Semana On

Quinta-Feira 09.abr.2020

Ano VIII - Nº 387

Coluna

O homem branco em toda sua pequeneza

O jornalista Victor Barone resume a semana política, com humor e acidez

Postado em 23 de Janeiro de 2020 - Victor Barone

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"O índio mudou, tá evoluindo. Cada vez mais o índio é um ser humano igual a nós", afirmou o presidente da República Federativa do Brasil, em vídeo divulgado nas redes sociais, na noite do último dia 23. Indígenas sempre foram seres humanos iguais aos demais. Quem, por outro lado, revela-se cada vez mais um ser humano pior é o próprio Jair Bolsonaro. A ponto de nos fazer acreditar que ele é parte de uma espécie de elo perdido do Homo Sapiens, o Homo Bolsonaris. Em seu mundo limitado, essa espécie surreal, o Homo Bolsonaris, se vê como a linha de chegada do progresso: uma variação racista, machista, miliciana, filhocrata e despótica dos semoventes que habitam este planeta.

O Homo Bolsonaris acredita que determinados povos são mais atrasados do que outros simplesmente por adotarem outro modo de vida e terem cultura diferente. Do alto do seu maniqueísmo, não consegue compreender a complexidade da vida em sociedade. Para ele, quando um indígena assiste à TV ou usa um celular deixa de ser indígena e precisa ser acudido. Ou melhor, salvo.

O Homo Bolsonaris quer ser messias. Por isso, acredita que é seu dever pegar esses povos pelas mãos e guia-los para o futuro - a sua visão estreita e monocromática de futuro.

O Homo Bolsonaris dilapida o amanhã de seus netos em nome do lucro rápido e da ignorância de seus apoiadores. O irônico é que os territórios indígenas contam com as mais altas taxas de proteção de vegetação nativa, garantindo o futuro das próximas gerações.

A declaração de Bolsonaro sintetiza sua visão de mundo, dotada de um anacronismo atávico, que traz consigo um conceito de progresso civilizacional abandonado há muito tempo. O problema é que o presidente entende como desvio, atraso ou aberração qualquer modo de vida diferente do dele. O que o torna uma pessoa bastante perigosa.

Por Leonardo Sakamoto

A fala do presidente repercutiu. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil afirmou em suas redes sociais que entrará na justiça contra Bolsonaro por crime de racismo.

PRIMEIRO GLENN, DEPOIS VOCÊ

Você não precisa gostar do jornalista Glenn Greenwald ou de seu trabalho à frente do site The Intercept Brasil, responsável por revelar mensagens entre o então juiz federal Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato. Mas se tem algum apreço pela democracia deve repudiar a denúncia contra ele pelo procurador da República Wellington Divino Marques de Oliveira.

Glenn foi acusado, no último dia 22, de auxiliar, incentivar e orientar a invasão de smartphones de autoridades. No curso da investigação, a própria Polícia Federal não viu crime, mas jornalismo em suas conversas com hackers que foram sua fonte de informação. A investigação apontou que as mensagens de Telegram divulgadas por ele não foram uma encomenda. Mesmo assim, foi denunciado.

Vivemos um contexto de ultrapolarização política. Nele, desumaniza-se quem defende posicionamentos diferentes dos nossos, não reconhecendo que essas pessoas tenham os mesmos direitos constitucionais. Pelo contrário, defende-se que sejam caladas e punidas por pensarem diferente. À força, se necessário. Passando por cima das leis, se preciso.

Da mesma forma que parte das redes sociais já condenou Glenn Greenwald, munida por uma denúncia tão frágil que não resiste a uma lufada de Constituição do Supremo Tribunal Federal, ela diariamente acusa jornalistas com base no ódio. Tanto o provocado por seus líderes, quanto aqueles que surgem da percepção de que tudo aquilo fora da câmara de eco precisa ser eliminada.

Quando hordas se reuniram para pedir, no Twitter, a deportação de Glenn Greenwald frente às primeiras matérias do Intercept, uma parcela da sociedade não entende ataques a jornalistas como uma porrada na liberdade de expressão, um pilar da democracia. Vê isso como uma manifestação banal do descontentamento. Cede aos discursos fáceis e toscos de analistas, apaixona-se pela violência de seus líderes.

Algumas lideranças, aliás, sabem o tamanho de sua caixa de ressonância, o fanatismo de alguns de seus seguidores, que agem como torcida organizada, e o gigantismo de redes simpáticas a elas ou por elas controladas. Ao ter consciência disso e não agir para evitar ataques, tornam-se cúmplices das consequências de seus atos. Isso inclui não apenas membros dos Poderes Executivo e Legislativo, mas também do Judiciário e do MP.

O Ministério Público Federal é inquestionavelmente fundamental para a democracia brasileira. Por isso, não deixa de ser amargo vermos um membro da instituição perseguindo a liberdade de imprensa em nome do que parece ser puro corporativismo.

Cabe à sociedade decidir se quer uma imprensa livre, mesmo que discorde dela, e sair em sua defesa. Ou se está satisfeita com a proposta colocada à mesa nas eleições de 2018: substituir a pluralidade e o contraditório por mensagens hiperpartidarizadas postadas em grupos de WhatsApp que confirmam uma limitada visão de mundo. O Brasil já é um dos países mais violentos para jornalistas e comunicadores, com pessoas assassinadas no exercício da profissão. A denúncia de terça reforça a percepção, aqui e no exterior, de que o país caminha impávido na direção oposta à democracia. Hoje é com Glenn, amanhã pode ser com qualquer um. Afinal, em um Estado autoritário, ninguém está a salvo.

Por Leonardo Sakamoto

O procurador da República Wellington Divino Marques de Oliveira, que denunciou Glenn Greenwald, é o mesmo que denunciou o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, por calúnia contra o Ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. Na semana passada, a Justiça rejeitou a denúncia do MPF contra Santa Cruz. O juiz Rodrigo Parente Paiva Bentemuller, da 15ª Vara Federal de Brasília, afirmou em sua decisão que “o denunciado não teve intenção de caluniar o Ministro da Justiça (animus caluniandi), imputando-lhe falsamente fato criminoso, mas sim, apesar de reconhecido um exagero do pronunciamento, uma intenção de criticar a atuação do Ministro”.

Segundo advogados, Divino fez uso do cargo para defender bandeiras ideológicas próprias e tentar criminalizar o trabalho estritamente jornalístico desempenhado por Glenn. Neste caso, a ação do procurador se enquadraria no artigo 30 da Lei de Abuso de Autoridade, que prevê punição de um a quatro anos à autoridade que der início a um processo "sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente".

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), protocolou na Procuradoria Geral da República (PGR), uma representação contra o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, pedindo seu enquadramento por evidente “prática de abuso de autoridade”. O ato de Oliveira “tenta criminalizar a livre manifestação do pensamento e a divulgação de informações, atingindo em cheio o direito fundamental à liberdade de expressão, liberdade de informação e liberdade de imprensa”, aponta a ABJD.

A Anistia Internacional (AI) a qualificou como "profundamente grave", afirmando que o caso representa "uma escalada da ameaça à liberdade de imprensa" no país. "Causam-nos estranheza as informações de que Glenn Greenwald foi denunciado sem sequer ser investigado", ressaltou, em nota, a organização.

A ONG União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), dos Estados Unidos, pediu a imediata condenação da denúncia por parte do governo americano. "Nosso governo deve condenar imediatamente esse ataque ultrajante à liberdade de imprensa e reconhecer que os seus ataques às liberdades de imprensa em casa têm consequências para os jornalistas americanos que trabalham no exterior, como é o caso de Glenn Greenwald", escreveu a ACLU no Twitter.

Também a Electronic Frontier Foundation (EFF), que luta pela liberdade de expressão, defendeu Greenwald, classificando a denúncia como "ameaça à democracia".

A Freedom of the Press Foundation, que tem como seu membro fundador o próprio Greenwald, fala em "tática de intimidação" e diz, em nota, que o americano "lutou bravamente pela liberdade jornalística ao longo de toda a sua carreira". Também descreve a denúncia como fruto de "uma escalada doentia dos ataques autoritários do governo Bolsonaro à liberdade de imprensa e ao Estado de direito". O texto, assinado pelo diretor executivo da entidade, Trevor Timm, pede que o governo brasileiro "interrompa imediatamente a sua perseguição a Greenwald e respeite a liberdade de imprensa".

Edison Lanza, relator da Organização dos Estados Americanos (OEA) para a Liberdade de Expressão, afirmou no Twitter haver na denúncia contra Greenwald "preocupantes implicações para a liberdade de expressão".

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou comunicado analisando trechos da denúncia e refutando os argumentos do procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, que a assina. A entidade diz que a denúncia tem "como único propósito constranger" o jornalista e "é baseada em uma interpretação distorcida das conversas do jornalista com sua então fonte". Para a Abraji, o MPF abusa de suas funções "para perseguir um jornalista e, assim, violar o direito dos brasileiros de viver em um país com imprensa livre e capaz de expor desvios de agentes públicos".

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) afirma que o MPF "ignora a Constituição" ao denunciar Greenwald. "Ao jornalista não cabe o papel de recusar ou não divulgar informações de interesse público, porque obtidas de fontes anônimas e/ou sigilosas. Igualmente, não é dever do jornalista atestar a legalidade da obtenção das informações e, sim, verificar a veracidade das informações, antes de divulgá-las à sociedade", afirma a entidade, em comunicado. A presidente da Fenaj, Maria José Braga, afirmou que a “preocupante” ação do procurador “é uma tentativa de intimidação do jornalista e de restrição do trabalho da imprensa”.

Em editorial publicado no dia 21, o jornal norte-americano The New York Times (NYT) diz que a denúncia é um grave ataque à liberdade de imprensa e ao Estado democrático de Direito no Brasil. Para o jornal, acusações contra o editor do Intercept é um “sério desserviço” e uma “ameaça perigosa”. O texto diz ainda que o jornalista cumpriu com seu papel ao revelar “uma verdade dolorosa sobre os que estão no poder”, especialmente através das reportagens da Vaza Jato, que revelaram o conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi ao Twitter mostrar indignação diante da denúncia contra o jornalista.

INIMIGO DA IMPRENSA

Jair Bolsonaro mantém com a imprensa um relacionamento indigno. Ameaça empresas e ofende jornalistas. Agora, declarou que cogita parar de conceder entrevistas. Fez isso em reação a um levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas. O estudo mostrou que, em 2019, os ataques a repórteres e órgãos de comunicação cresceram 54%. Saltaram de 135 para 208. Bolsonaro sozinho foi responsável por 58% do total de agressões.

ANAUÊ

O jingle de divulgação do Aliança pelo Brasil, o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, começou a circular no WhatsApp. A propaganda musical afirma que a legenda está nascendo com a "vontade do povo" e da "direita de verdade" em prol de um país conservador, que preza pela família e pela nação. Escute abaixo. Ao longo de 1 minuto e 19 segundos, o jingle sugere que o Aliança pelo Brasil traz de volta a esperança do povo, pois vai reunir "toda a fé que há dentro da gente por um Brasil diferente, pela família e pela nação". Já o refrão, que se repete várias vezes ao longo da gravação, é curto e direto: "Aliança, pelo Brasil". Tudo isso foi gravado por um cantor de voz suave, com o pano de fundo de uma melodia que carrega um tom motivacional e se transforma no hino brasileiro na reta final da gravação. O que encerra a propaganda musical, contudo, é um trecho de um discurso de Jair Bolsonaro. Sob aplausos, o presidente diz um dos seus maiores jargões no final do jingle: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

NAZISTAS

O vídeo com discurso nazista de Roberto Alvim fez com que muitos nas redes sociais buscassem (e encontrassem) várias outras citações de apologia ao nazismo de outros membros do governo, especialmente do próprio presidente Jair Bolsonaro, que é um dos que mais tem material nesse sentido. Um deles é o vídeo, de muitos anos atrás, no qual é sujeitado a um detector de mentiras, em um quadro do antigo programa CQC.

Há 22 anos, bem antes do pronunciamento inspirado em discurso nazista do Secretário Especial de Cultura, Roberto Alvim, o próprio Jair Bolsonaro defendeu o que considerou “liberdade de expressão” dos alunos do Colégio Militar de Porto Alegre que haviam escolhido Adolf Hitler como o personagem histórico mais admirada. O então deputado federal ainda disse, na ocasião, que os alunos votaram em Hitler por entenderem que "de uma forma ou de outra", o líder nazista soube impor ordem e disciplina. Adolf Hitler foi escolhido por 84 dos 158 formandos da turma de 1995, que incluíram seu nome na revista estudantil Hyloea publicada em 1997, segundo a revista Veja. "Quero deixar patente minha revolta com a grande mídia, um tanto quanto servil, que criticou duramente o Colégio Militar de Porto Alegre apenas porque nove entre 84 alunos resolveram eleger entre Conde Drácula, Hércules, Nostradamus, Rainha Catarina, Átila - só faltou FHC -, Hitler como personalidade histórica mais admirada", afirmou Bolsonaro em discurso realizado na Câmara dos Deputados. Naquela ocasião, o então deputado federal Jair Bolsonaro ainda afirmou os estudantes estavam "carentes de ordem e de disciplina". Ele elogiou, então, a disciplina de Hitler, sem deixar de atacar o então presidente Fernando Henrique Cardoso. "Enquanto o nosso presidente da República não dá exemplo disso, eles [os alunos] têm que eleger aqueles que souberam, de uma forma ou de outra, impor ordem e disciplina", disse Bolsonaro. No final da sua fala, Bolsonaro disse, por sua vez, que não concorda com as atrocidades cometidas por Adolf Hitler.

HUMANOS?

O assessor parlamentar Evandro de Araújo Paulo, que trabalha com a deputada Bia Kicis (PSL-DF), publicou no Facebook uma foto na qual faz debocha da morte da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), morta em abril de 2018. Na foto, ele aparece segurando uma camiseta com o desenho da vereadora assassinada, e a frase: “Marielle vive, enchendo o saco (sic)”. A foto foi publicada no dia 31 de dezembro e foi tirada dentro do gabinete da deputada. O Facebook considerou a postagem como “conteúdo cruel” ou insensivo” e bloqueou a publicação. Procurado pela revista Época, o assessor não respondeu. Em nota, a deputada afirmou que “não sabia da postagem, e quando tomou conhecimento repreendeu o assessor, proibindo-o de tirar fotos para o perfil dentro do ambiente de trabalho”.

Esse não é o primeiro episódio em que pessoal ligadas ao PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro, desrespeitam a morte da vereadora. Durante a eleição de 2018, dois candidatos do PSL retiraram e quebraram uma placa em memória da vereadora.

O ministro Sérgio Moro não acredita mais que os assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes devam ser investigados por autoridades federais. Na entrevista ao programa Roda Viva na noite de segunda, 20, o titular da Justiça afirmou que mudou de ideia porque se sensibilizou com os argumentos de familiares da ex-parlamentar. “(Os familiares) Levantaram, de uma forma não muito justa, que a ideia de federalizar era para que o governo federal, de alguma forma, obstruísse as investigações, o que era falso. Foi o próprio governo federal, com a investigação na Polícia Federal, que possibilitou que a investigação tomasse o rumo correto”, disse ele.

Moro afirmou que o governo federal é o primeiro a querer desvendar o caso. “O presidente sempre apoiou, sempre entendeu que isso deveria ser investigado. Houve essa investigação da PF (sobre obstrução) e nunca houve qualquer interferência indevida por parte do presidente. Nunca houve qualquer afirmação ‘não faça isso, não faça aquilo’, sempre se trabalhou para que os fatos fossem, da melhor maneira, elucidado (…) O governo é o maior interessado em elucidar esse crime”, concluiu o ministro”, acrescentou.

Para o presidente Jair Bolsonaro, é o governador do Rio, Wilson Witzel, seu adversário político, o responsável pelo vazamento do depoimento de um porteiro do condomínio onde tem casa, na Barra da Tijuca, que mencionou seu nome no caso. Em documento sigiloso obtido pelo Estadão, o ministro defende prestigiar o entendimento dos familiares de Marielle, que são contrários à transferência do caso.

Antifeminista, que chegou a ser cotada para um cargo no Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, de Damares Alves, Sara Winter atacou gratuitamente a memória de Marielle Franco, assassinado em março de 2018, em uma resposta a um comentário de sua publicação no Twitter. “Foi pro inferno queimar com a Marielle”, respondeu a ativista cristã, que se diz pró vida em seu perfil, ao comentário de um seguidor no Twitter. Sara se irritou após divulgar que Jair Bolsonaro conseguiu “R$ 75 bilhões em investimentos estrangeiros” em 2019. O seguidor então indaga: “E esse dinheiro foi p onde, p bolso do Flávio ou p conta da Micheque?”, quando Sara responde citando Marielle.

FRASES DA SEMANA

“O índio está evoluindo, e cada vez mais é um ser humano igual a nós”. (Jair Bolsonaro, presidente da República do Brasil)

“A denúncia contra o jornalista @ggreenwald é uma ameaça à liberdade de imprensa. Jornalismo não é crime. Sem jornalismo livre não há democracia”. (Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados) 

“Nunca dei muita importância àquilo. Acho que é um monte de bobajarada. Foi usado politicamente para tentar soltar criminosos presos, pessoas que haviam sido condenadas por corrupção”. (Sérgio Moro, sobre o vazamento de informações da Lava Jato, na época conduzida por ele)

“Eu escrevi o texto do meu discurso a partir de várias fontes e ideias […] Não percebi nada errado ali, mas errei terrivelmente ao não pesquisar com cuidado a origem e as associações de algumas frases e ideias.” (Roberto Alvim, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro)

“A gente está olhando um crescimento de 2,5% do PIB, mas com decisões como essa, a gente pode olhar a possibilidade de um recuo do crescimento e da geração de emprego.” (Rodrigo Maia, presidente da Câmara, sobre a decisão judicial que suspendeu a criação do juiz das garantias)

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Com informações de Leonardo Sakamoto, Josias de Souza, Ricardo Noblçat, Reinaldo Azavedo, Carta Capital, Outra Saúde, Sul 21, o Globo, BR-18, Folha de SP, Fórum, Veja, Dora Kramer, BRPolítico, Vera Magalhães, Marcelo de Moraes e Radar


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