Semana On

Quarta-Feira 21.out.2020

Ano IX - Nº 415

Mato Grosso do Sul

Em 24 horas MS registra 510 casos novos de coronavírus

Estudos mostram pico da pandemia em Campo Grande no dia 25 e 21,6 mil casos até o fim de agosto

Postado em 21 de Agosto de 2020 - Redação Semana On

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Nesta sexta-feira (21), o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde trouxe a confirmação de mais 510 exames positivos para o novo coronavírus (Covid-19). Com isso, o número de casos confirmados da doença no Estado 40.711.

Entre os municípios com maior número de novas confirmações, Campo Grande aparece com 251 novos casos. Corumbá aparece com 38. Dourados com 34 novos casos e Três Lagoas com 19.

Dos 40.711 casos confirmados, 5.534 estão em isolamento domiciliar, 33.946 estão sem sintomas e já estão recuperados e 535 estão internados. Seis pacientes internados são procedentes de fora do Estado.

Na macrorregião de Campo Grande 77% dos leitos já estão ocupados, de Dourados 71%, macrorregião de Três Lagoas 42% dos leitos ocupados e macrorregião de Corumbá com 67% de ocupação.

Foram registrados nove óbitos, passando para 696 mortes pela doença em Mato Grosso do Sul, mantendo a taxa de letalidade, 1,7%. Os óbitos foram seis em Campo Grande. Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Aparecida do Taboado e Chapadão do Sul registraram um óbito cada.

Os casos suspeitos em investigação tiveram as amostras encaminhadas para o Lacen, e os resultados ficam prontos entre 24 a 72 horas, após o recebimento das amostras.

Campo Grande

Campo Grande tem apresentado média diária de 388 casos de coronavírus por dia, número alto, mas que tem se mantido estável na última semana. Caso o comportamento atual, principalmente em relação a distanciamento social, mantenha-se, as projeções indicam que a cidade pode chegar ao pico da doença no dia 25 deste mês, com 19,1 mil confirmações, fechando o mês com 21.670 casos confirmados.  Os dados constam em pesquisas desenvolvidas pelas universidades Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).  

Os especialistas alertaram que a redução dos números e medidas para evitar colapso na ocupação de leitos dependerá da tomada de decisões em relação a medidas restritivas e do comportamento em geral da população quanto às ações de prevenção. Até ontem, eram 16.662 casos confirmados e 255 óbitos.    

A pesquisa da UFMS foi apresentada pelos professores Erlandson Ferreira Saraiva, do Instituto de Matemática da Universidade de Mato Grosso do Sul, e pelo professor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios da UFMS. Eles avaliam as notificações, confirmações e número de leitos, fazendo estimativas com base em estudos matemáticos. Os modelos avaliados demonstram que, caso seja mantido o comportamento atual, não haverá colapso na ocupação de leitos em Campo Grande, mas a preocupação continua para que os casos não subam e também em relação às transferências de pacientes do interior do Estado.   

Somente nos 17 primeiros dias de agosto, foram confirmados 5.623 novos casos de coronavírus em Campo Grande, com 307 pessoas internadas e 120 óbitos. “Temos um cenário de estabilização, mas manter ou não depende do comportamento das pessoas, o que influencia nos números”, afirmou o professor Erlandson, alertando que as confirmações seguem altas. Os modelos apontam que a taxa de ocupação podem chegar a 95%.  

“Se mantivermos o cenário atual, isso vai ocorrer, mas se ocorrer movimento de pessoas na rua não dá para garantir que esse cenário vai ocorrer. Os números são influenciados pelo comportamento das pessoas”, afirmou o professor Earlandson. Caso ocorra alguma aglomeração de pessoas, as projeções podem ser alteradas. “Olhamos apenas para Campo Grande, mas pode ocorrer de pacientes do interior virem para Campo Grande, algo que também vai impactar”, completou.  

Os relatórios são produzidos semanalmente pela UFMS com dados de Campo Grande e Mato Grosso do Sul, subsidiando as secretarias de saúde e também estão sendo solicitados por outras instituições, a exemplo da própria Câmara Municipal e Ministério Público Estadual.  Os dados mostram que os números aumentaram em agosto, mas numa taxa menos explosiva do que tinha sido inicialmente projetado, segundo o professor Leandro – os números continuam crescendo, mas num ritmo menor do que o que anteriormente tinha sido estimado. 

Comparativo  

A pesquisa do professor doutor Sandro Marcio Lima, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, faz um comparativo do cenário mundial sobre o coronavírus com o cenário no Brasil e em Campo Grande, monitorando como a pandemia ocorreu e o os dados de outros países. Inicialmente, são apresentados dados da China, Itália e Brasil. Na Itália, por exemplo, a queda ocorre depois das medidas de lockdown adotadas. “No caso do Brasil, além de não percebemos o ápice, não estamos tomando iniciativas para que a curva viesse neste patamar mais desejado”, afirmou. 

O professor alerta que os números estão altos, mas estacionados. Entretanto, avalia que não dá para projetar como será o comportamento nos próximos dias.  “Este comportamento vai se manter? Vai subir ou descer? É o grande gargalo! Nada garante que é o patamar máximo. Está estacionado num patamar elevado. Não dá para acreditar que não teremos ocupação de leitos elevada”, afirmou.  

Prefeitura de Campo Grande distribui remédio homeopático

A prefeitura de Campo Grande começou a distribuir na quarta-feira (19) um remédio homeopático. O objetivo é aumentar a imunidade da população. A medicação, entretanto, não tem nenhum efeito contra a Covid-19.

A distribuição ocorre em uma parceira com a Associação de Homeopatia de Mato Grosso Do Sul. A prefeitura recebeu 180 mil doses da fórmula.

O medicamento está disponível em 7 unidades básicas da Capital e, para conseguir retirar, não é necessário apresentar nenhuma prescrição, basta chegar à unidade e fazer a solicitação. As entregas, começaram nesta quarta e vão até durarem os estoques. Não existe previsão de reposição após as doses terminarem.

Segundo a secretaria municipal de Saúde (Sesau), como não existem contra indicações, também não é preciso avaliar critérios, como mal-estar, dores ou febre, para que uma pessoa possa retirar uma dose da medicação.

Confira as unidades que estão distribuindo a medicação:

- UBSF São Francisco,

- UBSF Parque do Sol, UBSF Coophavilla II, UBSF Batistão,

- UBSF Oliveira,

- UBSF Indubrasil,

- UBSF Moreninha,

- UBSF Itamaracá e

- UBSF Parque do Sol, Pólo Ayrton Senna


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