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Quarta-Feira 21.out.2020

Ano IX - Nº 415

Mato Grosso do Sul

2.907 mulheres disputam as eleições em Mato Grosso do Sul

Em Campo Grande, são 273 candidatas, sendo 2 para prefeita, 9 para vice-prefeita e as demais concorrem às 29 cadeiras da Câmara Municipal. Outras 31 mulheres concorrem ao cargo de prefeita em 28 municípios do interior

Postado em 30 de Setembro de 2020 - Redação Semana On

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Uma primeira prévia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que houve aumento no registro de candidaturas de mulheres e de negros na disputa às prefeituras e câmaras municipais. Dos 546.036 pedidos computados, cerca de 180 mil são mulheres – o que corresponde a cerca de 33%. Esses dados preliminares do TSE mostram um aumento nas candidaturas femininas, haja vista que esse índice não havia passado de 32% nas eleições anteriores.

Em Mato Grosso do Sul, o levantamento aponta 8.523 pedidos de registro de candidatura, dos quais 2.907 são de mulheres. Em Campo Grande, são 273 candidatas, sendo 2 para prefeita, 9 para vice-prefeita e as demais concorrem às 29 cadeiras da Câmara Municipal. Outras 31 mulheres concorrem ao cargo de prefeita em 28 municípios do interior.

A subsecretária de Estado de Políticas para Mulheres, Luciana Azambuja, destaca que o interesse das mulheres pelas questões políticas tem aumentado ao longo dos últimos anos, o que se comprova pelo aumento das candidaturas, mas ainda é baixa a representação nos parlamentos municipais, citando como exemplo a Câmara Municipal de Campo Grande: “Aqui na capital, um município com população aproximada de 900 mil pessoas e 51,5% de mulheres, temos apenas duas vereadoras – o que representa uma ocupação inferior a 7%. Precisamos de mais mulheres nesses espaços de poder e temos a oportunidade de fazer essa mudança nas próximas eleições, garantindo a efetiva democracia representativa”.

Sobre as candidaturas no panorama estadual, a subsecretária informa que, de acordo com levantamento preliminar do TSE, aproximadamente 34% das candidaturas registradas em Mato Grosso do Sul são de mulheres: “Estamos vendo um percentual de candidaturas superior àquele determinado na chamada “quota de gênero” imposta pela lei federal nº 9.504/97, mas precisamos trabalhar e fiscalizar para que essas candidatas estejam verdadeiramente imbuídas do senso cidadão de concorrer em condições de elegibilidade, que não sirvam apenas para cumprirem a quota. Nós, mulheres, somos 52,5% do eleitorado brasileiro, o que demonstra a importância do reconhecimento e valorização da nossa participação na política, pois somos a maioria e, repito, podemos fazer a diferença numa eleição”.


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