Semana On

Quinta-Feira 29.out.2020

Ano IX - Nº 416

Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul tem 107 mortes por coronavírus e 9.388 casos confirmados

Julho abre repetindo baixo isolamento do mês anterior, e consequências podem se agravar

Postado em 03 de Julho de 2020 - Redação Semana On

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Com mais 326 exames positivos para o novo coronavírus (Covid-19) nas últimas 24 horas, o número de casos confirmados da doença no Estado chega a 9.388. Foram registrados 16 óbitos, passando para 107 mortes pela doença em Mato Grosso do Sul.

Dos 9.388 casos confirmados, 3.754 estão em isolamento domiciliar, 5.326 estão sem sintomas e já estão recuperados e 209 estão internados, sendo 115 em hospitais públicos e 94 em hospitais privados. Dois pacientes internados são procedentes de fora do Estado.

Desde o dia 25 de janeiro, foram registradas 51.593 notificações de casos suspeitos da coronavírus em Mato Grosso do Sul. Destes, 38.306 foram descartados após os exames darem negativo para Covid-19, 21 foram excluídos por não se encaixarem na definição de caso suspeito do Ministério da Saúde, 1.296 exames aguardam resultado do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e 2.603 casos foram notificados e não foram encerrados pelos municípios.

Os dados publicados desde 19 de maio têm como fonte de dados o sistema de informações oficiais Sivep Gripe e E-SUS VE, alimentado pelos municípios. Eles estão sujeitos a alterações.

Os casos suspeitos em investigação tiveram as amostras encaminhadas para o Lacen, onde será feito o exame para nove tipos de vírus respiratórios, incluindo influenza e coronavírus. O laboratório realiza os exames para Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Os resultados ficam prontos entre 24 a 72 horas, após o recebimento das amostras.

Taxa de isolamento baixa

A taxa de isolamento social no primeiro dia do mês de julho, iniciado na quarta-feira (01), foi de 37,2% em Mato Grosso do Sul. Além de estar abaixo do mínimo pedido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) de 60%, o índice está no mesmo patamar mapeado nos dias úteis do mês anterior, que como consequência da baixa adesão, registrou números seis vezes maiores de casos confirmados, internados e óbitos em decorrência do novo coronavírus.  

Mesmo com todos os indicadores apontando para o pico da doença e sobrecarga no sistema de saúde ainda este mês, está difícil repetir o isolamento feito no início da pandemia que conseguiu atingir mais da metade da população. O contágio desenfreado que está ocorrendo no Estado, só poderá ser contido com o apoio da população nas medidas restritivas recomendadas.

“Se conseguirmos melhorar os índices de isolamento social, nós vamos conseguir achatar a curva de crescimento da Covid e evitar o colapso da saúde pública, principalmente no tocante a existência de leitos clínicos e de UTI para atender a população”, alertou o secretário de saúde, Geraldo Resende.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lembra que os países que adotaram medidas, como o isolamento, distanciamento social, uso de máscara e o rastreamento de contatos, conseguiram suprimir a transmissão do vírus e salvaram vidas.

No mapeamento desta quarta-feira, Campo Grande ficou em penúltimo lugar entre as capitais brasileiras com índice de 36,4%. As regiões mais movimentadas neste dia foram: Vila Nasser (16,7%), Moreninha (21,9%), Núcleo Industrial (22,6%), Nova Campo Grande (23,3%), e Jardim das Cerejeiras (24,1%).

Nos municípios mais afetados pela doença as taxas mapeadas foram, Dourados (40,2%), Rio Brilhante (42,2%), Corumbá (39,5%), Três Lagoas (38,9%), Guia Lopes da Laguna (42,6%), Fatima do Sul (41,6%), Chapadão do Sul (39%), São Gabriel do Oeste (39,4%), Ponta Porã (40,3%) e Paranaíba (41,8%). A lista completa de cidades pode ser conferida aqui

Na quinta-feira (2) o boletim oficial da SES registrou mais 386 novos testes positivos e seis óbitos nas últimas 24 horas, totalizando 9.062 casos e 91 vidas perdidas. Durante a apresentação o secretário de saúde, destacou que o Governo do Estado irá fazer tudo que estiver ao alcance para enfrentar a pandemia.   

“A responsabilidade de tomar decisões tanto em relação ao endurecimento das regras, como também a flexibilização conforme os parâmetros que elaboramos em conjunto com a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) é para os senhores secretários de saúde e prefeitos dos 79 municípios. Nossa responsabilidade nós estamos fazendo desde o primeiro dia, desde janeiro, e queremos dizer a todo MS o que couber ao estado e a SES nós estamos fazendo”, pontuou Resende.


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