Semana On

Quarta-Feira 21.out.2020

Ano IX - Nº 415

Coluna

Há quem sonhe no MDB com 'vice de casa' para Márcio Fernades: André ou Simone

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 05 de Agosto de 2020 - Marco Eusébio

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Em busca de um nome para vice na chapa a ser encabeçada pelo pré-candidato e deputado estadual Márcio Fernandes na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, lideranças do MDB já cogitam a hipótese de uma solução caseira e lançar chapa pura. Um integrante do partido confidenciou que, nesse caso, pelo menos dois nomes são considerados com potencial para alavancar a chapa: o do ex-governador André Puccinelli e o da senadora Simone Tebet. Resta saber se será possível convencer a um deles a topar a missão de ser vice.

Presidente nacional do MDB promete empenho nas eleições em Campo Grande

O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), recebeu, em Brasília, lideranças da sigla de Mato Grosso do Sul e confirmou apoio da cúpula do partido à pré-candidatura do deputado estadual Márcio Fernandes à Prefeitura de Campo Grande. Nas eleições deste ano, o MDB deve lançar candidatos a prefeituras de apenas nove das 27 capitais, e por isso estas deverão ter prioridade no partido, conforme o dirigente. Além de Fernandes, o encontro contou com o ex-governador André Puccinelli, o ex-ministro Carlos Marun, o presidente do MDB-MS Júnior Mochi e o presidente municipal da sigla, Ulisses Rocha. Depois da reunião, Baleia Rossi gravou um vídeo ao lado de Puccinelli e de Márcio Fernandes, que deve ser divulgado amanhã pelo pre-candidato, afirmando que "não vai faltar empenho" para que ele tenha "todas as condições de apresentar um projeto de desenvolvimento pra Campo Grande".

Pedido de lockdown em Campo Grande divide opiniões de pré-candidatos

O pedido de lockdown para conter o avanço da covid-19 em Campo Grande feito nesta semana à Justiça pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul divide pré-candidatos à prefeitura da Capital. Entre os que criticaram a medida, está o ex-presidente da Santa Casa, Esacheu Nascimento (Progressistas).

Em live no Facebook com dois pré-candidatos da sigla à Câmara, entre eles o ex-secretário municipal de Saúde Ivandro Fonseca, Esacheu propôs "suspender os salários de quem está defendendo o lockdown" e também os salários "do prefeito e dos vereadores", caso sejam paralisadas as atividades do comércio e serviços, que geram empregos e arrecadam impostos para o Município.

O pré-candidato Wilton Acosta (Republicanos), consultado, também disse ser contra a medida. "Não justifica um Lockdown com pouco mais de 6 mil pessoas infectados em todo o MS", afirmou, excluindo em sua contagem os 22.020 recuperados dentre os 28.315 que já contraíram o vírus no estado, conforme boletim da Secretaria de Saúde.

Em sentido oposto, estão pré-candidatos à cadeira de prefeito que defendem o lockdown. "Sou a favor. A partir da orientação das autoridades sanitárias, acredito que este é o momento de um lockdown para evitar o colapso da rede pública e situações dramáticas nos próximos dias", disse o deputado estadual Pedro Kemp (PT).

O advogado Mário Fonseca (PCdoB) lançou nas redes sociais um comunicado anunciando seu "apoio à ação da Defensoria Pública" pedindo "que o Judiciário cumpra seu papel e mande a prefeitura determinar o lockdown" e pede ao prefeito Marquinhos Trad (PSD) que consulte a sociedade civil e profissionais de saúde sobre o assunto.

Existem ainda pré-candidatos que defendem estudos científicos para comprovar a necessidade ou não de determinadas medidas contra o avanço do contágio, como o vereador Vinícius Siqueira (PSL) que entrou na Justiça neste sentido .

O deputado estadual Márcio Fernandes (MDB) acredita que o prefeito Marquinhos está desorientado sobre o assunto. "Acho que o prefeito fechou quando não era necessário [no início da pandemia] e agora que veio a orientação de todos os órgãos para fechar, ele não está vendo possibilidade, porque seria péssimo penalizar novamente o comércio", declarou o emedebista. Outros pré-candidatos, consultados, não responderam até a hora desta publicação.

Governo de MS não prega lockdow e defende diálogo com prefeitos, diz Riedel

Falando em nome do Governo de MS na abertura da live sobre a Covid-19, o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, disse que "não há solução mágica" para preservar a saúde e a economia ao mesmo tempo, frisou que o governo "não está pregando o lockdown" em Campo Grande, mas tem oferecido aos prefeitos de todo o estado, por meio do programa Prosseguir, dados para que os Municípios tomem suas decisões. Sem citar diretamente o pedido de lockdown feito à Justiça pela Defensoria Pública estadual para tentar conter o avanço da covid na Capital, Riedel disse que o governo não crê que a "judicialização extrema" seja ferramenta de solução e defendeu o diálogo: "O decreto municipal de Campo Grande, especificamente que tá num risco extremo, pelos números mostrados, ele tem uma aderência grande às atividades. Algumas são divergentes, e deve ser tratado isso no diálogo. Não acreditamos na judicialização extrema e generalizada como ferramenta de solução. A hora que a gente começa a discutir e achar que a caneta de um magistrado pode resolver essa situação, provavelmente a covid tá dando um passo adiante em relação às consequências, seja pra vida das pessoas, seja pra economia das pessoas que gera impacto na renda, no emprego, e todas essas ações". Veja a íntegra do vídeo.

'Pura especulação' diz Tereza Cristina sobre disputar a presidência da Câmara

Indagada sobre nota divulgada pela revista Veja de que estaria cotada como opção de "aliado fiel" do presidente Jair Bolsonaro para substituir Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados, cujo mandato expira em 31 de janeiro de 2021, a ministra da Agricultura e deputada federal licenciada (DEM-MS), respondeu via WhatsApp: "Pura especulação de não sei quem. Como inventam!"

PSL quer mandato de Contar

O deputado estadual Capitão Contar virou alvo do PSL depois de ter entrado com ação na Justiça Eleitoral pedindo desfiliação por justa causa da sigla e fazendo acusações contra dirigentes estaduais e nacionais. Agora, a direção nacional do partido quer tirar seu mandato, informa o site do Correio do Estado. Vale lembrar que dos cinco parlamentares eleitos pelo partido em Mato Grosso do Sul no embalo da onda bolsonarista em 2018, o deputado estadual Coronel David já deixou a sigla com autorização da Justiça Eleitoral alegando justa causa, por discordar desde o princípio da nova direção comandada pela senadora Soraya Thronicke; e o deputado federal Luiz Ovando aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)


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