Semana On

Terça-Feira 18.fev.2020

Ano VIII - Nº 380

Campo Grande

Tem uma área livre e quer fazer uma horta?

A Prefeitura te Campo Grande ajuda: saiba como

Postado em 30 de Janeiro de 2020 - Redação Semana On

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Garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas que aumentem a produtividade e a produção gerando renda aos pequenos produtores de alimentos são alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que a Prefeitura de Campo Grande já está cumprindo.

O Fundo de Apoio à Comunidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedesc), vem desenvolvendo desde o inicio da gestão o projeto Hortas Urbanas, que tem levado mais qualidade de vida para a população, com alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos, e gerado renda, estimulando a economia local.

“Esse projeto começou no nosso coração, no FAC, ganhou força junto à Sedesc, com a nossa equipe. As mudas são entregues como subsídio para que as hortas sejam plantadas. Começamos devagar e hoje já temos mais de 100 hortas implementadas impactando mais de 19 mil pessoas”, explica a presidente do Conselho Gestor do Fundo de Apoio à Comunidade – FAC e primeira-dama, Tatiana Trad.

Qualquer pessoa pode participar desde que tenha uma área cercada entre 100 m² e 5 mil m², água e mão de obra disponível. Basta procurar a Sedesc, na Rua Antônio Alves Arantes, 263, Bairro Chácara Cachoeira e preencher um cadastro.

O cadastro é validado depois que o técnico responsável verifica a área e confirma se a terra tem aptidão para a produção. Dando positivo, é agendado o dia de o maquinário ir até o local e fazer a limpeza da terra e início do plantio. A Prefeitura acompanha todas as fases, dando todo o acompanhamento técnico, passando para a pessoa como ela deve fazer para depois caminhar com os próprios pés.

“Oferecemos o adubo necessário para o primeiro plantio, as mudas, todos os insumos… Se a pessoa não tem onde vender, procuramos fazer esta intermediação de pontos de vendas. Acompanhamos todas as fases vegetativas, todo o acompanhamento técnico, passando para a pessoa como ela deve fazer”, explica o engenheiro agrônomo do Hortas Urbanas, Gilson Silveira Arevalo.

Participantes do projeto, as primas Rosângela Maria dos Santos, 46 anos, Maria Aparecida de Jesus, 29 anos, e a filha dela, Ana Carla de Queiroz, 13 anos, tem uma horta no terreno da família no Bairro Paulo Coelho Machado.

Rosângela Maria dos Santos conta que mora no local há mais de 24 anos e que a horta sempre foi um sonho do pai. “Meus pais sempre cuidaram daqui. Mas nunca tivemos uma horta como esta. Hoje eu vejo aqui um trabalho e um sonho do meu pai”, revela.

A horta alimenta mais de 20 pessoas da família e ainda gera renda. “Já vemos o retorno do trabalho. A gente vende, a gente doa se a pessoa não tem. Se tem menos que a gente. A alimentação da família melhorou bastante, porque agora temos salada fresca e saudável todos os dias. É só vir na horta e colher o alimento. Sempre tem salada na mesa”, diz Maria Aparecida.

Já Maria da Silva – avó da Pietra, integrante do projeto na E.M. Fauze Gattas diz que o projeto melhorou a alimentação da família. “É bom demais, sabe por que? Porque tem hora que não tem dinheiro em casa não, não tem. Tem que plantar pra nós termos”, diz.

A estudante Katiely dos Santos, também integrante do projeto na E.M. Fauze Gattas, conta que além de ter alimentos em casa, leva na feira pra vender. “Esse alface está na hora de colher, ai eu colho ele e levo pra feira, e o que sobrar levo pra minha casa”, afirma.

O projeto que já á referência no país, diz Jair Galvão – técnico agrícola do programa, vai implantar 200 hortas urbanas até o final deste ano. “As hortas são implantas em instituições não governamentais, escolas, emeis, postos de saúde, presídios e clinicas de recuperação de dependentes químicos”, enumera.

Para que tudo funcione diretinho, a prefeitura oferece insumos, máquinas e equipamentos, acompanhamento técnico antes, durante e depois da implantação da horta. A gestão também viabilizou a comercialização dos produtos através do Saladão (feira itinerante), que atua em 5 diferentes regiões de Campo Grande.

Outra conquista foi a aquisição de um caminhão que vai até os produtores buscar os hortifrutigranjeiros, conhecido como “Sedesc No Campo”.

Em outubro de 2019, o projeto ganhou destaque e ampliação com a participação do governo do Estado, através da Agraer, e uma emenda do deputado federal, Luiz Ovando, trouxe recursos de mais de R$ 500 mil.


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