Semana On

Terça-Feira 24.nov.2020

Ano IX - Nº 420

Campo Grande

Março encerra com piores índices de incêndios em vegetação desde 1998

Foram 551 focos ativos registrados via satélite em Campo Grande

Postado em 01 de Abril de 2020 - Redação Semana On

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

O mês de março terminou e parece que não vai deixar saudade no que diz respeito à saúde da população. É que este ano o Brasil enfrenta pandemia pelo coronavírus, que traz problemas respiratórios, e ainda fecha como o pior março desde 1998, conforme levantamento histórico de incêndios em vegetação, com 551 focos ativos registrados via satélite pelo pelo Programas Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O alerta vem do vereador Eduardo Romero (Rede), que é coordenador nacional da Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas e representante da Câmara Municipal da Capital no Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos de Campo Grande. ‘Com o coronavírus, tudo o que possa prejudicar a respiração tem que ter um cuidado ainda maior, pois agrava ainda mais a saúde do paciente’.

O parlamentar destaca que março é o mês que aumentam os registros de focos de incêndios, embora todos os anos ocorram campanhas de orientação contra esta prática que muitas vezes é até cultural na área rural como forma de limpeza. Os picos de registros se repetem a cada agosto (2.430 em 2019), setembro (3.210 em 2019) e outubro (2.310 em 2019) no Estado. ‘Tudo o que contribui para agravo das doenças respiratórias precisamos ligar o alerta ainda mais agora com o agravante do coronavírus’, frisa.

No que diz respeito aos registros na região Centro-Oeste, até o dia de ontem (30) o levantamento do INPE aponta 1.854 focos ativos contra 1.485 no mesmo mês do ano passado. No total, já foram 4.060 focos desde janeiro este ano.

Em Campo Grande está em vigor a lei municipal denominada Agosto Alaranjado, que é de autoria do vereador Eduardo Romero. A menção a agosto é porque tradicionalmente é o mês considerado de maior registro de focos, mas as ações iniciam antes e terminam depois deste mês referência.

Sobre o Comitê

O Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos de Campo Grande- MS foi instituído pelo Decreto n. 13.366, de 12 de dezembro de 2017, e possui o objetivo de realizar intercâmbio de informações e o planejar ações conjuntas voltadas à prevenção de riscos e ao combate dos focos de incêndios.

Composto por 17 órgãos e entidades: Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (PLANURB); Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil - Gabinete do Prefeito (COMPDEC/GAPRE); Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES); Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (SEMADUR); Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP); Secretaria Municipal de Educação (SEMED); Secretaria Municipal de Saúde (SESAU); Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul; Polícia Militar Ambiental (PMA/MS); Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA); Polícia Rodoviária Federal (PRF); Sindicato Rural de Campo Grande-MS; Instituição de Ensino Superior; Câmara Municipal de Campo Grande; Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA); e Conselhos Regionais.


Voltar


Comente sobre essa publicação...