Semana On

Segunda-Feira 06.jul.2020

Ano VIII - Nº 400

Mato Grosso do Sul

MS está entre os 4 estados com maior crescimento em investimentos do País

Último PIB divulgado pelo IBGE traz variação de 4,9% no Estado, enquanto o desempenho brasileiro foi de 1,3%

Postado em 05 de Fevereiro de 2020 - Redação Semana On

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Na contramão da maior parte dos estados brasileiros, Mato Grosso do Sul ficou entre as quatro Unidades da Federação que ampliaram em mais de 20% os investimentos de 2015 a 2019. A informação foi publicada no último dia 6 pelo jornal Valor Econômico.

Na avaliação do governador Reinaldo Azambuja, o aumento nos investimentos, principalmente em áreas prioritárias como saúde, segurança pública e educação, foi possível por conta das medidas duras e até impopulares, como as reformas previdenciária e administrativa e a renegociação de contratos. Além de Mato Grosso do Sul, tiveram o mesmo sucesso os estados de Paraná, Espírito Santo e Alagoas.

“A gente fica muito feliz porque enquanto o Brasil cresceu 1,9%, no PIB [Produto Interno Bruto] em 2017, Mato Grosso do Sul cresceu 4,7%. Então, nós crescemos cinco vezes mais do que o Brasil. Isso significa que o Estado está no caminho certo. Nós tomamos medidas juntos, sociedade e poder público, para dar eixo de desenvolvimento em todas as áreas. O Estado está crescendo na indústria, na agropecuária, nos serviços e nos comércios. E isso é bom porque traz crescimento e gera empregos, desenvolvimento e oportunidades”, disse o governador.

O Produto Interno Bruto de Mato Grosso do Sul gerado foi de R$ 96,372 bilhões, resultando em um PIB per capita em 2017 de R$ 35.520,45 – o oitavo maior valor per capita entre os demais estados brasileiros. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em determinada localidade.

Reinaldo Azambuja afirmou ainda que Mato Grosso do Sul deve continuar crescendo em ritmo mais acelerado que a média nacional. “Acho que esse é o grande passo que temos que dar: manter o ritmo para que Mato Grosso do Sul possa crescer cada vez mais que o Brasil. Então, se o Brasil cresce um pouco, e a gente espera que esse ano de 2020 a gente possa crescer mais que o 1,9%, Mato Grosso do Sul vai crescer bem mais e gerar oportunidades”.

Para o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, o aumento de investimentos é fruto de medidas de austeridade, como a diminuição das secretarias para a menor estrutura administrativa do país, ao lado de Goiás. Seis secretarias foram extintas em Mato Grosso do Sul.

“Desde o início da nossa gestão priorizamos as reformas essenciais para garantir a melhora dos serviços públicos. Tomamos decisões difíceis, austeras, mas fundamentais para avançarmos na direção correta com Mato Grosso do Sul mais enxuto e moderno. Dos 29 estados que compõem a Federação só quatro aumentaram sua capacidade de investimentos e Mato Grosso do Sul é um deles, criando um ambiente cada vez mais propício para investidores e a geração de emprego e renda”, explicou Riedel.

Além dos investimentos, Mato Grosso do Sul manteve os pagamentos dos servidores em dia e alcançou resultados importantes em outros indicadores: é o 5º estado mais competitivo do Brasil; o 4º mais seguro; o 5º em geração de empregos e o mais transparente do Brasil.

No primeiro mês de 2020, MS registra crescimento nas exportações de carnes e minério de ferro

No primeiro mês de 2020 as exportações de Mato Grosso do Sul somaram US$ 147 milhões. Apesar do superávit da Balança Comercial o resultado é 19,10% menor que no mesmo período de 2019, quando o saldo foi de US$ 182 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, compilados na Carta de Conjuntura da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

A celulose se manteve como o principal produto exportado pelo Estado, com aumento no volume exportado, atingindo 468 mil toneladas em janeiro de 2020. Diferente das principais commodities da Balança Comercial, o desempenho da celulose não é sazonal, mantendo estabilidade de exportação durante todo o ano.

O desempenho do milho, por exemplo, depende de safra, variando o volume exportado conforme o mês. Em janeiro as exportações caíram 52%, reflexo da falta de milho no mercado. A partir de fevereiro as exportações de grãos se voltam para a soja, que já está em processo de colheita no Estado.

O destaque da Balança Comercial de janeiro fica a cargo das proteínas animais. As exportações de carne bovina cresceram 29,8% em relação ao ano passado, decorrente de aumento da demanda internacional, que refletiu no preço da arroba e ao consumidor. O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) continua com processo de credenciamento de frigoríficos junto ao Governo Chinês, que deve sustentar a demanda durante o ano. Em relação a carne de aves, as exportações cresceram 58% em janeiro.

Surpresa para o mês, a venda de minério de ferro ao mercado externo cresceu 22%, caminhando na contramão do ano passado. “Mato Grosso do Sul inicia 2020 focado nas pautas tradicionais de produtos e é importante destacar que todo o investimento que tem sido feito na industrialização e geração de empregos no Estado, visa a exportação de produtos processados, que agregam valor aos nossos produtos”, afirma Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar.

Outra boa notícia de janeiro é o aumento de 23% nas importações de gás natural da Bolívia, para atender a demanda das térmicas movidas a gás. Bom resultado para a balança comercial e para as finanças do Estado, que arrecada ICMS sobre a importação.

Os países asiáticos se destacam como os principais parceiros comerciais do Mato Grosso do Sul, sendo a China o principal comprador de produtos com aumento de 44,2% em relação ao ano passado, Hong Kong com crescimento de 56,6% e Japão que amentou em 214% a compra de produtos estaduais.

Perspectivas

A perspectiva para os próximos anos é de continuidade do crescimento da economia de Mato Grosso do Sul acima da média nacional. O último PIB (Produto Interno Bruto) divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia) mostra uma variação de 4,9% no Estado em 2017, enquanto o desempenho brasileiro no mesmo ano foi de 1,3%.

Para o economista Sérgio Torres, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o Brasil deve manter a recuperação da economia com crescimento de 1,8% em 2020 e superior a 2% em 2021, e Mato Grosso do Sul irá alcançar números sempre acima desses resultados, impulsionado pelo setor agropecuário.

“Em Mato Grosso do Sul temos o agronegócio muito pujante e uma tendência do nosso Estado configurar com um Produto Interno Bruto acima da média nacional. Sendo assim, para 2020 projetamos para 2021 um PIB de 2,2% a 2,4%, mantendo um desenvolvimento do setor agroenergético, principalmente do gás boliviano, com os investimentos previstos do governo estadual e federal. É possível que tenhamos PIB a 2,4%, talvez até um pouco superior, para 2021”, avaliou Torres. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em determinada localidade.

O setor de serviços, segundo ele, recuperou força e a expectativa é de crescimento do setor da construção civil, um pilar muito importante para geração de emprego e distribuição de renda em Mato Grosso do Sul.

O Produto Interno Bruto de Mato Grosso do Sul gerado em 2017 foi de R$ 96,372 bilhões, resultando em um PIB per capita de R$ 35.520,45 – o oitavo maior valor per capita entre os demais estados brasileiros.

Ainda conforme o economista, três reformas podem alavancar a economia brasileira, que teve três anos de queda da economia, mas já esboça uma reação. “Temos a expectativa que, com as reformas administrativa, política e, principalmente, a tributária/fiscal podemos dar um ânimo maior ainda para o País e o Produto Interno Bruto pode ser um pouco mais otimista tendo em vista que, se as reformas acontecem, é possível termos um número mais considerável na empregabilidade do País, na geração de empregos e distribuição de renda, portanto, um maior consumo das famílias e, por conseguinte, o desenvolvimento do país”, disse.

O crescimento de Mato Grosso do Sul é resultado, em parte, da política de desenvolvimento econômico – com o fomento à modernização, uso da ciência e tecnologia e aumento da produtividade agropecuária – e de medidas de austeridade implementadas pelo governo – reformas administrativa (com a extinção de seis secretarias) e previdenciária estadual, estabelecimento de limites de gastos para todos os poderes e a renegociação da dívida do Estado.


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