Semana On

Quinta-Feira 25.fev.2021

Ano IX - Nº 431

Coluna

Breno e Manoel

O El País nos forçou a tomar um antiácido pra não passar mal e vomitar enquanto dois stalinistas defendem ditadura e genocídio nas páginas de um jornal - que eles fechariam se pudessem

Postado em 04 de Novembro de 2020 - Raphael Tsavkko Garcia

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Breno "Bolsonaro é o segundo turno ideal" Altman + Stalinnial Manoel. O El País nos forçando a tomar um antiácido pra não passar mal e vomitar enquanto dois stalinistas mamadores de ditador defendem ditadura e genocídio nas páginas de um jornal - que eles fechariam se pudessem.

"Ao contrário de reabilitar Stálin, como têm sido acusados o filósofo e quem se alinha a suas teses, trata-se de enterrar a dicotomia entre heróis e vilões [...]"

Me acordem quando começarem a defender que não estão 'tentando reabilitar Hitler, só "enterrar a dicotomia entre heróis e vilões".

E o jornalismo segue se enterrando dando espaço pra esse tipo de lixo se espalhar. Quando acordarem já estarão às portas de serem censurados e fechados - sonho de 9 entre 10 bolsominions, stalinnials e lulaminions, de mãos dadas.

Quando foi que o jornalismo brasileiro virou esse vale tudo abrindo espaço pra revisionismo histórico e reabilitação de genocidas? O El País vai abrir suas páginas para que reabilitem Hitler e Mussolini? Espero que não, mas cada vez duvido menos.

Tempos estranhos em que veículos que deveriam ser a ponta de lança da defesa da democracia se tornam porta vozes de malucos com desejos ditatoriais e gosto por sangue. E o El País entende de ditadura, só surgiu após a morte do sanguinário ditador Francisco Franco. Irão dar espaço para que franquistas lamentem a morte de seu líder também, ou para que lembrem daqueles "bons tempos"?

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Em tempo, delícia ver a queridíssima

Helena Vieira comparando o Stalinnial Manoel com o Olavão. Farinha do mesmo saco. Ambos são doentes defendendo ditaduras e fingindo ter o sinal trocado.

"Para Helena Vieira há pontos de contato na narrativa entre Jones Manoel e a extrema direita representada pelo presidente Jair Bolsonaro e o ideólogo Olavo de Carvalho —apesar das óbvias diferenças ideológicas e de espaço que ocupam na opinião pública e no ecossistema digital, além do mundo real. Ela enxerga no historiador um “conservadorismo de esquerda” que reinterpreta a história sob a luz de suas crenças ideológicas, valendo-se de uma “utopia regressiva” para mobilizar seguidores e atacar nas redes seus adversários políticos, incluindo aqueles que fazem parte do mesmo campo ideológico.

Para a escritora, de um lado temos Bolsonaro apelando para a figura “do militar, do mito, do herói, da arma, tudo como tentativa de reconstruir uma masculinidade capaz de reordenar as coisas”. Do outro, essa esquerda mais radical “vai recolocar no centro o homem e as formas de autoritarismo, em busca de uma figura masculina para reordenar o espaço”. “São sujeitos que melancolicamente evocam o passado. Jogam o mesmo jogo segundo as mesmas regras, no tabuleiro dos mesmos afetos”, diz ela, que vê nos dois campos uma “profunda descrença institucional.”"

O divertido é que o El País mandou perguntas pro Stalinnial pra matéria (link abaixo), mas ele se recusou a responder - ou publicavam cada vírgula ou ele não topava acusando a mídia de "criar um rótulo de 'bolsominion de sinal trocado'". Oras, mas é o que ele é! Esses Stalinnials de rede social não passam de Bolsominions de sinal trocado se achando mais sofisticados, mas não passam do mesmo lixo abjeto.

Leia aqui.

O MELHOR PRA NÓS?

Não é de hoje que se debate na ciência política (e nas relações internacionais) se presidentes democratas ou republicanos seriam melhores (ou piores) para o Brasil. Democratas tendem a ser mais intervencionistas, fazer mais exigências, “marcar em cima”, o que acaba colocando um peso maior na relação com outros países (e o Brasil). Republicanos, em geral, tendem a ser mais isolacionistas ou ao menos serem menos exigentes em questões como regras ambientais.

Não resta dúvida que, apesar de toda a história do relacionamento do Brasil com os EUA sob presidentes republicanos ou democratas, a atual situação é única.

Num interessante artigo, o professor Vinícius Rodrigues Vieira aponta sem meias palavras que “a eleição americana decretará o fim do bolsonarismo ou do Brasil”. Em uma primeira leitura minha reação foi de imediata concordância, mas, passados os minutos e horas, comecei a pensar que as coisas talvez não sejam tão simples assim. A esperança de muitos é que uma vitória de Biden naufrague o bolsonarismo, o isole internacionalmente (mais do que atualmente), ao passo que uma vitória do Trump significaria o possível fim do Brasil no longo prazo. Acredito que são visões excessivamente otimistas.

Veja aqui.

DEPOIS DA COVID

Enquanto esperam o resultado das eleições americanas, porque não ler uma entrevista com o Prof. Alexandre Costa sobre os desafios ambientais que nos aguardam no pós-Covid?

Alexandre Araújo Costa

is a physicist, PhD in Atmospheric Sciences from Colorado State University, professor at the State University of Ceará (UECE) and an internationally renowned Brazilian environmentalist.

His name is remembered in any debate about climate change and ecological challenges for the future and his work is not only limited to academia, but he’s also active in politics in addition to acting as a scientific disseminator on social media.

Costa talked to the

Sustainability Action Network

about the environmental challenges that lie ahead, particularly in the face of the crisis brought on by the Covid-19 pandemic.

É FAMIGLIA QUE CHAMA?

#GrandeDia

TRUMPISTAS E BOLSONARISTAS

"Nesse momento, é mais fácil imaginar um cenário em que a diplomacia brasileira prejudique as relações do país com os EUA do que o contrário – uma ação supostamente altruísta de Biden, em defesa da Amazônia ou contra o fascismo. E o bolsonarismo, sabemos, tem total capacidade de fazer inimigos e se isolar politicamente. O cenário apocalíptico-venezuelano que muito se aponta pode efetivamente chegar ao Brasil, mas muito mais pela pandemia e especialmente pela incapacidade de Bolsonaro de governar e de saber o que está fazendo do que como resultado das eleições americanas."

Veja aqui.

UM SOM POR ARTSAKH

Serj Tankian on the threat of genocide in Artsakh.

"We've always lived on these lands,

Reaped and Harvested these fields,

Generations sprung from your rivers,

Children born from your mountains,

The public mask of tradition,

The struggle for liberation or death,

The enemy's gaze at your terrain,

Our smiles at your bosom,

At your bottomless will.

We're going to sing with our fists

With the tricolor flag of justice,

Humanitarian love of peace

With the holy blessing of a child's face,

We are going to prevail with culture

We are going to prevail with culture

We are going to prevail by being Armenian."


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