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Segunda-Feira 10.ago.2020

Ano IX - Nº 405

Poder

Quem são os empresários do Brasil 200 que apoiam o golpe convocado por Bolsonaro

Empresário que apoiou presidente sugere impulsionar ataques ao Congresso

Postado em 28 de Fevereiro de 2020 - Equipe BR Político, Fórum – Edição Semana On

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Uma troca de mensagens de Whatsapp entre empresários do Instituto Brasil 200, que apoiou a eleição de Jair Bolsonaro, com imagens e vídeos de ataques ao Congresso chegou ao conhecimento de parlamentares e levantou suspeitas sobre a origem do financiamento de mensagens com agressões ao Legislativo. As mensagens foram divulgadas pela coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, na quinta-feira, 27.

Na conversa, o empresário Edgard Corona, dono da rede de academias Bio Ritmo, sugere investir no impulsionamento de vídeos que atacam o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Corona admitiu que compartilhou vídeos com ataques a Maia, mas só para “as pessoas (do Brasil 200) saberem que eles existem”. Ele afirmou que o grupo está preocupado com os rumos da reforma tributária no Congresso e que apenas disse aos colegas que são necessários “recursos para divulgar, dentro da lei, a nossa posição”. O empresário ainda elogiou o Congresso, e afirmou que no ano passado “a produção legislativa foi brilhante”.

O movimento Brasil 200, nome do grupo em que ocorreu a troca de mensagens, é presidido por Flávio Rocha e conta com empresários como Luciano Hang, da Havan, Sebastião Bomfim, da Centauro, e João Appolinário, da Polishop. O grupo lançou na semana passada um movimento contra os projetos de reforma tributária que tramitam no Congresso, defendendo uma reforma baseada na proposta do ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra, com desoneração da folha de pagamento e criação de uma “nova CPMF”. O grupo é liderado por Gabriel Rocha Kanner, sobrinho de Flávio Rocha, e por Helcio Honda, advogado da Fiesp e de Paulo Skaf.

O grupo é o mesmo que, em dezembro de 2018, lançou o projeto “Empregue Mais Um” para estimular a criação de vagas e turbinar o início do governo Bolsonaro. Os empresários também atuaram ao longo do primeiro ano do governo Bolsonaro em prol de pautas liberais, como a reforma da Previdência.

No começo do ano passado, o grupo chegou a abrir um escritório em Brasília e contratar 12 lobistas para atuar em prol da reforma.

Além de Rocha e Honda, fazem parte do Brasil 200 Luciano Hang (Havan), João Apolinário (Polishop), Sebastião Bonfim (Centauro), Washington Cinel (Gocil), Edgar Corona (Smart Fit e Bio Ritmo), Cris Arcangell (Beauty’in e Shark Tank Brasil), Marcelo Pessoa (Galápagos Capital Gestora de Fundos), Afrânio Barreira (Coco Bambu) e Marcelo Braga (BNZ e Instituto Eu Amo o Brasil). Juntas, as empresas do Brasil 200 faturam mais de 40 bilhões de


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