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Quarta-Feira 01.abr.2020

Ano VIII - Nº 386

Coluna

Marquinhos recebe motoristas de aplicativos e promete mudanças da lei

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 30 de Janeiro de 2020 - Marco Eusébio

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O prefeito Marquinhos Trad (PSD) recebeu dirigentes União dos Motoristas de Aplicativos (Uma), entidade recém criada, e assegurou que enviará na semana que vem à Câmara, que volta do recesso parlamentar, o projeto para suspender a entrada em vigor da lei que regulamenta o serviço em Campo Grande por 90 dias, conforme havia anunciado antes, pois a mudança de data não pode ser feita por decreto, que acabou revogado (leia aqui). Marquinhos também reforçou que nesse período não haverá fiscalização nem multa. Disse ainda que será retirada da lei a exigência de exame toxicológico e que serão feitos estudos para aumentar a autorização do ano de fabricação do veículo de oito para nove anos e revisar os valores das multas, conforme reivindicações da categoria.

MS precisa de mais juízes de 1ª instância em vez de mais desembargadores, diz OAB

Após reunir sua diretoria e seus conselheiros federais para tratar do assunto, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) divulgou nota em que manifesta "preocupação" com a notícia de um projeto em elaboração no Tribunal de Justiça (TJMS) para criar três novas vagas de desembargadores no Estado, que passariam de 35 para 38, uma delas a ser destinada em revezamento à própria OAB-MS ou ao Ministério Público Estadual (MPE) pelo chamado Quinto Constitucional, e as outras duas para juízes de carreira. Na nota, a OAB-MS frisa que cobra "sistematicamente, desde o início da gestão passada, a ocupação das quase 50 vagas de juízes na 1ª Instância" em MS. "A preocupação deve ser inversamente contrária, não a criação de mais vagas ao TJMS, mas sim ao preenchimento das vagas faltantes na 1ª instância", diz o presidente da OAB-MS, Mansour Karmouche, no comunicado. O site do jornal Correio do Estado, que divulgou a notícia sobre a criação das vagas, lembra que o salário de cada desembargador no estado é de R$ 35 mil e cada gabinete pode ter até seis assessores.

Presidente do TJ diz que suprir falta de juízes de 1ª instância é prioridade em MS

Sobre notícia de estudos para criar mais três vagas de desembargadores no Judiciário de Mato Grosso do Sul (leia acima), o presidente do Tribunal de Justiça (TJMS), desembargador Paschoal Carmello Leandro, disse que houve uma solicitação neste sentido, mas frisou que faltam juízes de primeira instância e sua administração "entende que o mais importante, atualmente, é suprir a carência que existe". "Realmente houve uma solicitação, por parte de interessados, para estudos da viabilidade para criação de mais desembargadorias. Vagas como essas dependem de estudos cuidadosos, com exames detalhados, principalmente para identificar se há necessidade. Temos falta de juízes no primeiro grau de jurisdição e essa administração entende que o mais importante, atualmente, é suprir a carência que existe. Essas solicitações e matérias são inflamadas por interesses alheios aos do Tribunal de Justiça, mas, repito, a prioridade é resolver o primeiro grau e o impacto financeiro disso no Poder Judiciário", afirmou o Paschoal Leandro.

'Muitas vezes, vai deixar o aliado para ter sobrevivência' diz Nelsinho sobre eleições

"Estamos partindo para um caminho que, muitas vezes, vai deixar o aliado para poder ter uma sobrevivência" disse o presidente estadual do PSD, senador Nelsinho Trad, depois de reunir a imprensa em Campo Grande para falar das articulações da sigla nas eleições de prefeitos e vereadores deste ano. "Pra não gerar nenhum desconforto, a gente precisa ter um entendimento com os aliados para que sejam respeitados certos territórios de ambas as partes. Nas várias regiões temos conversado com outros partidos como o PSDB, o PP [atual Progressistas] e o MDB", disse o senador. Sobre Campo Grande, Nelsinho fez questão de frisar que a composição de alianças está a cargo do diretório municipal do partido e do prefeito Marquinhos, seu irmão, que buscará a reeleição. As articulações no interior serão feitas pelo próprio senador, pelo seu outro irmão, o deputado federal Fábio Trad, e pelo deputado estadual Londres Machado. "Dia 27 de fevereiro, na próxima reunião do PSD, os grupos devem apresentar quem tem potencial em cada lugar. Março é o mês da janela [para troca partidárias]. Só depois, começam a clarear as alianças", declarou.


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