Semana On

Segunda-Feira 22.jul.2019

Ano VII - Nº 356

Coluna

As mídias sociais ampliam grandes eventos

Cada vez mais o mundo se comunica por meio das redes sociais.

Postado em 27 de Novembro de 2014 - Gerson Martins

O futebol refletiu este ano o poder das mídias sociais. O futebol refletiu este ano o poder das mídias sociais.

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Além das situações inusitadas que se apresentaram nos últimos jogos da Copa do Mundo de Futebol da Fifa, com a equipe da casa que em duas partidas “levou” 10 gols enquanto se esperava vitórias; as mídias sociais foram instrumentos importantes para ampliar o alcance do torneio. Os jogos aconteceram na televisão, principalmente, mas os diálogos, a interatividade, a comunicação ocorreu nas mídias sociais. O leitor pode pensar agora que a interatividade produzida pelas emissoras de televisão com a participação do público por meio da divulgação das postagens de Twitter também foi significativa. E, neste caso, é importante lembrar que todas as postagens divulgadas foram selecionadas, de certa forma censuradas!

No âmbito das mídias sociais, principalmente o Twitter, que teve um recorde de postagens no jogo Alemanha e Brasil, mais de 35 milhões para um evento esportivo, houve uma ampliação significativa do poder de comunicação da Copa do Mundo de Futebol da Fifa. Sem qualquer dúvida, e o próprio Twitter divulgou um mapa das postagens no período do jogo, o mundo se comunicou por meio das redes sociais. Seja pelos grupos de amigos, seja na difusão de informação jornalística, as mídias sociais foram um eficiente instrumento de comunicação, mesmo que boa parte das mensagens, no caso do jogo entre o Brasil e a Alemanha, tenham sido de anedota, de brincadeira, de piada, de broma sobre o desempenho dos jogadores.

Da lado da mídia televisa, há uma insistência em ignorar esse “novo mundo da comunicação”. O que a mídia televisiva, mesmo a mídia impressa ou de rádio faz é muito incipiente, amador no trato das redes sociais. As mídias tradicionais ainda não souberam incorporar, absorver, se integrar com as mídias sociais. Por enquanto, para as mídias tradicionais, as redes sociais se constituem numa ameaça na concorrência de público, numa ameaça na concorrência de audiência e, portanto, numa ameaça de perda da receita publicitária.

As mídias tradicionais ainda não souberam incorporar, absorver, se integrar com as mídias sociais.

Pesquisadores e professores de ciberjornalismo compreenderam, ao longo dos quase 30 anos de internet, que os novos meios de comunicação não substituem os antigos, não aniquilam os antigos; antes, fazem incorporação, integração. Quando surgiu a televisão, não desapareceu o rádio ou o cinema. Ao contrário, se fortaleceram, se reinventaram, se integraram. E o mesmo vai acontecer agora com a incorporação das mídias sociais pelas mídias tradicionais. Se houver uma negação, ou um medo dessa incorporação, aí sim haverá prejuízo pelas mídias tradicionais.

A televisão digital, no Brasil, com forte alarde de interativa, até o momento não incorporou e disponibilizou as tecnologias que potencializa. A interatividade apresentada até agora pode ser considerada uma piada. Ela é produzida com forte matiz de censura, e pior, com aparência que ilude o usuário dessas propriedades. As pessoas veem, na televisão, por exemplo as postagens de Twitter referentes àquele tema, fato ou situação e imaginam que todos que “twittarem” com a palavra-chave, hashtag indicada, sua mensagem vai aparecer na “telinha”!! O que aparece tem forte matiz de censura, tudo é muito selecionado.

Entre as mídias sociais e a mídia tradicional, a Copa do Mundo de Futebol da Fifa e outros grande eventos, esportivos, políticos, econômicos por certo a capacidade de comunicação está consolidada nas mídias sociais. E a televisão que se cuide!


Voltar


Comente sobre essa publicação...