Semana On

Sexta-Feira 14.ago.2020

Ano IX - Nº 405

Mato Grosso do Sul

Prefeitura de Campo Grande define estratégia de combate à infestação de escorpiões e orienta população sobre os cuidados

Secretaria de Estado de Saúde convoca hospitais privados para orientar sobre dengue, zika e chikungunya

Postado em 24 de Janeiro de 2020 - Redação Semana On

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Diante do aumento de casos de aparições de escorpiões em Campo Grande, a Prefeitura de Campo Grande reforçará as ações de prevenção e combate para reduzir a infestação desses animais. Na primeira quinzena de janeiro, foram registrados pelo menos 19 incidentes.

O Centro de Controle a Zoonoses (CCZ) começou a atuar de forma mais efetiva com ações de bloqueio e dedetização em locais pré-programados  considerados críticos.

Em 2019, foram registrados 742 acidentes escorpiônicos, dados que ainda podem aumentar conforme os números terminem de serem computados. E, com o calor excessivo, chuvas constantes e aumento na oferta de alimento para esses animais, o risco nessa época do ano também tende a crescer.

São nessas mesmas condições que os escorpiões se reproduzem, fazendo com que, além de serem mais visíveis por saírem de seus esconderijos, aumentam a população em toda a cidade. As recomendações para evitar acidentes com esses animais peçonhentos, não poderiam ser mais específicos, como a limpeza dos terrenos.

“Esses animais gostam de se esconder naqueles restos de tijolos deixados perto do muro no quintal, nos ralos que não estão sendo utilizados, no lixo acumulado, folhas de árvores amontoadas, porque é lá que está o alimento deles, e quando chove, eles são obrigados a saírem desses esconderijos, porque eles alagam”, explica a veterinária Juliana Resende, coordenadora do setor de controle de roedores, animais peçonhentos e sinantrópicos do CCZ.

Além da limpeza, também é uma recomendação constante a instalação de barreiras físicas para esses animais. Atitudes simples, como fechar o ralo da pia, ou o de chão após a limpeza, já são de grande serventia. Outra barreira que pode ser eficiente, é a colocação de telas nas grades de escoamento de água.

Se, mesmo tomando todos esses cuidados, o morador ainda encontrar algum desses animais em casa, é recomendado fazer o recolhimento dele, colocando-o em um recipiente fechado, mas evitando o contato, e levá-lo ao CCZ, onde será feita análise do espécime, principalmente em caso de acidente.

O proprietário do imóvel também pode solicitar uma inspeção na sua residência, seja no balcão da recepção do CCZ, ou via telefone, pelo 3313.5026 (horário comercial) ou no 3313.5000.

Se a pessoa for picada por um escorpião ou qualquer outro animal peçonhento ela deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para receber o atendimento adequado.

Dengue, zika e chikungunya

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou reunião com os hospitais privados de Campo Grande para orientar em relação aos casos na ocorrência de qualquer caso suspeito de dengue, zika e chikungunya no município.

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, destacou que é necessária a colaboração de todos para combater a doença. “Nós percebemos que os municípios estão subnotificando os casos de Dengue. Precisamos que os hospitais particulares notifiquem os casos para que possamos elaborar estratégias de ação”, disse.

Durante a reunião, a Secretaria de Estado de Saúde orientou a criação de fluxo de vigilância epidemiológica em cada hospital privado, devendo a ficha de notificação de cada paciente seguir o fluxo do hospital para a Sesau, depois SES em seguida Ministério da Saúde. Dos 29 óbitos por dengue registrados no Estado em 2019, 37,9% aconteceram em hospitais privados e dos quatro óbitos registrados em 2020, 50% foram nas unidades privadas.

A representante da Coordenadoria Geral de Vigilância das Arboviroses, do Ministério da Saúde, Priscila Leal Leite, destacou a importância das notificações dos casos às centrais de vigilância de epidemiologia no momento que os pacientes apresentam os primeiros sintomas. “O óbito é um evento sentinela, que mostra que existem uma série de situações a serem tratadas. Como já há óbitos por dengue em Mato Grosso do Sul precisamos de informações para ter o panorama do que está acontecendo”, completou.

Estiveram presentes os representantes dos hospitais São Lucas, Cassems, Hospital da Unimed, Santa Marina, Hospital da Criança, Hospital Pênfigo, hospital do coração, Proncor e Hospital Militar. A secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande também esteve presente.


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