Semana On

Terça-Feira 27.out.2020

Ano IX - Nº 416

Coluna

O que dizem os senadores de MS sobre a demissão de Moro?

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 22 de Abril de 2020 - Marco Eusébio

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"MORO tem história para levarmos a sério as muitas declarações bombásticas que fez contra Bolsonaro. Afirmou, taxativamente, que o presidente queria intervir politicamente na PF, ter acesso indevido a inquéritos e produzir relatórios de inteligência, sabe-se lá contra quem. Este filme nós já conhecemos e não queremos ver de novo. Estas acusações, se comprovadas, caracterizam crime de responsabilidade. O PR deve uma explicação à Nação", escreveu no Twitter a senadora e presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), sobre a nova crise política que atinge o Planalto com a saída do agora ex-ministro Sérgio Moro do governo de Jair Bolsonaro.

Motivo da troca de comando na PF deve ser apurado, afirma senador Nelsinho Trad

Indagado sobre a saída de Sérgio Moro do governo de Jair Bolsonaro, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul, avaliou que "isso não é bom para o País" em crise diante da pandemia da Covid-19 e afirmou: "Agora, o que levou o presidente a fazer isso também tem que ser apurado, porque ninguém ia submeter uma situação tão séria como essa se não tivesse um motivo real pra poder fazer essa substituição". Nelsinho reforçou a necessidade de união das autoridades para "vencer essa batalha" contra o novo coronavírus e "depois faça a reforma que quiser". "Agora, não sou eu que ganhei a eleição de presidente, eu tô só dando uma opinião. E o que resta a nós senadores e ao Congresso num momento como esse? Nós temos que nos unir no sentido de a gente poder avançar nas pautas importantes que o povo brasileiro espera da gente, pra diminuir essas dificuldades que a gente está vendo dia após dia aumentarem". Ouça abaixo.

Simone Tebet havia descartado impeachment de Bolsonaro: 'Seria gerar o caos do caos'

A presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS) descartou – antes do pedido de demissão de Moro - a possibilidade da abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. "Seria gerar o caos do caos", disse a senadora em entrevista por vídeo ao jornal Correio Braziliense, referindo-se à crise econômica e sanitária provocada pelo coronavírus. "Precisamos garantir a estabilidade política, social, econômica e a segurança jurídica de que o País precisa. O momento excepcional de pandemia no qual vivemos requer equilíbrio. Não acredito, em hipótese nenhuma, na possibilidade de recebimento de impeachment", acrescentou Simone, que também declarou achar extremamente difícil que o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), acate algum pedido neste momento. A sul-mato-grossense voltou a dizer que é uma parlamentar independente, disposta a colaborar com o presidente para "ajudar o Brasil pelo caminho do centro democrático". Ela afirmou que Jair Bolsonaro "é o presidente de todos nós" e deve dar serenidade a todos os brasileiros. "Não é mais momento de dinamitar caminhos, mas de construir pontes", afirmou. Simone também falou da atuação do Congressos para aprovar medidas propostas pelo governo.

Quem defende fim do isolamento deveria abrir mão de UTIs, diz secretário de MS

Ao voltar a pedir para que as pessoas fiquem em casa para evitar o novo coronavírus e o colapso no sistema de saúde que já ocorre em alguns estados, o secretário estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, disse que pessoas que insistem na volta à normalidade com abertura geral do comércio e serviços deveriam abrir mão do atendimento em UTIs. Ele afirmou aos "que advogam o retorno à vida normal" para "assinar um termo de compromisso" com as autoridades de saúde do estado "para caso sejam acometidos de Covid, que renunciem ao uso de ventiladores pulmonares, de monitores, de bomba se infusão, ou seja, aquilo que nós estamos correndo, enfrentando todos os desafios para que a gente coloque à disposição da nossa população para evitar mortes". "Se as pessoas fizerem a renúncia tácita, ou seja, para manter o discurso coerente deles, que assinem essa manifestação, e só assim vai sobrar [leitos] para aqueles que efetivamente estão cumprindo o isolamento social e estão seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde e do Ministério da Saúde". Veja aqui o trecho da declaração do secretário e abaixo a íntegra do vídeo no Facebook do Governo de MS.

Miglioli anuncia apoio do PMN na Capital

Sem atos públicos em época de coronavírus, as articulações políticas para as eleições deste ano Campo Grande não cessam. O ex-secretário de Estado Marcelo Miglioli, anunciou que obteve apoio do PMN à sua pré-candidatura à prefeitura, depois de se reunir na semana passada com Alexandre Rezende e Clodoaldo Guimarães, que são, respectivamente, os presidentes estadual e municipal da sigla. "O partido é muito bem vindo a somar conosco nessa luta por melhores condições de vida para a nossa gente", disse Miglioli em nota.


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