Semana On

Quinta-Feira 09.abr.2020

Ano VIII - Nº 387

Coluna

Novo gestor da Funai diz o que quer e ouve o que não quer de índios em MS

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 26 de Fevereiro de 2020 - Marco Eusébio

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Depois de apresentado como novo coordenador da Funai em Campo Grande em reunião no início da semana com a presença da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) que o indicou ao cargo, o capitão da reserva José Magalhães Filho, conhecido por usar há anos um megafone nas ruas da cidade para gritar "não reeleja" políticos, vai colecionando polêmicas neste início de gestão.

Depois de dizer à imprensa local que a "Funai não é a casa do índio", mas um órgão "para fazer acontecer a política do governo em relação ao índio" e sugerir namoros com o restante da população para promover a integração de indígenas, o "Capitão Megafone" falou o que quis e ouviu o que não quis em reunião ontem com lideranças de aldeias indígenas de Miranda.

Magalhães disse que "coordenador da Funai não é representante dos índios", mas "para fazer acontecer o que o governo pensa em relação a política para o índio". No encontro, o líder indígena Lindomar Ferreira cobrou "respeito" do novo coordenador da Funai, afirmou que ele "está dando um tapa na nossa cara" e pediu para que evite falar na imprensa: "Porque o que o senhor tá falando na imprensa é só merda". Veja os vídeos.

Em ano eleitoral, ação da PM no carnaval divide políticos em Campo Grande

Como ocorreu nos últimos anos, policiais foram acusados por alguns foliões de usar força excessiva ao dispersar os que insistem em ficar na região da Esplanada Ferroviária nas madrugadas após o fim das apresentações das bandas no carnaval de rua de Campo Grande, que reagiram atirando garrafas e pedras. Em ano eleitoral, o assunto dividiu políticos de esquerda e direita nas redes sociais.

O deputado federal Loester "Tio Trutis" (PSL) escreveu no Twitter: "Meu apoio incondicional aos nossos policiais honestos do Mato Grosso do Sul, em especial hoje ao Batalhão de Choque da Polícia Militar MS. Fazer a desobstrução de uma via e ser recebido com pedras e garrafas, DEVEM SIM reagir à altura para cumprir a missão. Parabéns!".

Do lado oposto, o deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura Pedro Kemp (PT), que está frequentado o carnaval de rua, escreveu no Facebook: "Infelizmente, vi uma cena no primeiro dia (sábado), que causou grande indignação: a truculência com que a polícia militar agiu para dispersar as pessoas que estavam na avenida Calógeras, após o término do carnaval na Esplanada. Bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, tiros de borracha, meios totalmente desnecessários para a ocasião. Vi ali uma juventude, carente de lazer, que só queria se divertir. Se é para fazer a dispersão, outros métodos, menos agressivos e violentos, poderiam ser utilizados".

Coronel David sobre eleições: 'Qualquer decisão passa pelo presidente Bolsonaro'

Indagado sobre notícias de que o Aliança poderá não conseguir o registro no TSE a tempo de participar da eleições de prefeitos e vereadores deste ano, o deputado Coronel David, que aguarda decisão da Justiça Eleitoral de MS sobre seu pedido de desfiliação do PSL, afirmou que ainda não tem informação oficial sobre o registro do novo partido. Em relação a convite para disputar a Prefeitura de Campo Grande por outra sigla, David foi taxativo: "Qualquer decisão passará primeiro pelo aval do presidente Jair Bolsonaro".

MDB anuncia Paulo Duarte para disputar neste ano a Prefeitura de Corumbá

A executiva estadual do MDB decidiu por unanimidade hoje em Campo Grande que Paulo Duarte é o pré-candidato do partido à Prefeitura de Corumbá nas eleições deste ano. A sigla afirma em nota à imprensa que a escolha sobre o nome do ex-prefeito corumbaense e ex-deputado estadual foi baseada em uma pesquisa qualitativa e quantitativa interna. "Portanto, a partir dessa decisão o pré-candidato tem total autonomia para encaminhar as tratativas para a eleição de 2020", diz a nota. Paulo Duarte foi secretário de Governo da gestão Zeca e presidiu o PT estadual, tendo sido eleito pelo partido prefeito de Corumbá em 2012. Em 2016, concorreu à reeleição pelo PDT no pleito vencido pelo ex-prefeito Ruiter Cunha (PT). Desde 2018 está filiado ao MDB.

Ex-prefeito de Amambai, Dirceu Lanzarini é assassinado em Dourados

O secretário especial da Casa Civil do Governo de MS e ex-prefeito de Amambai, Dirceu Lanzarini, de 62 anos, morreu na tarde do último dia 24, no Hospital do Coração de Dourados, para onde foi transferido após ter sido baleado na cabeça e no braço em sua fazenda no município de fronteira. O genro de Lanzarini, Kesley Aparecido Vieira Mastricarde, também foi baleado e segue hospitalizado. O suspeito de efetuar os tiros é um capaz da fazenda conhecido como Luiz Paraguaio, que discutiu com o patrão. Prefeito de Amambai por duas vezes, Dirceu Lanzarini também presidiu a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).

Com apoio de países vizinhos, Nelsinho defende recriar Parlamento da Amazônia

Diante das polêmicas em torno do Conselho da Amazônia formado pelo vice-presidente Hamilton Mourão e ministros, que desagradou governadores da região excluídos do colegiado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), está convidando representantes dos países abrangidos pela região para uma reunião no dia 21 de maio em Brasília visando recriar o Parlamento Amazônico (Parlamaz).

O senador disse que esse parlamento vai incluir governadores da região e pretende defender junto ao Planalto a criação de um Ministério da Amazônia. Nelsinho afirmou ainda que deve se reunir nos próximos dias com o general Mourão para tratar do assunto. Criado em 1989 por integrantes do Brasil, Bolívia, Colombia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela para promover o desenvolvimento sustentável na região, o colegiado acabou esquecido.

Em dezembro, antes da criação do Conselho da Amazônia, Nelsinho foi convidado pelo embaixador do Equador para uma reunião com representantes dos outros países, que defenderam a recriação do parlamento para melhorar a imagem da região no cenário mundial.

Kemp convida Gleisi para tirar foto com ele 'prefeito' de Campo Grande

Pré-candidato à Prefeitura de Campo Grande, o deputado estadual Pedro Kemp fez um discurso empolgado no Encontro Estadual do PT, na sede da Fetems, e até convidou a presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, para voltar à cidade no ano que vem e tirar uma foto com ele no gabinete de prefeito.

"Nós entendemos que o Brasil é um país continental e o PT vai ter que olhar para todo o continente na campanha, mas não se esqueça deste estado que já te acolheu com todo carinho porque você, Gleisi, vai voltar e com certeza você vai voltar no ano que vem e eu quero tirar uma foto com você no gabinete como prefeito de Campo Grande", disse Kemp à deputada federal do Paraná, ao lado do também deputado Cabo Almi.

Kemp disse que seu partido terá "uma grande torcida" na Capital: "Vamos entrar em campo motivados. Nós do PT, não temos motivo de andar de cabeça baixa, nós temos muito orgulho do nosso partido, dá sua história dos seus 40 anos, do legado dos governos petistas tanto federal como aqui no nosso estado".

Afirmou ainda que o partido pretende eleger pelo menos quatro vereadores na Capital e defendeu a união com outros partidos de esquerda: "Não tenho dúvida companheira Iara do PCdoB, companheiros do PSOL, do PV, do PDT, do PCO, se nós caminhamos abraçados no primeiro turno, vamos paro o segundo turno fazer uma frente democrática popular para, pela primeira vez, governar a Capital". Com Kemp, Gleisi gravou o vídeo abaixo convocando a militância do PT.

Mário do PCdoB rejeita apoiar PT em Campo Grande: 'Vamos para a disputa'

Apesar do anúncio do deputado Pedro Kemp (pré-candidato do PT a Prefeitura de Campo Grande) de que seu partido, o PCdoB, integraria uma Frente de Esquerda na capital, o advogado Mário Fonseca, que também quer disputar a cadeira de prefeito, disse que “depois de apoiar os petistas muitas vezes, talvez fosse a hora de uma contrapartida", mas salientou que não espera esse apoio e frisou: “Vamos para a disputa”.

"Respeitando que os amigos do PT tenham seu candidato. Mas como já os apoiamos muitas vezes, talvez fosse a hora de uma contrapartida. Como não esperamos isso, vamos para a disputa. Não só para ajudar a renovar a esquerda campo-grandense, pois não pretendo representar apenas a esquerda. As pessoas já se cansaram de divisões dicotômicas. Quero representar o melhor projeto para todos os campo-grandenses, independentemente da ideologia de cada um, afinal, quero ser o prefeito de toda a Cidade Morena, de todos os que aqui vivem", disse Mário.


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