instalado na outra extremidade do Palácio Popular de Cultura. Mas a ideia não avançou e o local segue intacto até hoje.

O primeiro setor da região foi definido como Parque Ecológico, já que a área foi reservada para preservação da vegetação nativa. O Setor 2 foi destinado para as secretarias do Poder Executivo, para o Centro de Convenções (Palácio Popular) e para o Palácio do Governo (não foi edificado).

Já o Setor 3 foi reservado para a instalação de autarquias, empresas, tribunais de Justiça e de Contas, Assembleia Legislativa, creche e clube dos servidores (onde hoje funciona a Prefeitura do Parque).

Por último, o Setor 4 foi destinado para prédios de repartições federais, Academia de Polícia, Tribunal Regional Eleitoral e obras necessários para atendimento médico; além de depósitos, bancos, laboratórios, garagens, oficinas, posto de bombeiros e de polícia.

O Plano Diretor do Parque ainda organizou a padronização dos prédios: os setores 2 e 3 com fachadas em concreto aparente, fechamento de vão com esquadrias de ferro, vidro fumês, acessos asfaltados para carros, acessos em concreto para pedestres e grama na área excedente desmatada.

Já o Setor 4 ficou livre de uma padronização arquitetônica mais rígida por contar com diferentes tipos de obra.


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