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Quinta-Feira 06.ago.2020

Ano IX - Nº 404

Auau Miau

Cães podem detectar calor com ‘sensor infravermelho’ no focinho

Pesquisadores dizem que a descoberta pode ajudar a entender como os predadores detectam suas presas quando outros sentidos são prejudicados

Postado em 28 de Abril de 2020 - Redação Semana On

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Os cães têm um tipo de sensor infravermelho na ponta do focinho, o que lhes permite detectar pequenas alterações na temperatura, como quando outros animais estão por perto, de acordo com uma nova pesquisa.

Cientistas da Universidade Lund, na Suécia, e da Universidade Eotvos Lorand, na Hungria, dizem que a descoberta pode ajudar a entender melhor como os predadores detectam suas presas quando outros sentidos, como visão, audição ou olfato, são prejudicados.

No estudo publicado na Scientific Reports, revista publicada pela Nature Research, os cientistas mostram que a superfície da pele descoberta e úmida na ponta do nariz de um cachorro, cheia de terminações nervosas, funciona como um sensor infravermelho.

“Os cães são capazes de sentir a radiação térmica vinda de corpos quentes ou radiação térmica fraca e também podem direcionar seu comportamento de acordo com esse sinal”, disse Anna Balint, autora que lidera o estudo.

Análises do cérebro dos animais mostraram atividade cerebral aumentada quando os cães ficaram expostos a objetos mais quentes do que o ambiente.

“É possível que outros carnívoros possuam um senso infravermelho semelhante e isso adicione um novo capítulo à história das relações presas-predadores”, disse Ronald Kroger, cientista sensorial da Universidade Lund.

Entre os cães envolvidos no teste estavam golden retrievers e border collies.


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