Semana On

Terça-Feira 07.jul.2020

Ano VIII - Nº 400

Viver bem

Conceito de de sono da beleza faz sentido, conclui pesquisa

Pesquisa feita com ratos conclui que dormir bem ajuda a recuperar fibras de colágeno perdidas ao longo do dia – o que nos ajuda a ter pique para encarar o dia seguinte

Postado em 21 de Janeiro de 2020 - Galileu

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Biólogos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, explicaram pela primeira vez a funcionalidade do “sono da beleza”. Parece que ter uma boa noite de sono realmente nos prepara para encarar o dia seguinte. O estudo foi feito com ratos e publicado na revista científica Nature Cell Biology.

De acordo com a pesquisa, as fibras de colágeno são reabastecidas durante o sono. Elas são as proteínas mais abundantes no nosso organismo e garantem elasticidade e força no tecido conjuntivo. Há dois tipos de fibras colágenas: as grossas, que são fabricadas até os 17 anos de idade e permanecem no corpo por toda a vida, e as finas, que são quebradas durante o dia e reabastecidas durante a noite. O estudo mostrou que os mecanismos do nosso relógio biológico repõem as fibras que foram perdidas e protegem as permanentes. 

No estudo, os camundongos foram observados a cada quatro horas, durante dois dias. Cientistas perceberam que ao eliminar os genes ligados ao relógio biológico, as fibras eram misturadas. Porém, com o relógio funcionando da maneira correta (o que ocorre quando dormimos bem), as mais finas morriam e as grossas permaneciam, como deve acontecer.

“Se você imaginar os tijolos nas paredes de uma sala como a parte permanente, a tinta nas paredes poderá ser vista como a parte que precisa ser reabastecida de vez em quando. Assim como você precisa lubrificar um carro e manter o radiador cheio de água, essas fibras finas ajudam a manter a matriz do corpo", diz o professor Karl Kadler, principal autor do estudo.

Pesquisadores comemoraram a descoberta. "Saber disso pode ter implicações no entendimento de nossa biologia em seu nível mais fundamental. Pode, por exemplo, nos dar uma visão mais profunda de como as feridas cicatrizam ou como envelhecemos", conta Kadler.


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